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A equipa do Estoril SAD defrontou hoje o SC Covilhã num jogo a contar para a 11ª jornada da Ledman LigaPro. O quarto e o 17º classificado da Segunda Liga vinham de resultados negativos e procuravam, nesta manhã, encontrar um caminho mais sorridente nas suas caminhadas. O Covilhã vinha de quatro jogos sem vencer e o Estoril de uma derrota frente ao SL Benfica B.
Foi um início de jogo tímido por parte de ambas as equipas, em que o primeiro lance de perigo deu mesmo em golo. Aos nove minutos, Furlan bate o livre, pela esquerda, para o segundo o poste. Diney, de cabeça, encosta para o fundo das redes. Com mais posse de bola, mas sem ter feito muito para isso, a equipa da casa adiantou-se, desde cedo, no marcador.
Quem acha que o golo do Estoril, numa fase mais prematura, poderia vir a mexer com o jogo, está muito enganado. O duelo continuou com um ritmo muito baixo, com poucos lances de perigo e com as duas equipas a apresentarem as suas linhas muito baixas. A equipa do Covilhã parecia algo perdida em campo, inclusive. Apenas nos últimos minutos do primeiro tempo se viu algo mais da equipa de Filipe Rocha. A partir dos 35 minutos, houve uma resposta, ainda que tímida, à desvantagem no marcador. Quatro remates: dois deles impulsionados por Mica e outros dois por Diney e Quiroga. Houve um ligeiro ascendente, sim, mas o resultado manteve-se inalterado até ao final da segunda parte.

Fonte: Bola na Rede
Já na segunda parte, continuou a faltar brio ao jogo de ambas as equipas. Esta não foi, de todo, uma manhã muito inspirada para os dois conjuntos. Ainda assim, o SC Covilhã entrou com uma postura diferente no segundo tempo. A equipa mostrou-se mais pressionante e com uma linha defensiva mais alta. Após esta mudança de atitude, os “Leões da Serra” conseguiram criar perigo na área estorilista. Porém, faltou critério na finalização. Aos 55 minutos, Mica foi bastante perdulário e falhou mesmo em frente à baliza, rematando muito por cima da baliza defendida por Thierry. O Covilhã teve ainda hipótese de igualar a partida nos últimos minutos, mas a mancha bem feita pelo guarda-redes do Estoril dificultou a ação de Deivison, que não conseguiu finalizar da melhor maneira.
Por sua vez, o Estoril baixou muito de rendimento na segunda parte. Só criou perigo através de lances de bola parada e faltaram ideias à equipa da linha. Poucos foram os lances de grande evidência. Aos 50 minutos, Sandro Lima rematou cruzado pela esquerda. A bola passa perto da baliza, mas sem criar grande perigo. Outra investida veio por parte de Furlan, muito ativo durante todo o jogo, que remata à entrada da área para a defesa do guarda-redes São Bento.
Foi um jogo francamente pobre, em que as duas equipas estavam algo adormecidas. O resultado impôs-se logo aos nove minutos e não se alterou desde aí. Isso diz muito do que foi a partida entre estes dois emblemas. Ainda assim, o Estoril arrecada mais três pontos e segue na luta pelos lugares cimeiros da tabela classificativa. Já o Sporting da Covilhã mantém-se abaixo da linha de água, ao arrecadar a sétima derrota em onze jogos.
ONZES E SUBSTITUIÇÕES
Estoril Praia SAD – Thierry, Filipe (Subst. Marcos António), Dadashov (Subst. Kléber), Gonçalo, Diakhité, J. Góis, Diney, Wallyson, Aylton, Sandro Lima, R. Furlan.
SC Covilhã – São Bento, R. Vieira, Henrique G. (Subst. G. Jahfort), Adriano, Gilberto, Deivision, Makouta, Jaime, Quiroga (Subst. Zarabi), Mica, Bonani (Subst. Onyeka).
A FIGURA

Rafael Furlan – Foi o autor da assistência para o golo, como disse há pouco, com um livre muito bem marcado pela esquerda, que encontra Diney ao segundo poste. Esteve sempre muito mais ativos do que os seus colegas no ataque e foi protagonista de alguns remates de grande perigo. Defensivamente, também prestou serviço, apoiando a sua equipa em terrenos mais recuados.
O FORA DE JOGO

Deivison Borges – Esteve muito apagado durante todo o jogo. Por ser o melhor marcador da sua equipa, esperava-se francamente mais do avançado. Em termos ofensivos, pouco fez para ajudar a equipa a chegar ao golo e, defensivamente, também pouco ou nada contribuiu para ajudar a equipa a pressionar o portador da bola- coisa que o SC Covilhã até tentou fazer na segunda parte, procurando contrariar a desvantagem no marcador. Teve até oportunidade para estabelecer o empate ao cair do pano, mas não conseguiu levar a melhor sobre o guarda-redes do Estoril, Thierry, que defendeu a bola com o peito.
BnR na Conferência de Imprensa:
BnR – A equipa do SC Covilhã voltou com outra atitude para a segunda parte. O que disse aos jogadores no intervalo?
Filipe Rocha – Eu disse aos meus jogadores que, até ao golo e aos primeiros 20/30 minutos, fomos demasiado permissivos e passivos na pressão e nas marcações. Fomos poucos ambiciosos a nível ofensivo. Depois, na segunda parte, chegamos mais perto do adversário e ganhámos mais duelos. O Estoril tem um projeto diferente do nosso, que é o da subida à primeira liga, mas tínhamos uma estratégia muito bem delineada: anular o jogo interno do Sandro Lima, do Furlan e do Aylton. Disse aos meus jogadores que eles tinham de acreditar e eles acreditaram. Infelizmente, não temos sido muito felizes, comparativamente ao que temos jogado. Hoje foi caso disso. Inclusive, tivemos um lance em que, aos 90 minutos, o guarda-redes deles defende um remate com a cara, que nos podia ter dado o empate.
BnR – Depois de uma derrota contra o Benfica B, quão importante é esta vitória?
Luís Freire – Penso que nós temos feito muito boas exibições. Não foi o caso de hoje, por mérito do Covilhã. Sabíamos que ia ser complicado. Viemos de um jogo muito bem conseguido no Seixal, do qual, injustamente, saímos derrotados. Na primeira parte, nem tanto, mas, na segunda parte, os meus jogadores sentiram o peso da importância de vencer este jogo, após a derrota com o Benfica. E acho que isso complicou um pouco as coisas. Fomos refrescando a equipa. Senti que o cansaço era mais emocional do que propriamente físico. Queria dar uma palavra aos meus jogadores e à atitude que apresentaram para defender o resultado. Conseguimos o mais importante, que são os três pontos.












