Publicidade

Vitória FC 1–0 SL Benfica: Bom fim para alguns…

Redação BnR · 5 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

sl benfica cabeçalho 1

O Vitória Futebol Clube recebeu esta noite o Sport Lisboa e Benfica no jogo que finaliza a décima nona jornada. A equipa da casa apresentou-se com apenas duas novidades em relação ao triunfo em Belém. Bolinha e Fernandes substituem Costinha e Nuno Santos num 11 que apresentou-se em campo no esquema tático de 4-4-2. Os encarnados chegaram ao Bonfim com novidades: Fejsa regressou aos escolhidos de Rui Vitoria. A equipa do Benfica apresentou-se no relvado com essa novidade no 11 e no típico esquema de 4-4-2. Nota ainda para a ausência de Rui Vitória no banco de suplentes dos visitantes. O técnico português está suspenso e viu a partida da bancada.

A primeira parte ficou marcada pelo golo de cabeça de Ze Manuel. O extremo aproveitou o cruzamento de Arnold da direita e fez o único golo da primeira metade de jogo. Além desse momento, a partida começou com um controlo de jogo e movimentos ofensivos por parte do Benfica. Nos primeiros cinco minutos já se contavam duas oportunidades perigosas para os encarnados pelo pé esquerdo do grego Mitroglou e do argentino Cervi. A partir desse momento, o emblema de Setúbal subiu as linhas e deixou os encarnados obrigados a jogar muito entre passes dos jogadores mais defensivos e sem soluções de transporte de bola para a frente de ataque. Aos 14 minutos Edinho ameaçou com um lance perigoso. O experiente avançado alarmou Ederson com um excelente remate de ponta de bicicleta que esteve próximo de abrir o marcador.

Seis minutos depois, o Vitória chegaria ao tão desejado golo como já foi referido. O golo de Zé Manuel abriu os olhos dos adversários que responderam com remates de longe, como o caso de Pizzi que rasou a baliza de Varela, Fejsa também num lance idêntico e Jonas de cabeça para as mãos do guarda redes português. Aos 34 minutos o Benfica esteve quase perto de marcar o golo do empate: depois de Jonas sofrer falta perto da área, Zivkovic de pé esquerdo voltou a alarmar as redes da equipa da casa. A terminar a primeira parte tivemos um momento pouco comum no futebol: Arnaldo Teixeira, adjunto do ausente Rui Vitória, deu ordem para o campo para a troca de laterais. André Almeida foi para a direita e participou até mais no jogo e Nelson Semedo passou bem despercebido na lateral esquerda. Arnaldo Teixeira deveria querer apostar no pé esquerdo de Nelson Semedo de longe, mas o jovem jogador esteve muito mal nesses últimos minutos da primeira parte.

A primeira parte resume-se com o golo do Vitória Futebol Clube, o momento inicial ofensivo pela parte dos encarnados e um trabalho inteligente do Vitória que dificultou o Benfica nos seus habituais processos ofensivos.

Os segundos 45 minutos começaram com uma alteração no Benfica: saiu o amarelado Cervi, para dar lugar a Rafa. As águias entraram pressionantes no jogo, ainda assim, a desconcentração era muita, tanto na defesa como no ataque, o que facilitou o jogo da equipa da casa. Nuno Pinto viu o amarelo aos 57 minutos, por falta sobre o capitão do Benfica, Luisão. O livre não foi além da barreira do Vitória, que aproveitou a situação para mais um contra ataque. A primeira grande oportunidade para o Benfica na segunda metade surgiu aos 60 minutos. Depois de um bom cruzamento de Rafa, Mitroglou cabeceia ao lado.

Aos 72’ ambas as equipas efetuaram substituições. O Benfica optou por tirar André Almeida de campo, para entrar Carrillo e o Vitória lançou Vasco Costa para o lugar de João Amaral. Até ao momento os encarnados dominavam a partida, mas não conseguiam criar perigo suficiente à baliza de Bruno Varela. Sem um fio condutor, os homens do Benfica não conseguiram ir além de remates ao lado e fáceis defesas para o guarda redes sadino. Assim, foi lançado mais um homem para a frente de ataque. As águias esgotaram as suas substituições com a entrada de Jovic e a saída de Pizzi. O Vitória aproveitou também para mexer na equipa e saiu Bonilha para entrar Pedrosa.

Sem desculpa ou justificação possível, o Benfica era incapaz de marcar. Aos 89 minutos, já com a última alteração do Vitória feita (Arnold saiu para entrar T. Santana), a equipa da casa fazia o seu trabalho, com todos os homens na defensiva e alguma perda de tempo desnecessária (mas habitual no nosso futebol).

Cinco minutos foi o tempo dado pelo juiz da partida. Ederson subiu no terreno até à área adversária para os últimos momentos da partida, mas de pouco ou nada serviu. O Benfica correu pela vida, mas demasiado tarde. Num jogo onde se perspectivava uma vitória fácil do tri-campeão. Já de apito na boca, no último instante, parece ter havido falta sobre Carrillo, mas o árbitro nada assinala e termina a partida.

1-0 é o resultado final. O Benfica não acabava um jogo para a primeira liga sem marcar desde Dezembro de 2015. A equipa de Couceiro levou a melhor, explorou as fraquezas dos encarnados e voltou a conseguir roubar pontos aos líderes da prova.

Rescaldo de Joana Libertador e João Neves

A FIGURA

Fonte: VFC
Fonte: VFC

Frederico Venâncio – Apesar de Zé Manuel ter sido o autor do golo dos sadinos, o capitão foi importantíssimo. Afinal, se não fosse Venâncio a cortar a bola em cima da linha de golo, a história poderia ter sido diferente.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Benfica – Desde o confronto com o Boavista na Luz, que as exibições do Benfica têm descido substancialmente. Desde um Pizzi cansado até à falta de inspiração de Jonas, os encarnados mal conseguiram assustar Bruno Varela.

CONFERÊNCIA BnR

BnR – Antes de mais, parabéns ao Vitória pela exibição e pela vitória desta noite. É esta equipa, este Vitória, é esta intensidade que se pode esperar para a segunda volta?

José Couceiro – Muito obrigado, em primeiro lugar pelos parabéns. Sabe que estes jogos com equipas com a dimensão do Benfica, são jogos com características muito próprias, jogos em que nós somos obrigados a defender muito mais. Fizemos isso bem, não baixando muito o bloco, tirando nesta parte final. O Benfica também foi muito mais direto e fomos obrigados a disputar segundas bolas. Enquanto o jogo esteve o cariz normal, fechamos muito bem o espaço interior, obrigamos o Benfica a jogar por fora, que era o que nós queríamos para poder pressionar, e a equipa aí esteve muito bem. Mas como dizia nestes jogos é também é preciso a estrelinha. Eu disse isto depois do jogo com o Porto e com o Sporting e não é diferente contra o Benfica. Correu-nos bem, os jogadores estão de parabéns – sobretudo os jogadores – têm feito um trabalho fantástico. E também a massa associativa do Vitória que nos ajuda, deu-nos um apoio fantástico. Continuo com os mesmos objetivos, a ideia é atingir os 30 o mais depressa possível. Quando nós fizermos isso logo pensamos no resto. Se nos deixarem ir mais para a frente vamos, mas temos consciência que não é o mais importante. O mais importante é, por exemplo, o que fizemos hoje. Hoje estreou-se mais um jovem da cantera vitoriana. Já tinha jogado na Taça da Liga e hoje o Pedrosa, pode estrear-se na Primeira Liga.

 

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.