Brondby IF 2-4 SC Braga: Chuva de golos cai mais para o lado dos minhotos

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Foram 30 minutos de boa qualidade dos bracarenses na primeira parte e cinco minutos eficazes – a contar com os descontos –, na segunda parte, que desmantelaram a tática apresentada pelo conjunto dinamarquês. O SC Braga até começou a perder e passaram grande parte da partida sob domínio, mas a sua qualidade técnica e sobretudo eficácia prevaleceram, pelo que têm a passagem ao play-off de apuramento completamente ao seu alcance.

Estreia em jogos oficiais de Ricardo Sá Pinto ao leme do Sporting Clube de Braga, com uma moldura humana fantástica em pano fundo, pitando o estádio com o amarelo dos equipamentos dos anfitriões. O português alinhou com um 4-3-3 muito móvel, que em certas alturas do jogo era mesmo 4-4-2. O “joker” ia sendo André Horta, que ora estava na ala, ora jogava pelo meio, a aparecer muito em zonas de finalização.

Numa primeira parte com muito movimento junto das balizas, o Brondby IF começou muito bem, com 15 minutos onde impôs o seu ritmo, ganhando todas as divididas, utilizando o físico. Bom período inicial coroado com um autêntico “golaço” – que já se adivinhava –, num remate fortíssimo de ressaca por parte do médio Dominik Kaiser, que entrou mesmo ali um dorme a coruja.

Adivinhava-se uma tarde difícil para o SC Braga, avaliando pelo jogo que estávamos a ver, mas aos 17 minutos tudo mudou. Num livre batido rapidamente, André fez um excelente cruzamento para área e Paulinho, como um verdadeiro “poacher”, entre as duas torres centrais dos dinamarqueses, cabeceia com pouca força, mas colocado, desviando o esférico do alcance de Schwabe.

O 1-1, sem que nada o fizesse prever, mandou gelo para jogadores e adeptos, completamente em êxtase com o facto do Brondby IF se ter posto em vantagem. Os nervos aumentaram e associaram-se às dificuldades técnicas dos seus jogadores, gerando um erro defensivo por parte de Arajuuri, que André Horta, isolado, aproveitou para capitalizar de forma fácil.

Aos 20 minutos, o marcador já estava 1-2. Os dinamarqueses foram do céu ao inferno em cinco minutos e o que se seguiu foi um SC Braga a assumir toda a sua qualidade. Com mais bola e aproveitando mais erros claros do ponto de vista defensivo, até ao intervalo, os “Guerreiros do Minho” podiam ter faturado mais três vezes.

Os adeptos do Brondby estiveram incansáveis no apoio à sua equipa
Fonte: Brondby IF
As equipas vieram do descanso e o Brondby volta a entrar bem no jogo, à semelhança do que fez na primeira parte. Avisaram primeiro aos 47 minutos, com uma grande mancha de Matheus a salvar os bracarenses, e concretizaram 120 segundos depois, por intermédio – mais uma vez – de Kaiser. O médio chegou, sem problemas, até muito perto da baliza do SC Braga com a bola controlada, perante uma autêntica passividade da defesa minhota, finalizando com um remate rasteiro e colocado.

No marcador já estava 2-2 e os dinamarqueses encontravam-se por cima no jogo. Aos 64 minutos tiveram mais uma ocasião clara e notava-se, cada vez mais, um clube minhoto que não estava confortável, talvez devido a alguma quebra física. Justamente por isto é que considero de algum modo “estranho” o facto de Sá Pinto apenas mexer no encontro já depois dos 65 minutos, quando se notava que o SC Braga já necessitava de sangue novo há algum tempo.

No entanto, as alterações pouco fizeram (no imediato) e o Brondby IF continuava melhor na partida, tendo mesmo mais duas oportunidades flagrantes: aos 77 minutos, pelo médio Kaiser, e aos 84, por Arajuuri. Matheus brilhou em ambos os lances, com duas grandes defesas.

Na ponta final do encontro, as substituições e os erros defensivos decidiram o jogo a favor dos “Guerreiros do Minho”. Aos 90+1, Ricardo Horta aproveitou bem o ressalto ganho de cabeça pelo recém-entrado Hassan e, isolado, finalizou com classe. Dois minutos depois, uma bola parada deu origem a confusão na área, aproveitada por Murilo – a meias com Hermanssson –, com o esférico a acabar no fundo das redes, fixando o resultado final em 2-4.

Foi daqueles jogos agradáveis para os espectadores – menos para os da casa, claro – com muitos golos, que surgiram por causa de muitos erros defensivos de ambos os lados. Para o SC Braga, este resultado coloca a equipa com “pé e meio” no play-off de apuramento para a fase de grupos da Liga Europa.

Foi também uma daquelas partidas em que o resultado foi muito melhor que a exibição. Matheus foi o melhor em campo, mas André Horta (golo e assistência), Hassan (a única alteração que entrou bem) e Pablo (o mais esclarecido na defesa) destacaram-se. Pela negativa, Paulinho pouco acrescentou a seguir ao golo, Bruno Viana e Fransergio tiveram um final de tarde desastroso. Os clubes portugueses somam e seguem no Ranking da UEFA, e isso é notícia.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Brøndby IF: Marvin Schwabe, Anthony Jung, Paulus Arajuuri, Hjortur Hermannsson, Kevin Mensah, Dominik Kaiser, Josip Radosevic, Kasper Fisker (Tibbling, 57′), Simon Hedlund, Kamil Wilczek e Mikael Uhre (Lindstrom, 67′).

SC Braga: Matheus, Sequeira, Bruno Viana, Pablo, Ricardo Esgaio, André Horta, Fransergio (João Novais, 68′), João Palhinha, Wilson Eduardo (Murilo, 71′), Ricardo Horta e Paulinho (Hassan, 81′).

Carlos Ribeiro
Carlos Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
Com licenciatura e mestrado em Jornalismo, Comunicação e Cultura, o Carlos é natural de um distrito que, já há muitos anos, não tem clubes de futebol ao mais alto nível: Portalegre. Porém, essa particularidade não o impede de ser um “viciado” na modalidade, que no âmbito nacional, quer no âmbito internacional. Adepto incondicional do Sport Lisboa e Benfica desde que se lembra de gostar do “desporto-rei”.                                                                                                                                                 O Carlos escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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