Gondomar SC 1-2 CS Marítimo B: O jogo da eficácia e a falta dela

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A CRÓNICA: O TUDO POR TUDO ONDE VENCERAM OS MADEIRENSES

Arrancava a partida no Estádio São Miguel e a ânsia de conseguir vencer assolava o Gondomar SC neste encontro frente ao CS Marítimo B. Na luta pelo primeiro lugar da Série C do Campeonato de Portugal, os gondomarenses precisavam de fazer um melhor resultado do que o primeiro classificado à hora do encontro, o Leça FC (que, à mesma hora, defrontava o Amarante FC – um embate entre duas equipas que precisavam de vencer se queriam continuar a ocupar os lugares conseguidos até então).

O jogo começou quente, com o Gondomar a reclamar uma grande penalidade logo aos 30 segundos, após Zakari cair na área, mas o árbitro Bruno Costa mandou seguir o jogo.

Aqui começou verdadeiramente o jogo, com o Gondomar a crescer bastante no jogo, dominando por completo a primeira parte. Com um caudal ofensivo bastante persistente, a equipa de Américo Soares apenas mostrava pecar na finalização.

Apesar das constantes aproximações à área de Pedro Mateus, foi no primeiro ataque efetivamente consolidado do Marítimo B, aos 29 minutos, que o marcador se alterou. Após uma falta sobre Miguel Sousa dentro da área gondomarense, o árbitro Bruno Costa apontou para a marca de grande penalidade favorável aos madeirenses. Sem grandes cerimónias, Aloísio atirou para um lado, Ricardo Neves atirou-se para o oposto e abriu-se o marcador no São Miguel. Vencia o Marítimo por 1-0.

Até ao intervalo, ficaram em mente as tentativas de respostas por parte do Gondomar. A mais notória partiu de um cruzamento milimétrico de Zakari para a cabeça de Jorge Monteiro que, isolado, não conseguiu visar corretamente a baliza de Pedro Mateus. Faltavam apenas cinco minutos para o intervalo, mas tudo se manteve na mesma.

No recomeçar da partida, após o recolher aos balneários, os jogadores de ambas as equipas já saberiam, certamente, os resultados das equipas adversárias na tabela que lutavam pelos mesmos objetivos. Diz-se isto porque a entrada das equipas na segunda parte foi totalmente diferente do que se viu no início do encontro. Ludgero Castro alterou o esquema tático da equipa no terreno e o Gondomar temporizou menos as suas construções ofensivas, tentando visar a baliza maritimista o mais depressa possível.

Logo aos 51 minutos, o Gondomar SC voltou a pedir grande penalidade após carga sobre um jogador dentro da área, mas o árbitro Bruno Costa voltou a mandar rolar a bola. Como resposta ao perigo criado pela equipa de Américo Soares, o Marítimo voltou a concretizar no primeiro ataque elaborado à baliza gondomarense na segunda parte. Kanu, isolado na frente de ataque dos madeirenses, rematou para o fundo da baliza de Ricardo Neves, aumentando a vantagem para dois golos. Eficácia dos maritimistas tramava a falta dela do lado gondomarense.

E parece que à terceira foi de vez. Depois de se ver o banco do Gondomar saltar duas vezes do banco a pedir que se assinale grande penalidade, aos 70 minutos, depois de uma falta dentro da área sobre Jorge Monteiro, o árbitro Bruno Costa apontou para a marca dos onze metros. Zé Pedro bateu para o lado direito da baliza e conseguiu diminuir a vantagem maritimista para apenas um golo. Lia-se um 2-1 no marcador, ainda favorável ao Marítimo B.

Sem grande história para além da contada, o jogo terminou mesmo com o 2-1 a favor do Marítimo B que impediu o Gondomar SC de ser campeão da Série C do Campeonato de Portugal, onde quem triunfou foi o CD Trofense. Ambas as equipas que duelaram no Estádio São Miguel vão disputar, assim, o play-off de acesso à Liga 3.

 

A FIGURA

Eficácia do CS Marítimo B – Foi o elemento crucial daquilo em que resultou o jogo. Sem grandes alaridos daquilo que foram os ataques construídos pelo Marítimo B, a eficácia foi o grande fator da vitória conseguida pelos madeirenses.

O FORA DE JOGO

O Gondomar SC continua a preparar a receção ao Marítimo B com todos os jogadores a entregarem-se ao trabalho sem…

Publicado por Gondomar SC em Quinta-feira, 8 de abril de 2021

 

Falta de critério do Gondomar SC – Atacaram e mais que atacaram, mas não concretizaram para além da grande penalidade. A falta de critério do Gondomar no último terço sentenciou aquilo que foi a derrota.

 

ANÁLISE TÁTICA – GONDOMAR SC

Américo Soares montou um 4-3-3, com João Abreu a jogar entre linhas e a apoiar na primeira fase de construção de jogo.

Ricardo Neves foi o guarda redes de serviço. Na linha defensiva, Kang e Huguinho ocuparam as laterais, enquanto Igor e Zé Pedro se mantiveram na zona central. No meio-campo, já foi referida a tarefa de João Abreu. Para além dele, Tiago Gomes e Bosingwa ocuparam lugar no setor encarregues de transportar jogo para o setor mais avançado. No apoio a Ângelo estiveram Zakari e Jorge Monteiro, jogadores que deram bastante profundidade ao ataque do Gondomar SC.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Neves (6)

Igor (6)

Kang (5)

Ângelo (7)

Tiago Gomes (6)

João Abreu (6)

Huguinho (6)

Jorge (7)

Zakari (6)

Zé Pedro (7)

Bosingwa (6)

SUBS UTILIZADOS

Hulk (6)

Xico (6)

Fábio Borges (6)

Fabinho (6)

Cláudio (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO B

Ludgero Castro começou o encontro com o onze moldado num 4-3-2-1, com a primeira linha do meio campo bastante recuada, mas na segunda parte alterou para um 3-5-2.

Na baliza permaneceu Pedro Mateus, com três centrais à sua frente na linha defensiva. Aloísio, marcador do primeiro golo do Marítimo B, Andrade e Dylan foram os escolhidos. Num meio-campo a cinco, Hugo, Nassur e Diego foram os elementos mais recuados, com Firmino e Miguel Sousa a serem os elementos de ligação ao ataque. Na frente, Mohamed e Kanu foram as setas madeirenses.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Mateus (6)

Mohamed (5)

Miguel Sousa (6)

Kanu (7)

Dylan (6)

Diego (6)

Hugo (6)

Firmino (6)

Andrade (6)

Nassur (6)

Aloísio (7)

SUBS UTILIZADOS

Henrique (6)

Cardoso (6)

Faiq (6)

Andreia Araújo
Andreia Araújohttp://www.bolanarede.pt
A Andreia é licenciada Ciências da Comunicação, no ramo de Jornalismo. Depois de ter praticado basquetebol durante anos, encontrou no desporto e no jornalismo as suas maiores paixões. Um dos maiores desejos é ser uma das vozes das mulheres no mundo do desporto e ambição para isso mesmo não lhe falta.

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