Danny e o CS Marítimo: Será desta o reencontro?

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Cabeçalho Futebol NacionalTerminada a ligação de nove anos ao FK Zenit de São Petersburgo, Danny é agora um jogador livre. Formado no CS Marítimo, o luso-venezuelano expressou no passado a vontade de voltar a vestir a camisola verde-rubra antes de se despedir dos relvados e o presidente Carlos Pereira é sensível a um desejo que também é seu. O jogador chega hoje à Madeira para passar as férias com a família e o líder do emblema insular tudo fará para convencer um dos ícones do clube a retornar à casa que o viu nascer para o futebol europeu.

O sonho não é de fácil concretização, dado o elevado salário que o internacional pela Seleção das Quinas auferia na Rússia, além dos vários pretendentes que ambicionam também a sua contratação. Carlos Pereira tem plena consciência das limitações maritimistas no que toca às remunerações que pode oferecer e por isso mesmo será a ligação umbilical entre clube e jogador o seu maior trunfo, além do bom clima, segurança e proximidade familiar.

Nascido em Caracas, Danny chegou às camadas jovens do Marítimo em 1999, depois de ter sido sugerido aos dirigentes insulares durante uma digressão pela Venezuela. Então com 15 anos, o jovem prodígio rumou à terra dos pais, onde passou a viver com os avós, enquanto desenvolvia o seu futebol. Em 2001/02, aos 18 anos, Danny atuou pelos juniores, equipa B, e estreou-se ainda na equipa principal, cumprindo o sonho do pai, sócio verde-rubro. No final da temporada, cumpridos 22 jogos e marcados cinco golos, somadas outras tantas assistências e alcançadas as seleções jovens, Danny rumou ao Sporting CP, por um valor a rondar os dois milhões de euros.

Em 2012, Danny regressou aos Barreiros, para um jogo solidário Fonte: CS Marítimo
Em 2012, Danny regressou aos Barreiros, para um jogo solidário Fonte: CS Marítimo

Em Alvalade marcou um golo em seis jogos com a primeira equipa e esteve ainda em sete encontros ao serviço da equipa B leonina. As dificuldades na adaptação, contudo, ditaram o regresso a ‘casa’, em janeiro de 2003, quando foi emprestado ao Marítimo por ano e meio. Nos Barreiros o médio ofensivo demonstrou o seu valor, amadureceu, e revelou-se peça fundamental para a equipa maritimista. Depois de 46 jogos e três golos regressou a Lisboa, onde apesar de mais vezes utilizado na equipa do Sporting, nem por isso se conseguiu impor como jogador determinante, pelo que em janeiro, uma vez mais deixou Alvalade, desta feita rumo ao FK Dínamo de Moscovo.

Marco António Milho
Marco António Milhohttp://www.bolanarede.pt
Nascido no Funchal, licenciou-se em Ciências da Comunicação, antes de passar pela redação do Diário de Notícias da Madeira. Dividido entre a rádio e a escrita, é amante incorrigível do jornalismo, do cinema, da história e do desporto em geral, onde o futebol e o basquetebol ocupam o lugar de destaque.                                                                                                                                                 O Marco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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