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O Vitória Futebol Clube recebeu esta noite o Sport Lisboa e Benfica no jogo que finaliza a décima nona jornada. A equipa da casa apresentou-se com apenas duas novidades em relação ao triunfo em Belém. Bolinha e Fernandes substituem Costinha e Nuno Santos num 11 que apresentou-se em campo no esquema tático de 4-4-2. Os encarnados chegaram ao Bonfim com novidades: Fejsa regressou aos escolhidos de Rui Vitoria. A equipa do Benfica apresentou-se no relvado com essa novidade no 11 e no típico esquema de 4-4-2. Nota ainda para a ausência de Rui Vitória no banco de suplentes dos visitantes. O técnico português está suspenso e viu a partida da bancada.
A primeira parte ficou marcada pelo golo de cabeça de Ze Manuel. O extremo aproveitou o cruzamento de Arnold da direita e fez o único golo da primeira metade de jogo. Além desse momento, a partida começou com um controlo de jogo e movimentos ofensivos por parte do Benfica. Nos primeiros cinco minutos já se contavam duas oportunidades perigosas para os encarnados pelo pé esquerdo do grego Mitroglou e do argentino Cervi. A partir desse momento, o emblema de Setúbal subiu as linhas e deixou os encarnados obrigados a jogar muito entre passes dos jogadores mais defensivos e sem soluções de transporte de bola para a frente de ataque. Aos 14 minutos Edinho ameaçou com um lance perigoso. O experiente avançado alarmou Ederson com um excelente remate de ponta de bicicleta que esteve próximo de abrir o marcador.
Seis minutos depois, o Vitória chegaria ao tão desejado golo como já foi referido. O golo de Zé Manuel abriu os olhos dos adversários que responderam com remates de longe, como o caso de Pizzi que rasou a baliza de Varela, Fejsa também num lance idêntico e Jonas de cabeça para as mãos do guarda redes português. Aos 34 minutos o Benfica esteve quase perto de marcar o golo do empate: depois de Jonas sofrer falta perto da área, Zivkovic de pé esquerdo voltou a alarmar as redes da equipa da casa. A terminar a primeira parte tivemos um momento pouco comum no futebol: Arnaldo Teixeira, adjunto do ausente Rui Vitória, deu ordem para o campo para a troca de laterais. André Almeida foi para a direita e participou até mais no jogo e Nelson Semedo passou bem despercebido na lateral esquerda. Arnaldo Teixeira deveria querer apostar no pé esquerdo de Nelson Semedo de longe, mas o jovem jogador esteve muito mal nesses últimos minutos da primeira parte.
A primeira parte resume-se com o golo do Vitória Futebol Clube, o momento inicial ofensivo pela parte dos encarnados e um trabalho inteligente do Vitória que dificultou o Benfica nos seus habituais processos ofensivos.
Os segundos 45 minutos começaram com uma alteração no Benfica: saiu o amarelado Cervi, para dar lugar a Rafa. As águias entraram pressionantes no jogo, ainda assim, a desconcentração era muita, tanto na defesa como no ataque, o que facilitou o jogo da equipa da casa. Nuno Pinto viu o amarelo aos 57 minutos, por falta sobre o capitão do Benfica, Luisão. O livre não foi além da barreira do Vitória, que aproveitou a situação para mais um contra ataque. A primeira grande oportunidade para o Benfica na segunda metade surgiu aos 60 minutos. Depois de um bom cruzamento de Rafa, Mitroglou cabeceia ao lado.
Aos 72’ ambas as equipas efetuaram substituições. O Benfica optou por tirar André Almeida de campo, para entrar Carrillo e o Vitória lançou Vasco Costa para o lugar de João Amaral. Até ao momento os encarnados dominavam a partida, mas não conseguiam criar perigo suficiente à baliza de Bruno Varela. Sem um fio condutor, os homens do Benfica não conseguiram ir além de remates ao lado e fáceis defesas para o guarda redes sadino. Assim, foi lançado mais um homem para a frente de ataque. As águias esgotaram as suas substituições com a entrada de Jovic e a saída de Pizzi. O Vitória aproveitou também para mexer na equipa e saiu Bonilha para entrar Pedrosa.
Sem desculpa ou justificação possível, o Benfica era incapaz de marcar. Aos 89 minutos, já com a última alteração do Vitória feita (Arnold saiu para entrar T. Santana), a equipa da casa fazia o seu trabalho, com todos os homens na defensiva e alguma perda de tempo desnecessária (mas habitual no nosso futebol).
Cinco minutos foi o tempo dado pelo juiz da partida. Ederson subiu no terreno até à área adversária para os últimos momentos da partida, mas de pouco ou nada serviu. O Benfica correu pela vida, mas demasiado tarde. Num jogo onde se perspectivava uma vitória fácil do tri-campeão. Já de apito na boca, no último instante, parece ter havido falta sobre Carrillo, mas o árbitro nada assinala e termina a partida.
1-0 é o resultado final. O Benfica não acabava um jogo para a primeira liga sem marcar desde Dezembro de 2015. A equipa de Couceiro levou a melhor, explorou as fraquezas dos encarnados e voltou a conseguir roubar pontos aos líderes da prova.
Rescaldo de Joana Libertador e João Neves
A FIGURA

Frederico Venâncio – Apesar de Zé Manuel ter sido o autor do golo dos sadinos, o capitão foi importantíssimo. Afinal, se não fosse Venâncio a cortar a bola em cima da linha de golo, a história poderia ter sido diferente.
O FORA-DE-JOGO

Benfica – Desde o confronto com o Boavista na Luz, que as exibições do Benfica têm descido substancialmente. Desde um Pizzi cansado até à falta de inspiração de Jonas, os encarnados mal conseguiram assustar Bruno Varela.
CONFERÊNCIA BnR
BnR – Antes de mais, parabéns ao Vitória pela exibição e pela vitória desta noite. É esta equipa, este Vitória, é esta intensidade que se pode esperar para a segunda volta?
José Couceiro – Muito obrigado, em primeiro lugar pelos parabéns. Sabe que estes jogos com equipas com a dimensão do Benfica, são jogos com características muito próprias, jogos em que nós somos obrigados a defender muito mais. Fizemos isso bem, não baixando muito o bloco, tirando nesta parte final. O Benfica também foi muito mais direto e fomos obrigados a disputar segundas bolas. Enquanto o jogo esteve o cariz normal, fechamos muito bem o espaço interior, obrigamos o Benfica a jogar por fora, que era o que nós queríamos para poder pressionar, e a equipa aí esteve muito bem. Mas como dizia nestes jogos é também é preciso a estrelinha. Eu disse isto depois do jogo com o Porto e com o Sporting e não é diferente contra o Benfica. Correu-nos bem, os jogadores estão de parabéns – sobretudo os jogadores – têm feito um trabalho fantástico. E também a massa associativa do Vitória que nos ajuda, deu-nos um apoio fantástico. Continuo com os mesmos objetivos, a ideia é atingir os 30 o mais depressa possível. Quando nós fizermos isso logo pensamos no resto. Se nos deixarem ir mais para a frente vamos, mas temos consciência que não é o mais importante. O mais importante é, por exemplo, o que fizemos hoje. Hoje estreou-se mais um jovem da cantera vitoriana. Já tinha jogado na Taça da Liga e hoje o Pedrosa, pode estrear-se na Primeira Liga.












