O Anti-jogo não mata, mas magoa!

- Advertisement -

O espetáculo do futebol é um fenómeno cultural, todos os anos milhões de adeptos fervorosos procuram os estádios para assistir a um espetáculo e durante 90 minutos esquecer os problemas que os assombram. Um desporto que traz, acima de tudo inclusão e divertimento, por vezes, assume uma característica que desgasta o seu papel enquanto algo prazeroso para o adepto, vamos observar o antijogo, um problema no panorama futebolístico.

Como se caracteriza o anti-jogo?

Bem, o dicionário de português afirma que o anti-jogo é a “ação de quem não respeita as regras do jogo ou comete irregularidade/comportamento demasiado defensivo”, a definição pode ser traduzida para ações como as simulações, ofensas verbais, demora no momento da substituição ou na reposição da bola em campo. Isto mata o futebol e tudo o que o envolve, que no fim do dia é a exibição dos protagonistas.

Aquilo que deveria ser uma atitude de ataque para conseguir a vitória, passa a ser um comportamento de defesa, jogar nos 30 metros à frente da baliza, manter a bola, passes curtos, bola fora, uma cãibra, e assim se passa um jogo. O que não podemos negar é que esta doença afeta, na maioria dos casos, equipas com menos argumentos, sejam eles a nível financeiro ou humano, com o intuito de passar este vírus para o encontro. Esta estratégia de jogo muitas vezes é tomada logo desde o apito inicial, ou em outras ocasiões, quando é estabelecida uma vantagem ou até mesmo um empate, o que põe em causa aquilo que deveria ser a competitividade e vontade de conseguir uma vitória.

Os casos em Portugal são inúmeros, sendo mais visível naqueles que têm menos possibilidades de vencer, mas, os grandes também o usam, tenhamos todos consciência disso, só não utilizam mais vezes porque no pais é relativamente acessível controlar os jogos à sua disposição. Vemos estes acontecimentos quando, nos jogos das competições europeias, o favoritismo e o domínio do jogo está do lado do adversário e a diferença orçamental dita o mote do jogo.

Desengane-se quem acredita que o problema só está sinalizado por terras lusas, é muito mais amplo, é global. O futebol está doente, não é uma equipa ou um treinador em particular, é o desporto que amamos que apresenta os sintomas. Achamos censurável quando sentimos o vírus que pagamos bilhetes para ver, porém, já assobiamos para o lado quando a nossa equipa passa dificuldades e quer segurar a vantagem. É natural, faz parte da essência humana ser assim. O que não podemos achar normal é uma partida ter apenas 20 minutos de jogo, enquanto o resto é aborrecido, planeado e triste, é inconcebível.

É preciso mudança. Os órgãos poderosos do futebol devem fazer-se ouvir neste assunto, instaurar medidas, temos de devolver ao jogo o tempo que lhe é retirado pelos intervenientes. Onde está a emoção e a ansiedade que nos corria nas veias momentos antes dos jogos, sabíamos que íamos passar momentos emocionantes, duas equipas frenéticas atrás da vitória, onde todos os espectadores estavam de pé durante os 90 minutos. A emoção está perdida, dispersa, em que um adepto pode passar o tempo do jogo no smartphone que não perderá nada do jogo. Afinal vivemos na época onde as exibições não interessam, desde que o resultado seja positivo.

Desportos como o futsal e o basquetebol, poderiam ensinar muito ao futebol no que toca ao anti-jogo, terminaria com as perdas de tempo, aumentaria aquilo que é a verdade desportiva e a equidade entre equipas.

Atualmente, os adeptos perderam aquilo que era o prazer de assistir a um jogo. Muitas vezes saem dos jogos mais aborrecidos do que quando entraram no estádio.

 

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Ricardo Rafael Silva
Ricardo Rafael Silvahttp://www.bolanarede.pt
O Ricardo Rafael é um jovem estudante de ciências da comunicação e adepto do FC Porto. Olha para o futebol sempre com ar crítico e procura ver o melhor do desporto.

Subscreve!

Artigos Populares

Imprensa turca diz que José Mourinho já tem o seu primeiro pedido como treinador do Real Madrid

Imprensa turca afirma que José Mourinho pediu Victor Osimhen como primeira contratação, em caso de um regresso ao Real Madrid.

Premier League de olho: Francisco Conceição tem 2 interessados em Inglaterra

O Liverpool e o Manchester United estão interessados em Francisco Conceição, da Juventus. Garantia é dada pela imprensa italiana.

Real Madrid: Florentino Pérez marca reunião e procura de um novo treinador é tema prioritário

Vai haver reunião entre Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, e a direção. Procura de um novo treinador é tema prioritário.

Custódio Castro responde ao Bola na Rede após o empate frente ao Estoril: «Estou muito feliz pelo trabalho deles»

Custódio Castro, treinador do Alverca, responde ao Bola na Rede após o empate frente ao Estoril na penúltima jornada da Primeira Liga.

PUB

Mais Artigos Populares

Pafos de Ricardo Sá Pinto garante apuramento para a Europa

O Pafos, de Ricardo Sá Pinto, venceu o Aris Limassol por 2-0 e assegurou a sua presença nas competições europeias da próxima temporada.

Paulo Dybala assume fim do ciclo na AS Roma: «Acho que contra a Lazio será o meu último jogo no Olímpico»

Paulo Dybala assumiu que está perto de fechar o ciclo na AS Roma. O avançado argentino termina contrato e não deve renovar com os giallorossi.

Robert Lewandowski volta a ser confrontado com o futuro e atira: «Vou ouvir mais algumas propostas…»

Robert Lewandowski voltou a falar do seu futuro, após o Barcelona x Real Madrid, que consagrou os catalães como bicampeões da La Liga.