Publicidade

A história e os factos da Supertaça

André da Silva Amado · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Com agosto, chega a Supertaça. Já todos sabem. Importa abordar, então, a sua história e o seus factos.

O país viu nascer em 1979 uma nova competição: a Supertaça de Portugal, atualmente conhecida como Supertaça Cândido de Oliveira que homenageia o antigo jogador, treinador e jornalista português. O troféu que antecede o arranque do campeonato nacional coloca frente a frente o campeão nacional e o vencedor da Taça de Portugal, ou, no caso de existir dobradinha, a disputa é feita com o finalista vencido da Taça.

A prova começou a ser organizada pela Federação Portuguesa de Futebol ao terceiro ano de vida e foi disputada a duas mãos entre 1980 e 2000, sendo que, caso se verificasse um empate no conjunto das duas mãos seria realizado um terceiro jogo em campo neutro, situação que ocorreu por seis vezes neste período. A partir de 2001 passou a discutir-se em jogo único, tendo já passado por diversos locais: Vila do Conde, Setúbal, Guimarães, Coimbra, Algarve, Leiria e Aveiro, tendo sido este último, o local que mais vezes acolheu o jogo decisivo – em nove ocasiões.

Com 40 edições realizadas, registam-se apenas cinco vencedores. A primeira edição, em 1979, foi ganha pelo Boavista – que venceu este título em mais duas ocasiões, todas elas frente ao rival da cidade, o FC Porto. De resto, o clube mais titulado desta competição do futebol português é precisamente o FC Porto que conta com 21 troféus no seu palmarés. Seguem-se Sporting CP com oito e SL Benfica com sete, além de Boavista e V. Guimarães, este último com um troféu conquistado.

Apesar da lista de vencedores ser manifestamente curta, diversas equipas já lutaram pela sua conquista acabando por figurar apenas na galeria dos finalistas vencidos, como são os casos de SC Braga (em três ocasiões), V. Setúbal (em duas ocasiões), Belenenses, Estrela da Amadora, Beira-Mar, Leixões, U. Leiria, Paços de Ferreira, Académica, Rio Ave e D. Aves, numa ocasião.

SABES QUEM VAI GANHAR A SUPERTAÇA? PARTICIPA AQUI!

O Estádio Algarve é o palco da 41ª edição da Supertaça
Fonte: Site FPF

Em termos de análise, o FC Porto é o clube com mais participações – tendo disputado já 30 edições –, sendo o Benfica, o clube com mais finais perdidas – 12. João Pinto e Artur Jorge são, respetivamente, o jogador e o treinador com mais títulos: o primeiro com oito e o segundo com três, sempre ao serviço dos dragões. A partir de 1998, apenas os três grandes venceram esta prova, apesar das equipas ditas mais pequenas a terem disputado mais vezes, o que demonstra o claro domínio visível em Portugal.

Seria bom para a prova se mais clubes conseguissem vencê-la – alargando assim a sua galeria de vencedores –, visto que a Supertaça parece ser um título “feito” para os três grandes, dado o domínio quase absoluto destes. Por ser disputado em jogo único e em campo neutro, as hipóteses de sucesso são teoricamente repartidas, embora não seja isso que se verifique, pois, historicamente, as restantes equipas tendem a sucumbir quando enfrentam um dos grandes. A tendência de vitórias dos maiores clubes nacionais representa a evidente superioridade que lhes caracteriza e também a incapacidade de resposta dos restantes emblemas, perpetuando a ideia de existência de uma clara desigualdade de forças no futebol português.

O lado mais imprevisível (e positivo) da Supertaça é o facto de os dois oponentes – campeão nacional e representante da Taça de Portugal – apresentarem um equilíbrio de vitórias nesta prova, isto é, o campeão nacional venceu 22 edições e o representante da Taça venceu 18. Isto oferece um cenário mais incerto sobre o vencedor final, principalmente quando o desafio é entre ‘’grandes’’, o que se revela como um fator benéfico, pois a incerteza no resultado é o que se pretende num jogo de futebol.

Este ano, a Supertaça discutida no Algarve irá parar a Lisboa, em mais um caso de superioridade dos habituais emblemas. Apesar de ser a Norte que mais Supertaças “residem”, será um dos rivais da capital que começará a sorrir neste início de temporada.

Foto de capa: Site FPF

 

 

André da Silva Amado

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.