Agentes desportivos: vilões ou benfeitores?

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Basta fazermos um exercício: olharmos para os fundos proibidos pela FIFA e pensar se os clubes portugueses melhoraram ou pioraram . Nesta medida, digo que, a curto prazo, os agentes desportivos vieram ajudar e muito o Futebol Português, melhorando os nossos plantéis e permitindo melhores campanhas europeias. Mas agora, claro, há o reverso da moeda e eu não tenho uma visão angelical sobre os agentes desportivos. A médio-longo prazo, o Futebol Português piorou e muito. A nossa liga é usada pelos agentes desportivos como uma simples “barriga de aluguer”, onde os jogadores vêm, destacam-se e são vendidos, muitas vezes, apenas após uma boa temporada.

Para não falar no papel do Rio Ave, apesar de ter melhorado muito a nível desportivo, que empresta jogadores como Fabinho ao Real Madrid e Mónaco, e do Sporting de Braga, que empresta Wallace ao Mónaco, sem que estes tenham alguma vez jogado pelas suas equipas, entrando completamente no esquema de negócio imposto pelo agente português.

Wallace pertenceu ao Sporting de Braga durante duas épocas, mas nunca fez um jogo pela equipa bracarense Fonte: AS Mónaco
Wallace pertenceu ao Sporting de Braga durante duas épocas mas nunca fez um jogo pela equipa bracarense
Fonte: AS Mónaco

Fica também cada vez mais à vista de todos que, principalmente desde o desaparecimento dos fundos, o papel dos agentes desportivos fragiliza financeiramente os clubes portugueses. Numa transferência de 40 milhões, muitos milhões acabam por ficar nas mãos dos agentes e não nas dos clubes e, se estes tipos de comissões anteriormente podiam-se ser “pagas” com favores nos fundos, hoje em dia isto já não é possível.

Os agentes desportivos, em conjunto com os dirigentes desportivos portugueses, precisam de se “reinventar”. Se há uns anos pouca gente se importava que o nosso Futebol fosse usado como “barriga de aluguer” para os campeonatos superiores europeus, porque os plantéis e as campanhas europeias eram boas, hoje em dia , cada vez mais, os adeptos começam a ter uma opinião muito má pela classe dos agentes desportivos que é vista como uma classe que apenas se serve do nosso Futebol de forma interesseira. Ora, é preciso tentar arranjar um meio-termo.

Nunca conseguiremos competir com ligas como a inglesa e a alemã, mas não podemos simplesmente gastar dinheiro em formação e pôr em risco a própria integridade financeira dos clubes para servir de “ponte” para as ligas do top europeu. Tal como aconteceu com os fundo, é preciso que hoje os agentes arranjem também eles maneira de ajudarem o Futebol que tanto lucro lhes dá, mas, claro, isto deixa de fazer sentido se os próprios dirigentes desportivos, que deviam ser os principais interessados no melhoramento do Futebol Português, se demonstrarem pouco ativos para o fazer.

Foto de Capa: Gestifute

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

Rui Pedro Cipriano
Rui Pedro Ciprianohttp://www.bolanarede.pt
Nascido e criado no interior, na Covilhã, é estudante de Ciências da Comunicação, na Universidade da Beira Interior. É apaixonado pelo futebol, principalmente pelas ligas mais desconhecidas, onde ainda perdura a sua essência e paixão.                                                                                                                                                 O Rui escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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