Volta, Guedes, estás perdoado!

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Episódios como o jogo frente ao Paços de Ferreira, que terminou num empate a zeros e que pôs em causa a liderança do campeonato antes do clássico, não fosse o empate caseiro do FC Porto frente ao Setúbal, vêm aparecendo com alguma regularidade. O adepto benfiquista teme por antecedência o sofrimento que pode vir a ser causado pela falta de ideias do lado mais ofensivo da equipa.

O bom de um plantel largo como o do clube encarnado é que se pode aproveitar os bons momentos dos vários jogadores que vão trocando entre si. Depois da saída de Guedes, Mitroglou entrou na sua forma fantástica e aliviou os adeptos com vários golos. Mas, não deixa de existir uma clara diferença na frente de ataque.

No empate que se deu no último jogo, viu-se um Benfica apático com falta de ideias. Não havia deslumbre de nenhum jogador, uma jogada individual que fizesse um brilharete e possibilitasse ocasiões de meter a bola na rede do adversário. Faltava velocidade no ataque. Mitroglou que é um jogador de área na sua forma de jogar e, que nunca foi um jogador de uma velocidade extrema, esteve completamente desaparecido. Jonas, que ainda tenta recuperar o ritmo depois de tanto tempo de paragem, não conseguiu fazer das suas jogadas de génio e classe para romper a muralha amarela. Nem Jiménez, que entrou mais tarde na partida, conseguiu dar velocidade e profundidade à equipa, tal como Zivkovic que começara a jogar na ala, em detrimento da posição central de ponta de lança.

Olhando para a primeira metade da época, e transpondo o tipo de jogo e a forma incrível do internacional português, Gonçalo Guedes, não seria nada de extravagante dizer que, talvez, com Guedes o jogo seria outro.

Guedes protagonizou uma das transferências mais caras do futebol nacional Fonte: SL Benfica
Guedes protagonizou uma das transferências mais caras do futebol nacional
Fonte: SL Benfica

Gonçalo Guedes é rápido, forte, persistente e tem muita qualidade nos pés. Um jogador que não foi totalmente substituído no onze encarnado desde que partiu para França. Com ele em campo, a mobilidade seria outra, a pressão seria outra, as oportunidades seriam outras e o resultado poderia também ser outro. Ele vinha buscar jogo e tinha a capacidade de o entregar ao mesmo tempo que acompanhava a jogada. Pressionava muito alto, obrigando o adversário a jogar mal e a cometer erros que corriam o perigo de ser fatais. Era um jogador que, de tão móvel que era, podia não ser sempre ele a surgir com ideias, mas os espaços que abria no seu jogo inteligente e rápido sem bola, podiam ter dado muito jeito ao Benfica em várias situações, nomeadamente no último jogo em Paços de Ferreira. O Benfica fez de tudo para vencer, mas, cá para mim, o que faltava ali para quebrar a muralha era Gonçalo Guedes.

Apesar de tudo, o Benfica continua líder e esperemos que assim se mantenha. Vamos encontrar o nosso Guedes noutro jogador, assim como sempre se tem feito com tantos outros. Mas apressemo-nos que o sprint final está aí.

Saudações Benfiquistas!

Foto de Capa: SL Benfica

 

Pedro Afonso Estorninho
Pedro Afonso Estorninhohttp://www.bolanarede.pt
Desde pequeno que o Benfica faz parte da vida do Pedro Estorninho. Avô e pai benfiquistas deixaram-lhe no sangue a chama das águias. A viver nos Açores nunca teve muitas oportunidades de ver o clube ao vivo, mas os estudos trouxeram-no à capital, onde pode assistir de perto aos jogos do tricampeão. A paixão pela escrita sempre foi algo dentro dele que nunca conseguiu mostrar e surge agora a oportunidade de juntar o melhor dos dois mundos.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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