Sangue novo também nos treinadores

- Advertisement -

Clubes optam por contratar treinadores com nome e experiência nos principais escalões, mas será que injetar sangue novo não possa ser uma ideia melhor?

Lito Vidigal, treinador que já orientou clubes como Arouca, Maccabi Tel Aviv (Israel), Aves, Vitória de Setúbal, Boavista, Moreirense, entre outros, chegou ao Feirense com o propósito de garantir a manutenção na Segunda Liga. Algo que é o seu forte, uma vez que ficou conhecido por salvar equipas da descida. Contudo, parece que a missão se complica e a formação orientada pelo angolano está a um passo da descida.

À 27ª jornada o Feirense encontrava-se em 15.º lugar a um ponto do 16.º lugar, posição de play-off. Optou por contratar o famoso rei das manutenções e agora está com um pé na Liga 3. O estilo defensivo, caraterístico das equipas de Lito Vidigal, não permite que o Feirense crie ocasiões de perigo, “mande” no jogo e asfixie o adversário, como se pôde perceber pela primeira mão do play-off da Segunda Liga onde foi completamente dominado pelo Lourosa.

Por que não ter optado por um treinador com menos currículo que pudesse trazer outro tipo de futebol?

Há o exemplo do Arouca. Daniel Sousa, um treinador com apenas um ano de experiência, chegou aos lobos quando estes se encontravam no último lugar da tabela. Terminou em sétimo lugar, a lutar por um acesso às competições europeias e a praticar bom futebol, capaz de chamar à atenção até dos adeptos de outros clubes.

Também Rúben Amorim. Começou como treinador estagiário no Casa Pia. Passou pelo Braga e agora no Sporting, aos 39 anos já conta com dois campeonatos nacionais, três Taças da Liga e uma Supertaça.

Dois treinadores que não tinham qualquer nome ou experiência à frente de equipas de primeira liga, mas que realizaram bons trabalhos e trouxeram valores para o futebol português.

Rui Borges é um dos treinadores portugueses em destaque
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Como os casos de Daniel Sousa e Amorim há muitos mais. Rui Borges, Gonçalo Santos, Luís Freire, Tozé Marreco, etc. Todos estes nomes que em comum têm a pouca experiência nos principais campeonatos em Portugal, mas que muito trouxeram ao nosso futebol.

Para quê insistir em Lito Vidigal, Augusto Inácio, Daniel Ramos, José Peseiro, João Henriques, etc. quando há tanta qualidade em treinadores, de escalões inferiores, menos conhecidos?

Para finalizar, o sangue novo nada tem a haver com a idade, mas sim com qualidade de futebol que se pratica. Tal como o mundo evoluiu, também aconteceu o mesmo com o futebol e o estilo defensivo de antigamente jamais resultará no presente.

João Ferreira
João Ferreirahttp://www.bolanarede.pt
O João é do FC Porto desde que sabe o que é futebol; por fora de terras lusitanas é um ferrenho adepto da Juventus e também um admirador incondicional do 3-5-2 e do 3-4-3. Tem o sonho de ser treinador do FC Porto e, enquanto não o realiza, alimenta a sua paixão pelo futebol através da escrita e de incontáveis horas de Football Manager.                                                                                                                                               O João não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Fulham de Marco Silva derrota Aston Villa e regressa aos triunfos na Premier League

O Fulham de Marco Silva venceu o Aston Villa por 1-0 em Craven Cottage. Os cottagers subiram à 10.ª lugar da Premier League.

Podcast Fora do Ringue #34 – Análise à Wrestlemania 42

A Wrestlemania trouxe novos campeões e nós analisámos tudo neste episódio. O build up, os combates e as próximas storylines em mais um "Fora do Ringue". Com o André Conde, Bernardo Figueiredo e João Fontes.

Podcast À Prova de Bola #26 – Sporting e Torreense com encontro marcado no Jamor

O “À Prova de Bola” desta semana entra a fundo nas meias-finais da Taça de Portugal: o empate no Dragão, o duelo histórico em Torres Vedras e tudo o que marcou a semana no futebol português.

Podcast Sair a Jogar #22 – Ponto de situação da Bundesliga, Eredivisie e Ligue 1

O “Sair a Jogar” desta semana faz um ponto de situação de três das principais ligas do top 6 europeu: Bundesliga, Eredivisie e Ligue 1. Em análise estão a luta pelo título, as vagas europeias e a zona de despromoção.

PUB

Mais Artigos Populares

Nova lesão afasta Éder Militão do resto da temporada e do Mundial

Éder Militão vai ser operado ao bíceps femoral da perna esquerda e vai parar cerca de quatro meses, ficando afastado do Mundial 2026.

Revelados os planos de Ruben Amorim para 2026/27

Ruben Amorim deve continuar ausente dos bancos por mais uma temporada. O técnico português quer fazer um ano sabático e não pretende também voltar a Portugal, para já.

Leixões derrota Portimonense e soma terceira vitória consecutiva na Segunda Liga

O Leixões recebeu e venceu o Portimonense por 2-0, no encontro referente à 31.ª jornada da Segunda Liga.