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Deixem passar o maior de Portugal, o maior de Portugal, o maior de Portugal

André Eusébio · 2 min

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Topo Sul

O momento actual deste Benfica não está a apelar ao benfiquismo da maior parte dos benfiquistas e é fácil perceber o porquê. Ou melhor, é fácil para muita gente. Para mim não. O mau futebol que praticamos, o treinador que já não devíamos ter ou os jogadores que não estão a render são indicadores usados de forma reles e mesquinha pela maioria dos adeptos, a quem popularmente chamo “adeptos dos bons momentos”, para se desligarem do seu “clube de coração”. Aqueles que se lembram de que são do Benfica quando o Marquês de Pombal está atolado de pessoas a festejarem. Os mesmos que, vezes sem conta, fazem do nosso clube o melhor e o pior do Mundo. Estes adeptos estão por toda a parte. Se o quiserem comprovar, experimentem assistir a um jogo na Bancada Central do Estádio da Luz, por exemplo. Ou então tentem qualquer café, tasca ou restaurante português. Ora estão maravilhados, ora estão de braços caídos a resmungar. Este é o estereótipo do adepto do Benfica. Isso não é novidade para ninguém. E esse é um dos maiores problemas e “o desafio” que temos de ultrapassar para sermos, na prática, o maior clube do mundo.

Mudar mentalidades de um número infinito de pessoas (sim, porque somos mesmo muitos!) é um processo impossível de concretizar, como é óbvio. Assim sendo, resta-lhes seguir as marés, boas ou más, esperando que estas definam o seu benfiquismo. Para muitos será sempre assim. Infelizmente.

Adeptos Encarnados / Fonte: http://benficapositivo.wordpress.com/
Adeptos encarnados
Fonte: benficapositivo.wordpress.com

No entanto, e como em quase tudo na vida, há sempre o reverso da medalha. Aqueles que nunca falham. Os que fazem por dar vida e voz ao emblemático “Inferno da Luz”. São cada vez mais os que fazem do Topo Sul a “sua vida” e que sem o Benfica “não sabem viver”. Os No Name Boys, seu nome oficioso, não gostam de ser conhecidos, nem querem ser reconhecidos. O seu lema é “sempre presentes” e aqueles milhares de benfiquistas fazem de tudo para o cumprir. Estão no Estádio da Luz ou em qualquer parte do mundo e, quando as camisolas encarnadas entram em cada palco, erguem-se cachecóis e gargantas para se ouvir “Deixem passar o maior de Portugal, o maior de Portugal, o maior de Portugal”. Mais do que uma música, é um hino ao benfiquismo e são as melhores palavras para exprimir a grandeza do nosso clube. Este grupo de jovens, maioritariamente, dá o mote e o exemplo para o que se vai processar em campo, e, independentemente do desempenho da equipa, faz por se ouvir e por demonstrar o seu apoio incondicional ao Glorioso. Há quem lhes chame marginais e delinquentes. Isso é-lhes indiferente. A sua tarefa é carregar a equipa e fazem-no como ninguém. Não são os únicos benfiquistas a fazê-lo, é certo, mas não posso deixar de os destacar e de me vangloriar por, sempre que posso, juntar a minha voz às suas. Eles são um exemplo vivo do adepto que se orgulha do seu clube, que não se rebaixa quando as coisas correm menos bem. Que não põe em cheque o seu amor e dedicação ao clube. Que sabe e sente que é adepto do melhor clube do mundo.

André Eusébio

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