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Académica OAF 1-0 SC Farense: Redenção de Hugo Almeida dá três pontos à Briosa

Pedro Machado · 4 min

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Esta Académica gosta de suspense. Depois de na semana passada ter conseguido uma vitória pela margem mínima graças a um golo no quarto de hora final, eis que surge mais uma vitória com um golo ainda mais próximo do último suspiro (87’), autoria de Hugo Almeida, que passou de herói a vilão … em 10 minutos. Mas já lá vamos.

A primeira parte do jogo ficou marcada por dois períodos distintos. Um primeiro, de estudo próprio e mútuo de ambas os conjuntos, e um segundo, em que as equipas, sobretudo a Académica, surgiram mais soltas.

Durante o primeiro período, a Académica tentou assentar o seu jogo dentro das dinâmicas próprias do regresso de Traquina ao lado direito do meio-campo e a integração de Jean Filipe como lateral desse flanco, enquanto que o Farense tentava adaptar-se não só ao adversário como ao regresso de Jorge Ribeiro e às nuances táticas impostas por Álvaro Magalhães, recém-chegado ao comando técnico.

Este contexto gerou alguma insegurança no miolo (sobretudo o do Farense), o que gerou alguma agressividade (André Vieira foi amarelado logo aos 6 minutos) e sucessivas perdas de bola. Uma delas, aliás, esteve na génese do início de uma fase mais intensa do encontro- aos 19 minutos, Romário Baldé recuperou a bola no meio-campo farense, isolou Hugo Almeida e este tentou o chapéu… mas saiu largo.

A partir daqui, a Académica ganhou confiança e foi crescendo no jogo, passando a ter maior posse junto da baliza forasteira sem que, porém, conseguisse criar perigo. Esse surgiu, aliás, na outra baliza, com Jorge Ribeiro, de livre direto, a obrigar Peçanha a uma defesa apertada, no último lance de registo durante a primeira parte.

Apesar do empate, os jogadores da Académica foram aplaudidos
Fonte: Bola na Rede

Ao intervalo, João Alves fez entrar Fernando Alexandre para o lugar de Reko, o que poderia indiciar um jogo mais lento da Académica, ou um eventual recuar da Briosa. Nada disso. Os estudantes mantiveram a pressão sobre o reduto contrário e ameaçaram por João Real (de cabeça, após livre indireto, obrigou Hugo Marques a grande defesa) e Hugo Almeida (cabeceamento ao poste após trabalho de Marinho sobre a direita e concretizaram).

O volume ofensivo dos estudantes manteve-se, e o cheiro a golo intensificou-se cada vez mais até atingir o auge com a conquista de uma grande penalidade por parte de Romário Baldé. Chamado à conversão, Hugo Almeida, não foi capaz de desfeitar Hugo Marques da marca dos onze metros.

A Académica não esmoreceu, João Alves fez questão de colocar em campo Diogo Ribeiro (melhor marcador do campeonato de sub 23) em busca do golo o ‘forcing’ final e a verdade é que o jogador formado na Briosa esteve perto do golo e teve uma ação importante no lance mais importante da partida, onde a Académica chegou ao golo – Aos 85’, após um canto, a presença de Diogo Ribeiro obrigou a defesa do Farense a dividir marcações, o que abriu espaço para um remate frontal de Yuri antes de, na recarga, Hugo Almeida atirar, em jeito de redenção da grande penalidade falhada, para o único golo da partida.

A história do encontro ficou, assim, escrita neste lance e não houve muito mais a contar a não ser um desacato entre Hugo Almeida e Irobiso que desencadeou uma dupla expulsão.

A Académica manteve, portanto, o passo na luta pela subida, enquanto que o Farense somou o segundo desaire em três encontros sob o comando de Álvaro Magalhães e está agora a quatro pontos dos lugares de descida… porém, pode ter esperança na manutenção. Tanto pelo que fez dentro do campo como por aquilo que fez fora dele – a avaliar pelas vozes dos cerca de 100 adeptos que vieram de Faro, não será por falta de apoio que a equipa irá descer.

ONZES INICIAIS:

ACADÉMICA OAF:  Peçanha, Jean Filipe, Yuri, João Real, Mike; Ricardo Dias; Traquina (Marinho 57’); Reko (Fernando Alexandre 46’) e Toro (Diogo Ribeiro 77’); Romário Baldé, Hugo Almeida;

SC Farense: Hugo Marques, Godinho, Bernardo, Cássio, Perisic; Daniel Bragança (Mayambela 69’), Borges (Fábio Nunes 90’), André Vieira, Jorge Ribeiro (Fabrício 84’); Irobiso e Tavinho.

A FIGURA

Fonte: Académica OAF

Romário Baldé- começou na esquerda, passou pelo meio e ainda jogou um pouco da segunda parte à direita. Desequilibrou nas três posições por onde passou. Ganhou um penalti e fez o cruzamento que depois resultaria no golo de Hugo Almeida.

FORA-DE-JOGO

Fonte: Académica OAF

Reko– saiu ao intervalo para entrar Fernando Alexandre. Foi com a sua saída que coincidiu o melhor período da Académica no jogo. A equipa da casa, já depois da troca, apresentou maior segurança com bola e melhor circulação, tendo criado, também neste período, as melhores oportunidades do encontro.

CONFERÊNCIA BnR:

Pergunta BnR: Foi a primeira vez que não utilizou Markovic, qual foi a importância da sua ausência no desfecho do jogo?

Álvaro Magalhães, treinador do SC Farense): Nenhuma. A ausência do Markovic não foi importante para o desfecho do jogo. Os jogadores têm de aproveitar e trabalhar durante a semana para conseguir o lugar na equipa.

João Alves, treinador da Académica OAF (respostas a outras perguntas na sala de imprensa): Antes de mais quero lembrar um dos meus melhores amigos da vida, que é o Frederico Rosa, de quem soube do seu falecimento há pouco tempo.

Quanto ao jogo, acho que tivemos bons momentos e a equipa deu uma boa resposta.

Como vou preparar o ataque para o próximo jogo? [Hugo Almeida foi expulso, Toro viu o 5º amarelo, Djoussé está lesionado] Boa pergunta, mas vamos ver…

Foto de Capa: Bola na Rede

Pedro Machado

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