O que é ser bom em Portugal?

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O campeonato em Portugal é conhecido pela maneira como potencia jogadores, o “comprar barato e vender caro” constitui um lema que todas as equipa procuram cumprir à letra. Contudo, alguns destes falham, com estrondo, uma vez transferidos para o estrangeiro.

Adorados por adeptos e elevados pelos media, os senhores 30 milhões – valor habitualmente utilizado como base dos negócios – lá fora, seja por que motivo for, não conseguem demonstrar todo o potencial que vinha rotulado e entregue às terras lusas. Num pequeno jogo mental, nomes como Anderson, Jackson Martínez, Nico Gaitán, Markovic, Marcos Rojo, Mangala, Slimani, (recorde-se que o Sporting CP comprou o passe do jogador por 300 mil euros e acabou por vendê-lo por 30 milhões), João Mário e Renato Sanches surgem de imediato pois, nos últimos anos, conferiram ao futebol português o prazer de os ver jogar, destacando-se facilmente perante as limitações desta nossa realidade taticamente pobre.

Daí a pergunta inicial: o que leva um jogador a falhar?

Aqui, camuflar limitações individuais com o poderio dos conjuntos – principalmente o FC Porto, SL Benfica e Sporting CP – compõe uma fórmula resultante no brilho e posterior protagonismo face às equipas de segunda linha aquando dos embates nas competições internas. Contudo, estas características o tempo as leva porque, uma vez transferidos, estes fora de série perdem o encanto que tão bem os definia: a banalidade ergue-se, as oportunidades, dadas por treinadores que continuam a acreditar nas capacidades uma vez exibidas perdem-se, e o talento é dissipado.

Estes casos, cada vez mais vulgares, suscitam dúvidas sobre a exigência da liga, descredibilizando os seus jogadores e os responsáveis pelos clubes. Evidentemente, a vontade de vender é maior do que a vontade de formar profissionais preparados para as instâncias futuras.

Em Portugal, não se relançam carreiras, sentenciam-se!

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

Ricardo Rafael Silva
Ricardo Rafael Silvahttp://www.bolanarede.pt
O Ricardo Rafael é um jovem estudante de ciências da comunicação e adepto do FC Porto. Olha para o futebol sempre com ar crítico e procura ver o melhor do desporto.

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