Última horaChampions League: Manchester United humilhado em Como e Galatasaray derrota Lille em festa de golos
Publicidade

Em Busca da Salvação

Ruben Brêa Marques · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Depois da subida em 2016 e regresso à Primeira Liga Portuguesa, o GD de Chaves vive a época mais atribulada deste seu retorno. Em 2017, com Ricardo Soares e Jorge Simão, conseguiram um tranquilo 11.º lugar, sendo que na época passada roçaram os lugares europeus, conseguindo um sexto lugar com Luís Castro.

Sendo um clube estável e com um plantel bem apetrechado dentro do seu contexto, esperava-se que esta temporada o GD de Chaves garantisse a permanência cedo para olhar para a conquista de um lugar europeu. No entanto, a equipa Transmontana tem estado “desastrada” e tem sentido enormes dificuldades, ocupando, com 17 jornadas já jogadas, o último lugar da classificação, a quatro pontos dos lugares de permanência.

Depois de 17 jogos oficiais, Daniel Ramos foi afastado do comando técnico e substituído por Tiago Fernandes. Estreante na Primeira Liga, o técnico português de 37 anos é o escolhido pela direção Transmontana para garantir a permanência do clube entre a elite do futebol português.

O ex técnico interino do Sporting Clube de Portugal, período no qual derrotou o “seu” GD de Chaves e o CD Santa Clara, mas onde também conseguiu um empate a zeros no Emirates Stadium ante o Arsenal FC, conquistou o universo leonino devido à sua paixão e vontade de representar os “verdes e brancos”, apresentando um estilo estratégico e um Sporting CP disciplinado taticamente, que, sem deslumbrar e encher o olho aos adeptos, conseguia o resultado e objetivo pretendidos.

Estes três jogos bastaram para conquistar o público e a comunicação social, que viam nele competência a mais para o nível onde trabalhava. Acabou por ser “promovido” a treinador principal dos sub-23, aquando da chegada de Marcel Keizer, mas, dois jogos depois, aceitou o desafio do GD de Chaves e lançou-se na sua primeira verdadeira aventura na Primeira Liga Portuguesa.

Tiago Fernandes encontrou um plantel recheado de qualidade
Fonte: GD Chaves

Os Valentes Transmontanos não sentiram logo o efeito da troca de treinador e, nos primeiros três jogos, a equipa, com Tiago Fernandes no leme, somou três derrotas, duas para a Liga e outra para a Taça de Portugal. Para além das derrotas, a situação era alarmante, porque não se notavam grandes diferenças na equipa e não se conseguia avistar a evolução necessária para a salvação. A equipa apresentava vontade em fazer mais, mas de uma forma pouco confiante, que, irremediavelmente, conduzia a derrotas.

A partir do quarto jogo, já se começaram a notar diferenças. Esse quarto jogo foi perante o Varzim SC, a contar para a Allianz Cup, tendo a equipa Transmontana vencido por 3-1 e ficado a um golo do apuramento para a final four. Os Flavienses começaram a consolidar o processo defensivo (apenas 2 golos sofridos, nos últimos 4 jogos), imagem de marca que Tiago Fernandes deixou no curto período à frente do destino do Sporting CP, e começou a atacar com outra fluidez e confiança, faltando, no entanto, mais presença ofensiva para criar outro número de ocasiões e, sobretudo, mais flagrantes.

Seguiram-se dois empates a zero, com CD Feirense e Vitória FC, e, na última jornada, voltaram às vitórias, batendo o CD Tondela que se encontrava num grande momento de forma – os Transmontanos não ganhavam para a Liga desde 21 de setembro.

Apesar da época muito abaixo das expetativas, o clube é um dos mais apoiados da Primeira Liga
Fonte: GD Chaves

Esta vitória poderá dar outro ânimo às hostes do GD de Chaves. Vamos ver se Tiago Fernandes consegue salvar os Transmontanos e, sobretudo, devolver a confiança aos seus jogadores. O mercado de inverno tem sido bastante movimentado em Trás-os-Montes, tendo a equipa perdido dois dos seus melhores e mais valiosos ativos, Marcão e Stephen Eustáquio.

Se Marcão, foi substituído por um desconhecido, mas com bom currículo (internacional A pela Sérvia e titularíssimo nas últimas três temporadas), de nome Nemanja Ćalasan e que promete muito, Eustáquio foi substituído por João Costinha, médio com muita experiência de Primeira Liga, de alta rotação, que tem pouco de comum com o homem que vai substituir, mas que acrescenta algo que mais nenhum médio no plantel sabe fazer, sobretudo no capítulo do transporte e progressão com a bola.

Também chegaram Rúben Macedo, emprestado pelo FC Porto que já foi titular contra o CD Tondela, e Luther Singh, emprestado pelo SC Braga que também foi titular nos últimos três jogos, ambos para os corredores ofensivos, e ainda Erdem Sen, médio de características mais defensivas que mostrou imensa qualidade na sua passagem no CS Marítimo. Vamos ver que GD de Chaves vamos ter na segunda volta e se Tiago Fernandes continuará a cotar-se ainda mais no universo do futebol português.

Foto de Capa: GD Chaves

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Ruben Brêa Marques

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Resto do Mundo

Bélgica | O novo concorrente de Portugal no Ranking UEFA

A Belgica e a Liga Belga já são conhecidas há muito como viveiros de talento. Seja a partir da formação ou do recrutamento de seniores jovens, clubes como Genk, Anderlecht e Gent foram a montra que exibiu vários jogadores de classe mundial. Em anos recentes, os emblemas da Bélgica têm mostrado que sabem vender e, simultaneamente, manter um plantel que lhes permita competir na Europa. Sem o poder financeiro dos três grandes portugueses, os clubes belgas provam que o critério nas negociações e os projetos desportivos coerentes podem dar excelentes resultados.

João Pedro Santos · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Fabiano Freitas | Um velho conhecido das águias

Nesta quinta-feira, Omonia e Benfica defrontam-se para a terceira jornada de Liga da UEFA Europa League. O encontro entre os cipriotas e as águias é também marcado por um reencontro. Fabiano Freitas é um velho conhecido dos encarnados, não por ter jogado no clube da Luz, mas por se terem defrontando muitas vezes no passado, quando o guardião brasileiro (também cipriota com dupla nacionalidade) representou o Olhanense e mais tarde, o FC Porto.  Fabiano Ribeiro de Freitas nasceu a 29 de fevereiro de 1988, em Santo António de Jesus na Bahia. Fez a formação no Rio Branco-SP e ainda se estreou pela equipa em 2006. No ano seguinte, mudou-se para o São Paulo onde também acabou por não se impor, embora estivesse ligado ao clube paulista por três anos e tivesse vencido o Brasileirão Serie A no ano de estreia. Durante este período, fez apenas um jogo pela equipa principal, passou pela equipa sub-20 e foi cedido a clubes como Toledo (não jogou), Santo André (realizou um jogo) e América-RN (oito jogos) onde também não se afirmou. No entanto, chamou a atenção em Portugal, nomeadamente ao Olhanense que o contrata em 2011, a custo zero. 

Jorge Afonso · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.