Sporting 2-1 Benfica | Xeque-mate na Liga Portugal e o futuro de Rúben Amorim e Roger Schmidt

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Se és do Sporting, aproveita a festa merecida e parabéns pela Liga Portugal 2023/2024. Se és do Benfica, respeito pela semana complicada. Se és de outro clube, que tal este filme dramático? A Terra foi criada em sete dias. O mundo dos benfiquistas (nesta temporada) “acabou” em cinco. Terça-feira – eliminação da Taça de Portugal depois de um jogo superior no Estádio da Luz. Sábado – dérbi eterno crucial para a Liga Portugal que sorriu aos leões, em Alvalade. Excitação de um lado, desilusão do outro. É o futebol e os seus dois lados nestas andanças.

Há muitas diferenças entre o Sporting e o Benfica nesta temporada. Um tem jogado o melhor futebol português com uma equipa entrosada, consistente e com dinâmicas consolidadas, liderada por um excelente treinador que sabe gerir o plantel, extrai o melhor dos jogadores, lê bem o jogo e comunica bem. O outro tem jogado um futebol irregular que sobreviveu muitas vezes à base de individualidades, teve várias dificuldades a encontrar a fórmula do 11 inicial, não extrai o melhor coletivo apesar de um plantel milionário e tem um treinador demasiado fiel à sua ideologia de jogo (chegando em ocasiões a ser negativo), dando a sensação que não prepara tão bem os jogos, não faz uma grande leitura durante os jogos e não comunica tão bem. Escusado será dizer quem é quem.

Nesta lógica, não parece surpreender que o Sporting vá ser campeão. O único aspeto a separar as garras do leão do título de campeão nacional é o tempo. Quatro pontos de vantagem e um jogo a menos coloca os sportinguistas numa poltrona confortável. Só mesmo um plot twist lendário escrito pelos deuses mais atrevidos do futebol é que se observaria um Marquês encarnado. Contudo, enquanto for possível, o Benfica deve continuar a lutar. Nem que seja por dignidade ou trabalhar para melhorar e preparar a próxima temporada (isto no campeonato, porque como sabemos ainda está vivo na Liga Europa).

Quanto ao futuro de cada treinador – Rúben Amorim e Roger Schmidt – há incertezas em relação à próxima época. Comecemos pelo treinador dos leões. Todos sabem que se fala num Liverpool e a verdade é que pode estar aberto um caminho perfeito para a sua saída: terminar com mais um campeonato e uma Taça de Portugal (está na final). Rúben Amorim marcou uma era e, caso esse cenário aconteça, seria sair pela porta grande. Desportivamente, não acredito que seja a melhor decisão. Assumir o cargo depois do legado de Jurgen Klopp será um desafio muito difícil cheio de pressão. Podia ser um salto muito grande e não sei até que ponto seria melhor primeiro uma equipa de nível intermédio, isto na escala global.

No que diz respeito a Roger Schmidt e ao Benfica, prevejo uma grande mudança no balneário para a próxima temporada. Na minha opinião, o projeto com Roger Schmidt parece ter chegado ao fim, tendo alcançado um ponto de estagnação. É certo que a sua primeira época foi muito boa, mas creio que, tendo em consideração o presente, o melhor é mesmo a saída de Roger Schmidt do comando técnico. E depois, há jogadores como Ángel Di María, Rafa Silva e João Neves estão associados a uma saída do Benfica. Neste sentido, de forma a lutar por todas as frentes e recuperar o melhor Benfica, é fundamental que Rui Costa já esteja a planear o projeto seguinte com um novo treinador e um coletivo pronto para a “guerra”.

Diogo Lagos Reis
Diogo Lagos Reishttp://www.bolanarede.pt
Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 8 de Portugal. Depois de ter estudado na Universidade Católica e tirado mestrado em Barcelona, o Diogo está a seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

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