FC Zorya Luhansk 1-1 SC Braga: Relaxe custou vitória

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Em jogo a contar para a 1.ª mão da 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa, o SC Braga empatou a uma bola em Zaporizhzhya, com o FC Zorya Luhansk. A equipa portuguesa foi superior, mas baixou demasiado o nível na segunda parte.

Na estreia na temporada, o SC Braga, de Abel Ferreira, tinha um osso duro de roer pela frente. O FC Zorya Luhansk, quarto classificado da 1.ª liga ucraniana da época passada, adivinhava-se ser um adversário “chato”, quer em termos táticos, como em termos físicos, para a equipa portuguesa (o Rio Ave FC teve um adversário com características similares e acabou eliminado).

No primeiro onze da época, Abel Ferreira estreou os reforços João Novais e Claudemir, entregando a posição “9” a Wilson Eduardo, que substituía o lesionado Paulinho.

No lado ucraniano, o técnico Yuriy Vernydub (treinador principal do FC Zorya Luhansk desde 2011), mostrou-se descontente com as últimas exibições da equipa e alterou cinco elementos em relação ao último jogo oficial da equipa (empate a um com o FC Chornomorets). Troca de dois dos três elementos do meio campo, bem como dos laterais e do guarda redes. A jogar em 4x2x3x1, na baliza estreou-se o brasileiro Luiz Philippe, tal como o defesa esquerdo Bogdan Mykhaylychenko. Para defesa direito entrou Oleksandr Tymchyk e no meio campo apareceram Igor Kharatin (jogou mais recuado) e Bogdan Lednev (bastante mais liberto).

Muita parra, pouco uva portuguesa…

No primeiro tempo, a equipa portuguesa entrou muito dominante, aproveitando a tremedeira inicial dos ucranianos, sobretudo do jovem guarda redes brasileiro em estreia. Com o ataque fluido e rápido, bem ao estilo do SC Braga da época passada, a equipa portuguesa impôs a sua superioridade desde início, mas sem criar grandes oportunidades de golo (aliás, foi assim durante toda a primeira parte).

Após várias iniciativas atacantes e vários remates portugueses com pouco perigo, a primeira grande oportunidade chega aos 18 minutos e para a equipa do Leste. Num remate prensado, a bola chega à estrela da equipa, Oleksandr Karavaev, que, à saída rápida de Matheus Magalhães, atirou por cima. Este momento, pôs “gelo” no ímpeto bracarense, mas nunca pôs em causa o domínio da equipa de Abel Ferreira.

Falta de intensidade, fruta da altura da época, tramou bracarenses na segunda parte
Fonte: SC Braga

A verdadeira oportunidade portuguesa só apareceu aos 34 minutos. Claudemir (excelente reforço), executa um lançamento rápido isolando Ricardo Horta, que esbarrou na belíssima mancha de Luiz Philippe.

Ucranianos melhoraram muito na segunda parte…

Na segunda parte, a equipa portuguesa entrou forte (Horta atirou à barra inclusive), mas os ucranianos apareceram muito melhores. Mais agressivos, sobretudo ofensivamente, conseguiram crescer no campo e através de lançamentos rápidos na frente e da meia distância (sobretudo através dos “tiros” de Igor Kharatin), começaram a pôr a equipa portuguesa mais em sentido.

Aos 69 minutos, finalmente, Horta desfaz o nulo, mas aos 72 minutos, um corte incompleto de Nuno Sequeira, permitiu à estrela do FC Zorya Luhansk, Oleksandr Karavaev (internacional ucraniano e ex jogador do Fenerbahçe SK), fuzilar Matheus Magalhães.

Ficou evidente a superioridade portuguesa, que tem tudo para resolver a eliminatória na “Pedreira”, no entanto, também ficou bem patente, que a equipa do Leste tem capacidade para surpreender. Com o passar dos minutos, foi ficando mais confortável no jogo e acabou mesmo por equilibrar as forças no segundo tempo. Destaque para a exibição de Bogdan Lednev, que não parou quieto um segundo no tempo em que esteve em campo.

Onzes Iniciais:

FC Zorya Luhansk: Luiz Felipe; Timchyk, Svatok, Vernydub e Mykhaylychenko; Silas (Gordienko, 66′), Kharatin, Karavaev, Khomchenovsky e Lednev (Kochergin, 71′) ; Rafael Ratão (Kabaev, 73′)

SC Braga: Matheus; Marcelo Goiano, Raúl Silva, Bruno Viana e Sequeira; Ricardo Esgaio, Claudemir, Fransérgio, Ricardo Horta (Fábio Martins, 89′), João Novais (Ricardo, 89′)e Wilson Eduardo (Dyego Sousa, 77′).

Ruben Brêa Marques
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O Rúben é um verdadeiro apaixonado pelo futebol, sem preferência clubística. Adepto do futebol, admira qualquer estratégia ou modelo de jogo. Seja o tiki taka ou o catenaccio, importante é desfrutar e descodificar os momentos do jogo e as ideias dos técnicos. Para ele, futebol é paixão, trabalho, competência, luta, talento, eficácia, etc. Tudo é possível, não existem justos vencedores ou injustos perdedores, e é isto que torna o futebol um desporto tão bonito.                                                                                                                                                 O Rúben escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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