Casa Pia AC 2-0 Académica OAF: “Estudantes” sem pernas para Jota e Godwin

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A CRÓNICA: DOIS “GANSOS” EM ALTA VELOCIDADE AMASSARAM A “BRIOSA”

No Estádio Pina Manique, gansos e estudantes defrontavam-se num duelo a contar para a décima primeira jornada da Segunda Liga. O Casa Pia AC, sentada confortavelmente no quarto lugar do campeonato, recebia em casa a formação da briosa, última classificada do campeonato e em situação preocupante.

Após o apito inicial do árbitro Claúdio Pereira, assistimos a uma primeira meia hora bastante equilibrada e física, com muitas faltas e com poucas ocasiões de golo. Apesar das pouquíssimas oportunidades, com o decorrer do tempo, notou-se um ligeiro crescente da Académica OAF, que estava confortável no jogo.

A Académica jogava no meio-campo adversário até que perdeu a posse de bola e, sem perder tempo, a formação do Casa Pia lançou Jota em profundidade e, após rematar à figura, o melhor marcador da Segunda Liga foi carregado em falta dentro de área. Da marca dos 11 metros, no frente a frente entre Lelo e Mika, o ala esquerdo levou a melhor e adiantou a equipa da casa no marcador.

O golo do Casa Pia acordou ainda mais os visitantes que, se antes já tinham mais bola no meio-campo adversário, agora criavam perigo. Toro, após um bom lance, atirou para uma intervenção incompleta de Ricardo Batista. Quando o jogo parecia que ia aquecer e entrar num ritmo mais elevado, acabaram os 45 minutos da primeira parte e o juiz apitou para o descanso.

A segunda parte começou como acabou a primeira: com um golo da Casa Pia. Recuperação de bola no meio-campo defensivo, bola em profundidade para a velocidade estonteante de Godwin, que cruzou para Jota que, de primeira, dilatou a vantagem no marcador.

Depois do golo, o jogo tomou o rumo que tinha antes, com mais bola para a Académica, no entanto, sem ocasiões dignas de registo. A Académica tinha bola, mas não tinha condições para fazer a diferença no último terço.

O jogo arrastou-se até ao final, sem grandes ocasiões e desde cedo já resolvido. A partida acabou e o resultado (2-0) espelha bem o momento das duas equipas: enquanto o Casa Pia confirma o seu bom momento de forma e mantém-se pela luta dos primeiros lugares, a Académica atenua a sua crise de resultados e afunda-se mais na tabela.

 

A FIGURA

Jota (Casa Pia AC) – Mais um jogo, mais um brilharete de Jota. Nada de novo. O melhor marcador da Segunda Liga voltou a ser decisivo na vitória do Casa Pia AC, ao ser influente nos dois golos: ganhou um penálti e marcou o segundo da tarde.

 

O FORA DE JOGO

Frente de ataque da Académica OAF – Que tiveram oportunidades tiveram, mas não as souberam concretizar. Sem golos, não há vitórias e sem vitórias, não sobem na tabela classificativa. É tão simples quanto isso. Falta mais eficácia e critério na hora de decisão à frente de ataque do clube mais antigo de Portugal.

 

ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC

Décima primeira jornada, mais uma vitória do Casa Pia AC. A maior diferença foi o sistema tático:  trocou o seu habitual 3-5-2 por um 3-4-3, com o regresso de Godwin Saviour à titularidade. Até as suas dinâmicas de rotação manteram-se, sobretudo entre os extremos Jota e Saviour. Sem bola, o Casa Pia AC resguardou-se num 5-2-3 com as descidas de Leonardo Lelo, autor do primeiro golo, e Derick Poloni nos corredores laterais.

Nos primeiros 45 minutos, os gansos pressionaram alto e dificultaram a saída de bola do adversário, encostando-os às cordas. Ainda assim, por mais que estranho que pareça, foi uma primeira parte dividida com oportunidades de ambas as partes. Entretanto no segundo tempo, dilataram a vantagem (2-0), acalmaram e assistiram aos estudantes tomar as rédeas de jogo, sem grande sucesso.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Batista (6)

Zolotic (6)

Vasco Fernandes (7)

Zach (7)

Leonardo Lelo (8)

Neto (6)

Taira (7)

Derick Poloni (6)

Godwin Saviour (8)

João Vieira (6)

Jota (9)

SUBS UTILIZADOS

Sanca (6)

Camilo (6)

Nuno Borges (6)

Galo (6)

Vitó (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

Na última posição da Segunda Liga, o Académica OAF apostou num 4-3-3 para enfrentar o agora segundo classificado Casa Pia AC. No entanto, passaram grande parte dos primeiros 45 minutos a defender em 5-2-3, presos no seu casulo. As fragilidades estiveram à vista de todos: muitas dificuldades na primeira fase de construção e na transição defensiva. Por sua vez, a exploração do passe longo e das bolas paradas foram uma clara aposta. Aliás, foi através destes livres que o Briosa conseguiu criar mais oportunidades de perigo.

Na segunda parte, não obstante o golo sofrido, fizeram cinco alterações táticas e dominaram a partida. Contudo, falharam na tarefa de marcar e, consequentemente, de pontuar, retornando a Coimbra na última posição da tabela classificativa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (5)

David Sualehe (4)

Michael Douglas (6)

Justiniano (6)

João Pedro (6)

Mimito (7)

Ricardo Dias (5)

Christian (6)

Fatai (4)

Toro (6)

Traquina (5) 

SUBS UTILIZADOS

Reko (6)

Fábio Fortes (6)

João Lucas (6)

João Carlos (6)

Tomás Costa (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Casa Pia AC

BnR: Boa míster. Falando do Jota que é um dos melhores jogadores da Segunda Liga. Gostava de lhe perguntar o que é que tem diferente dos outros para ser assim tão especial e até que ponto é que é um imprescindível na caminhada do Casa Pia AC.

Filipe Martins: “Qualquer jogador, acima de tudo, tem de estar inserido numa grande equipa, com critério e saber aquilo que faz. Porque se não, vamos ser só somente um grupo de 11 jogador e nós não queremos isso. É obvio que ele está numa boa fase, evoluiu bastante e trabalha muito durante a semana e quando assim é, as coisas tem mais tendência a parecer naturalmente.”

 

Académica OAF

BnR: Boa tarde míster. Em vários momentos do jogo, sobretudo na segunda parte, a Académica OAF foi superior e conseguiu ter mais bola no meio campo adversário. O que é que faltou para chegar ao golo e disputar o resultado?

João Carlos Pereira: “Ter a bola implica saber utilizá-la bem. Uma das características do Casa Pia AC é que são muito sólidos do ponto vista defensivo, não é fácil sofrerem golos. Jogam com uma linha de cinco com dois médios à frente e não fáceis de desmontar. Conseguimos chegar a espaços que eles protegem bastante, os corredores centrais, só que não tivemos capacidade para ultrapassar o obstáculo. Tentámos atacar os espaços nas costas e aí criámos algum perigo. Mas depois com três centrais, eles conseguiram controlar estes movimentos nas costas retiraram-nos a capacidade de chegar ao golo. “

 

Rescaldo da opinião de Alexandre Ribeiro Sequeira e Diogo Lagos Reis.

Redação BnR
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