CF União 1-0 SC Covilhã: Tiro de Carvalhas mantém vivas as esperanças da salvação

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BnR na Conferência de Imprensa:

SC Covilhã

BnR: Acha que se a sua equipa tivesse assumido um jogo mais ofensivo desde o início teria conseguido outro resultado?

José Augusto: O objetivo era a vitória. Queríamos jogar para os três pontos, mesmo com as nossas limitações. Nunca foi jogar para o empate, porque quem o faz arrisca-se a perder. Tentámos de várias maneiras, com várias soluções, tentámos dar mais rapidez às transições na fase final, mas pecámos na hora da decisão. Não fizemos o golo e o gesto técnico do André Carvalhas fez a diferença.

Outras respostas: “Acho que foi um jogo equilibrado, que se definiu num pormenor de um jogador com qualidade. Ao nível das oportunidades as equipas estiveram iguais. O União teve mais ‘nervo’ na primeira parte, mas o jogo foi equilibrado e acho que o pormenor do André Carvalhas é que fez a diferença.”

CF União

BnR: Uma vitória que dá alento e coloca o União mais perto da tão desejada permanência.

Ricardo Chéu: Sim, dá alento. Independentemente dos resultados o discurso sempre foi o mesmo: jogo a jogo, e no final fazemos as contas. Foi uma época difícil para o União, mas neste momento as coisas estão equilibradas e vamos dar uma resposta. Está aí a prova. Somos uma equipa de guerra. Não deitamos a toalha ao chão e acreditamos que vai ser possível. Já muita gente nos quis fazer o funeral, mas acreditem que o União vai ficar na Segunda Liga.

Outras respostas: “Já sabíamos que íamos sofrer até ao fim. Menos na qualidade, mais no querer, e às vezes queremos tanto que nos falta discernimento. Foi o que aconteceu. Podíamos ter feito o segundo golo que acabava com o jogo. Tivemos mais oportunidades que o adversário. Até ao nosso golo, o Covilhã só teve uma no final da primeira parte, que nasceu de um erro defensivo, que temos pagado caro esta época.”

“Fomos humildes o suficiente para perceber que o jogo não dava para mais. Depois de fazer o golo tínhamos o objetivo de não sofrer. Sabíamos que tínhamos capacidade para marcar, porque temos marcado a quase todas as equipas. Sabíamos que o golo ia aparecer, mais tarde ou mais cedo. Depois tentámos não cair no erro que nos tem custado caro noutras alturas.”

“Não acho que haja um ‘bloqueio’ quando a equipa joga em casa. Nos jogos fora a quipá sente-se confortável porque a iniciativa está do outro lado. Isso viu-se contra o Académico, onde tivemos várias oportunidades. Aqui as equipas vêm jogar mais fechadas, mas isso é igual em todo o lado. A Segunda Liga é assim.”

“Temos de estar unidos, e só peço aos adeptos que deixem as críticas para o fim e para o treinador. Eu assumo essa responsabilidade. Se houver falta de atitude, aí sim, pode-se apontar o dedo, mas não tem sido o caso. Temos mais um jogo em casa e gostava que os adeptos comparecessem para apoiar os jogadores.”

Marco António Milho
Marco António Milhohttp://www.bolanarede.pt
Nascido no Funchal, licenciou-se em Ciências da Comunicação, antes de passar pela redação do Diário de Notícias da Madeira. Dividido entre a rádio e a escrita, é amante incorrigível do jornalismo, do cinema, da história e do desporto em geral, onde o futebol e o basquetebol ocupam o lugar de destaque.                                                                                                                                                 O Marco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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