GD Chaves 0-0 CD Trofense: Nulo não se desfez apesar da insistência das duas equipas

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A CRÓNICA: FLAVIENSES DESPERDIÇARAM OPORTUNIDADE DE OURO NO ÚLTIMO MINUTO

Em jogo a contar para a decima jornada da Segunda Liga, o Grupo Desportivo de Chaves recebeu o Clube Desportivo Trofense, decimo segundo na tabela classificativa. Os flavienses, que são nonos, vêm de uma derrota no reduto do Casa Pia, porém não perderam nos últimos quatro jogos em casa, tendo vencido os últimos três. O Trofense vem de uma vitoria expressiva na Covilhã, logo depois da eliminação da Taça de Portugal, frente ao SL Benfica, no prolongamento.

O jogo iniciou-se com as duas equipas a quererem tomar conta do jogo, mas com o Chaves a conseguir levar a melhor e a instaurar-se no meio-campo adversário, mas o Trofense conseguiu equilibrar o jogo e criar as melhores oportunidades da primeira parte. Primeiro é Achouri, quem assusta através de um livre batido para a baliza e depois foi Bruno Almeida quem desperdiçou o primeiro da partida, depois de uma boa jogada de ataque da equipa da Trofa. Pelo meio, o Chaves tentou chegar ao golo, através de um remate fora da área de Patrick.

A segunda parte iniciou-se com o Chaves a ficar muito perto de desatar o empate. À passagem do minuto 48, livre para Paulinho à entrada da área, ao qual o guardião trofense respondeu com uma defesa para a frente. Adriano chegou para a recarga, mas voltou Rogério a brilhar com uma defesa de golo. Num jogo sem grandes oportunidades de golo, reinava o equilíbrio. A melhor oportunidade da equipa do Trofense surge ao minuto 78. Andrézinho com espaço para se virar para o jogo, serve Bruno Moreira que, na cara do golo, esbarra a bola contra o guarda-redes.

Já em cima do último minuto da partida, oportunidade de ouro para a equipa da casa. Livre cobrado à maneira curta por João Teixeira, a bola é colocada na linha em Batxi, que cruza para a cabeça de Luís Rocha, que atira à barra, ainda desviada pelo guarda-redes.

O jogo terminou sem o nulo ser desfeito, apesar dos esforços de ambas as equipas para que isso acontecesse. O Chaves chegou assim aos 13 pontos e encontra-se no oitavo lugar, enquanto o Trofense está na oitava posição com 11 pontos somados.

 

A FIGURA

Rogério – Fez várias defesas de grande qualidade, mantendo o Trofense com o zero na sua baliza. Defendeu o cabeceamento de Luís Rocha no minuto 90, evitando a derrota. Bastante seguro.

 

O FORA DE JOGO

Adriano Castanheira – Esteve completamente alheado do jogo em grande parte do mesmo. Não foi muito procurado, mas também não procurou o jogo. Falhou uma grande oportunidade, na recarga de um livre. Apático.

 

ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES

O Chaves entrou no jogo organizado num 4-3-3, que em processo defensivo se transformava num 4-4-2. O meio-campo ia alternando entre um “1-2” e um “2-1”, sendo que Nuno Coelho era o médio mais defensivo e João Teixeira e João Mendes jogavam mais à frente, sendo que o segundo era o médio que chegava mais à frente no terreno. Os extremos jogaram sempre abertos e Patrick em apoio.

Em processo ofensivo, primavam pela saída 3, juntando-se Nuno Coelho aos dois centrais, abrindo por vezes do lado direito dos dois ou caindo ao centro dos dois. Os laterais projetaram-se um pouco e os médios atraiam atrás para ajudar a saída.

Numa fase mais avançada, procuravam a criatividade de João Mendes e os corredores laterais para tirar cruzamentos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Vitor (7)

Rocha (7)

Alexsandro (5)

Paulinho (5)

Correia (6)

Nuno Coelho (6)

João Teixeira (6)

João Mendes (7)

Batxi (6)

Adriano (5)

Patrick (6)

SUBS UTILIZADOS

Wellington (5)

Platiny (5)

Langa (5)

Guima (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TROFENSE

O Trofense organizou-se num 3-4-3 ofensivo, sendo que defensivamente passava a ser um 5-4-1. Vasco Rocha e Matheus tomaram conta do meio-campo, sendo que Vasco Rocha muito mais posicional do que Matheus, que atrai muito à bola.

Numa primeira fase, o Trofense tentava sair pelos centrais, embora quando não fosse possível decidissem estender nos corredores. Liberal no corredor direito e Tiago André no esquerdo a dar profundidade, enquanto Bruno Almeida recebia sempre numa zona média mais central e Achouri pedia mais em profundidade.

Numa fase mais ofensiva tentaram procurar Bruno Almeida, que entrelinhas desequilibra o adversário através do drible ou último passe.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rogério (8)

Caio (6)

Simão (6)

João Paulo (7)

Tiago André (6)

Liberal (6)

Vasco (7)

Matheus (6)

Achouri (6)

Pachu (5)

Bruno Almeida (7)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Moreira (5)

Andrezinho (6)

Furtado (5)

Keffel (-)

Rodrigo (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

GD Chaves

BnR: Hoje vimos um volume ofensivo muito grande nos corredores e principalmente nos cruzamentos da equipa do Chaves, abdicando por vezes de ligar por dentro. Queria perguntar-lhe o porque dessa insistência nos corredores laterais e o que acha que foi o fator mais determinante da falta de sucesso dos mesmos?

Vítor Campelos “Numa fase inicial perdemos 2/3 bolas dentro e estávamos a exagerar nesse momento do jogo. Ao intervalo falamos e decidimos que devíamos diversificar o nosso jogo e aproveitar o espaço que havia fora. Chegamos bem no corredor algumas vezes, mas não tivemos a melhor definição, quando tínhamos jogadores em boa posição para finalizar.”

 

CD Trofense

BnR: Hoje o Bruno Almeida foi opção de inicio pelo corredor esquerdo, embora fosse pegando muito no jogo nas meias e mudando de corredor de vez em quando. Queria perguntar-lhe qual foi o objetivo dessa alteração e o que tentou tirar do jogador e da equipa ao colocá-lo a jogar a partir do corredor esquerdo

Rui Duarte: “O Bruno é um jogador que nos dá muito jogo interior, independentemente do corredor onde jogue. Hoje identificamos espaço ali nas costas do corredor direito do Chaves e achamos que o Bruno de pé esquerdo, do lado esquerdo seria mais eficaz para assistir, fundamentalmente passou por aí.”

Francisco Moreira e Silva
Francisco Moreira e Silvahttp://mariooliveira
O Francisco é natural de Santo Tirso. Encontra-se a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Sempre teve uma paixão enorme pelo deporto, sobretudo pelo futebol. Tem também um gosto especial pelo basquetebol, mais concretamente NBA. Jogou futebol durante 13 anos, mas agora é na vertente do treino que vai continuando o bichinho pela modalidade.

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