Publicidade

O que é ser bom em Portugal?

Ricardo Rafael Silva · 1 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O campeonato em Portugal é conhecido pela maneira como potencia jogadores, o “comprar barato e vender caro” constitui um lema que todas as equipa procuram cumprir à letra. Contudo, alguns destes falham, com estrondo, uma vez transferidos para o estrangeiro.

Adorados por adeptos e elevados pelos media, os senhores 30 milhões – valor habitualmente utilizado como base dos negócios – lá fora, seja por que motivo for, não conseguem demonstrar todo o potencial que vinha rotulado e entregue às terras lusas. Num pequeno jogo mental, nomes como Anderson, Jackson Martínez, Nico Gaitán, Markovic, Marcos Rojo, Mangala, Slimani, (recorde-se que o Sporting CP comprou o passe do jogador por 300 mil euros e acabou por vendê-lo por 30 milhões), João Mário e Renato Sanches surgem de imediato pois, nos últimos anos, conferiram ao futebol português o prazer de os ver jogar, destacando-se facilmente perante as limitações desta nossa realidade taticamente pobre.

Daí a pergunta inicial: o que leva um jogador a falhar?

Aqui, camuflar limitações individuais com o poderio dos conjuntos – principalmente o FC Porto, SL Benfica e Sporting CP – compõe uma fórmula resultante no brilho e posterior protagonismo face às equipas de segunda linha aquando dos embates nas competições internas. Contudo, estas características o tempo as leva porque, uma vez transferidos, estes fora de série perdem o encanto que tão bem os definia: a banalidade ergue-se, as oportunidades, dadas por treinadores que continuam a acreditar nas capacidades uma vez exibidas perdem-se, e o talento é dissipado.

Estes casos, cada vez mais vulgares, suscitam dúvidas sobre a exigência da liga, descredibilizando os seus jogadores e os responsáveis pelos clubes. Evidentemente, a vontade de vender é maior do que a vontade de formar profissionais preparados para as instâncias futuras.

Em Portugal, não se relançam carreiras, sentenciam-se!

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

Ricardo Rafael Silva

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luz quer continuar a iluminar o caminho europeu | Benfica x Celtic

O Benfica recebe o Celtic, esta quinta-feira, às 20h00, na segunda jornada da fase de liga da Europa League. Depois da excelente vitória em San Siro diante do AC Milan, a equipa de Marco Silva procura dar continuidade ao bom arranque europeu, apostando na capacidade de controlar o meio-campo e explorar a velocidade dos seus jogadores mais ofensivos. Num provável 4-2-3-1, a presença de João Palhinha e Fredrik Aursnes poderá ser fundamental para garantir equilíbrio, enquanto Lukebakio e Prestianni oferecem soluções para desequilibrar pelos corredores. Do outro lado, o Celtic de Martin O'Neill deverá apresentar uma estrutura semelhante, procurando contrariar a superioridade territorial dos encarnados através de um bloco compacto e transições rápidas. Callum McGregor assume particular importância na organização escocesa, enquanto a mobilidade de Benjamin Nygren e a velocidade dos extremos poderão criar dificuldades à defesa benfiquista. A capacidade de resistir à pressão inicial e aproveitar os espaços nas costas dos laterais portugueses será uma das principais armas dos visitantes.

Tiago Campos · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.