Académico de Viseu FC 2-1 BSAD: Série invicta salva no final

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A CRÓNICA: REAÇÃO LISBOETA NÃO FOI SUFICIENTE

O dia na Segunda Liga abriu com a receção do Académico de Viseu FC à BSAD, com os viseenses a entrarem para esta partida numa série de sete jogos oficiais seguidos sem perder, a melhor de toda a temporada, até agora.

Numa primeira parte mais repartida, a primeira ocasião até foi da BSAD, com Kikas a ver um golo a ser-lhe anulado logo aos dois minutos. O Académico reagiu e Massimo finalizou com sucesso, mas também este lance foi anulado. Assim, foi preciso esperar até aos 21 minutos para quem golo contasse: o inevitável André Clóvis aproveitou uma sobra da defensiva adversária e, isolado perante Gonçalo Tabuaço, abriu as contas do marcador a favor do Académico.

Até ao intervalo, Clóvis ainda teve mais uma oportunidade para marcar, mas não finalizou da melhor forma a oferta de Ott. Desta forma, só na segunda parte é que voltou o perigo. Com a BSAD mais afirmativa e com mais posse de bola, frente a um bloco baixo dos viseenses, o golo do empate surgiu de forma natural, ao minuto 73, por intermédio de Jefferson.

Com o golo sofrido, a equipa do Académico acordou e reagiu, mas até chegar ao golo da vitória ainda teve que sofrer, uma vez que Kikas voltou a marcar, mas o golo foi novamente anulado por posição irregular do avançado. Na sequência, o Académico atacou e foram os homens da casa a marcar: Ramirez assistiu Yuri Araújo de forma perfeita e, dentro da área, o brasileiro fez o 2-1 final a favor do Académico.

Com esta vitória, os beirões passam para os 16 pontos e estão, de forma provisória, no sexto lugar da Segunda Liga, fruto de uma série de seis jogos sem perder na prova. Já a BSAD, soma oito pontos em 11 jornadas e pode cair mais na tabela com o decorrer desta ronda.

 

A FIGURA

Yuri Araújo – O golo da vitória dos viseenses foi apontado pelo jogador brasileiro, mas além disso, foi a partir das suas arrancadas (tal como das de Ramírez) que o Académico começou a carburar na segunda parte. Uma entrada afirmativa e que acrescentou.

 

O FORA DE JOGO

Edgar Pacheco – Foi o elemento mais apagado em todo o jogo, tanto que acabou por ser substituído, na segunda parte. Assim, enquanto esteve em campo, a sua presença foi pouco notória, não causando perigo à defensiva adversária.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC

O 4-3-3 voltou a ser a aposta de Jorge Costa, com a repetição do mesmo onze que, na jornada anterior, derrotou, fora de casa, a UD Vilafranquense. Assim, a nota de maior destaque recai sobre o meio-campo viseense, que voltou a ter Messguem como médio mais posicional e Toro e Quizera com maior liberdade para as movimentações ofensivas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Domen Grill (6)

Tiago Mesguita (5)

Ícaro Silva (6)

Arthur Chaves (5)

Igor Milioransa (5)

Soufiane Messeguem (6)

Famana Quizera (5)

Roberto Massimo (5)

Jonathan Toro (5)

Gauthier Ott (6)

André Clóvis (6)

SUBS UTILIZADOS

Christophe Nduwarugira (5)

Yuri Araújo (6)

Paná (5)

Ramírez (6)

Bandeira (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – BSAD

A equipa de Nandinho apareceu em Viseu disposta num 4-2-3-1, no qual Tembeng e Rúben Oliviera foram os médios mais posicionais. Mais à frente, no apoio ao avançado centro, que foi Kikas, Chico Teixeira e Edgar Pacheco ocuparam as alas, com Braíma a jogar como médio ofensivo, atrás do ponta-de-lança.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonçalo Tabuaço (6)

Diogo Tavares (5)

Trova Boni (5)

Danny Henriques (5)

Henrique Gelain (5)

Abenego Tembeng (5)

Rúben Oliveira (5)

Braíma Sambú (5)

Chico Teixeira (5)

Edgar Pacheco (4)

Kikas (6)

SUBS UTILIZADOS

Jefferson (6)

Jójó (5)

Patrick (5)

Castro (-)

Tiago Lopes (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

ACADÉMICO DE VISEU FC

BnR: Falou do bom momento em que a equipa está animicamente e hoje isso notou-se nos jogadores que estavam de fora. Quão importante é esta união para colocar as suas ideias em prática?

Jorge Costa: A união é fundamental e muitas vezes, incluindo hoje, ganhamos por isso. Temos um grupo unido e ambicioso e mostrámos isso hoje, tanto em quem está de fora, na bancada, como quem entrou e esteve muito bem. Esta união deu-nos hoje pontos e tenho a certeza que nos vai dar muitas mais vezes.

 

BSAD

BnR: Na segunda parte, a BSAD teve mais bola e conseguiu impor melhor o seu jogo. O que mudou da primeira para a segunda parte?

Nandinho: Não vi as estatísticas, mas sinto que tivemos mais bola sempre. Entrámos melhor, o Académico ia à nossa área em contra-ataques e lançamentos, até que fez o golo, por demérito nosso, não por mérito deles: um mau corte de um defesa nosso e o Viseu viu-se em vantagem, sem fazer nada, mas é assim o futebol. A eficácia é que manda e o Viseu foi eficaz. Faltou-nos ser mais contundentes na área, mas tivemos ocasiões. Na segunda parte tínhamos que ser mais acutilantes, por isso mesmo o Viseu baixou, tentou jogar em contra-ataque, e nós chegámos ao empate com justiça. O empate era justo, estivemos sempre melhor, e até fizemos o segundo golo, num lance muito duvidoso em que marcam fora-de-jogo. Também tenho dúvidas noutro lance na área, mas o certo é que, em dúvida, nunca marcam em nosso favor, marcam sempre contra nós. Não quero justificar nada com sito, mas é a realidade. Sinto revolta no balneário, sentimos que não somos tratados da mesma maneira. Porém, temos que nos culpar a nós porque, nos dois golos que sofremos, a culpa é nossa: um mau atraso num lance e uma má abordagem no outro. A equipa lutou, trabalhou e quisemos ter bola, mesmo na posição em que estamos, onde surge nervosismo, conseguimos ter a bola. A equipa teve personalidade, mas os resultados não têm aparecido, por isso temos que fazer o nosso trabalho e esperar que não sejamos penalizados pelos erros de terceiros.

Alexandre Candeias
Alexandre Candeiashttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado por futebol desde sempre, tem o hábito de escrever sobre o desporto rei desde os tempos da escola primária, onde o tema das composições de Português nunca fugia da bola.

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