GD Estoril-Praia… e agora?

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Cabeçalho Futebol NacionalLonge, bem longe, dos tempos de Marco Silva, dos tempos em que ia à Europa e dos tempos em que tinha jogadores como Jefferson, Licá, Evandro ou Sebá, a equipa do GD Estoril-Praia encontra-se num péssimo momento de forma.

(Doze jogos oficiais, dez derrotas, duas vitórias, vinte e seis golos sofridos, oito golos marcados, duas eliminações – Taça de Portugal e Taça da Liga -, último lugar da tabela e um treinador despedido.)

Um ponto de situação completamente dececionante. Atualmente sem treinador (após o despedimento de Pedro Emanuel), a equipa da linha procura um novo rumo para esta época, sabendo que está já eliminada de duas competições nacionais e que se encontra no último lugar da tabela classificativa em igualdade pontual com a equipa do Moreirense FC.

É então importante percebermos o porquê do mau momento da equipa do Estoril. Analisemos, assim, o plantel dos azuis e amarelos. Como é de conhecimento geral, e muito devido à parceria com a Traffic, o número de jogadores brasileiros do plantel estorilista é bastante elevado (treze…sim, treze!). Neste caso, tal como é normal do jogador brasileiro, o nível tático deixa muito a desejar e é exatamente aí que quero tocar. No meu ponto de vista, a equipa do Estoril Praia deixa muito a desejar no que diz respeito à tática do jogo e a tudo o que ela diz respeito. Aplica, de facto, um jogo pobre, fraco e muito pouco elaborado. Um tipo de jogo muito previsível e fácil de combater.

Associado a este fraco jogo tático, encontramos ainda níveis baixíssimos de entrega e de dedicação ao jogo. Provavelmente por causa dos péssimos resultados, a equipa do Estoril-Praia demonstra pouca vontade em “jogar à bola” e em praticar bom futebol. Acima de tudo, não se vê raça no tipo de jogo praticado pelos jogadores da equipa cascalense.

Fonte: XXX
Fonte: Facebook oficial de Estoril Praia – Futebol SAD

Por fim, e possivelmente o mais importante, um dos fatores também justificativos destes maus resultados consiste no fraco investimento deste verão e, por conseguinte, na falta de qualidade do plantel. Com muito poucos jogadores de créditos formados – dou apenas destaque ao ponta de lança Kléber, que peca muito no ponto de vista disciplinar, e ao veterano guarda redes Moreira -, a equipa do Estoril-Praia apresenta um dos plantéis mais fracos da primeira liga.

Com ainda vinte e duas jornadas pela frente e muita bola para correr, o momento poderia ser bem pior. Contudo, já hipotecados alguns objetivos (ir à Europa ou até mesmo fazer uma “gracinha” na Taça de Portugal, por exemplo), será a equipa do Estoril-Praia capaz de dar um novo rumo ao seu barco e de o levar a bom porto?

Foto de Capa: Fonte: Facebook oficial de Estoril Praia – Futebol SAD

Guilherme Anastácio
Guilherme Anastáciohttp://www.bolanarede.pt
O Guilherme estuda jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social e tem o sonho de ser um jornalista de eleição. O Sporting Clube de de Portugal é uma das maiores paixões que Guilherme tem, porém, é ao mote do lema da moda “Support your local team”que acompanha a equipa do Estoril-Praia. Sendo natural de Cascais, desde pequeno que apoia a equipa da linha e que é presença assídua no António Coimbra da Mota.                                                                                                                                                 O Guilherme escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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