Hugo Vieira, será que à quarta é de vez?

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O mercado de inverno, que fechou no passado dia 30 de janeiro, trouxe de volta ao futebol português um velho conhecido: Hugo Vieira. O avançado de 31 anos esteve a jogar no estrangeiro cerca de seis anos, depois ter abandonado, precisamente, o Gil Vicente FC, em 2014.

Foi a cidade de Barcelos que o viu nascer e onde regressa agora, para representar o emblema da terra pela quarta ocasião na carreira. A primeira vez surgiu após uma boa prestação na época 2008/2009, quando representava o seu primeiro clube, o Santa Maria FC, que militava nas distritais. Vieira marcou 15 golos em 16 jogos e deu o salto para a segunda liga e para o Gil Vicente FC, tendo ajudado o clube a subir ao escalão máximo do futebol português.

A sua boa prestação ao serviço dos gilistas acabou por despertar o interesse de alguns “grandes”, como o SL Benfica, por quem acabou por assinar. Todavia, nunca conseguiu somar minutos com os encarnados e foi acumulando empréstimos, nomeadamente aos espanhóis do Real Sporting de Gijón e, novamente, aos barcelenses.

Além do emblema espanhol que milita na Segunda Liga, Vieira passou por outros países na sua experiência além-fronteiras, como França, Rússia, Sérvia, Japão e China. Contudo, a sua passagem pelos russos Torpedo Moscovo, na época 2014/2015, ficou marcada por uma tragédia pessoal: o falecimento da sua namorada, Edina Carvalho, após uma longa batalha contra o cancro. O avançado nunca escondeu a luta da companheira e fez questão de a homenagear várias vezes em campo.

Apesar da enorme dor, Hugo Vieira conseguiu um dos melhores registos do seu percurso na época seguinte, quando se transferiu para o FK Estrela Vermelha, da Sérvia. Foram 21 golos em 35 partidas e o renascimento da sua carreira. Voltou a brilhar nos japoneses Yokohama Marinos, onde marcou uma média de 20 golos por época nas duas que representou o clube.

A rápida ascensão do avançado e os números que alcançava chamavam pela Seleção Nacional, mas nunca chegou a ter uma oportunidade até hoje. Em 2018, Vieira confidenciou a sua meta de representar as quinas: “Os números dizem que sou dos melhores nos últimos anos mas nunca tive uma oportunidade. Só falta a Seleção na minha carreira, mas nas minhas mãos só está trabalhar e fazer golos para que todos os portugueses se orgulhem de mim”.

Agora, volta àquela que considera a sua casa, para ajudar o Gil Vicente FC na segunda metade da época. Estreou-se esta época pelas gilistas frente ao SL Benfica e, apesar de não ter marcado, mostrou logo ao que vinha: criar grandes dores de cabeça aos defesas adversários, através das suas movimentações constantes na área e do seu tiro letal, que ainda testou nessa partida. Resta saber se terá, finalmente, uma oportunidade na seleção nacional. Estamos a torcer por ti, Hugo.

Artigo revisto por Diogo Teixeira 

Diana Oliveira
Diana Oliveirahttp://www.bolanarede.pt
A Diana é licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto e, desde cedo, que a escrita faz parte de si. Poder conjugá-la com o futebol, outra das suas paixões, é a cereja no topo do bolo. A Diana escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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