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O estranho caso de Daniel Ramos

João Reis · 2 min

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A temporada 2018/19 da Primeira Liga já nos trouxe várias surpresas, umas positivas, outras negativas, mas poucas se comparam à queda em desgraça de Daniel Ramos. De hipótese para o lugar deixado por Jorge Jesus no Sporting a candidato ao segundo despedimento na mesma época, o treinador vilacondense está a ter uma temporada para esquecer.

Depois de duas temporadas de sucesso no CS Marítimo, Daniel Ramos iniciou esta temporada ao serviço do GD Chaves, emblema que pagou 150 mil euros aos insulares pelos serviços do técnico, numa tentativa de continuar a consolidação na Primeira Liga, após uma excelente temporada com Luís Castro ao comando.

Apesar de uma derrota pesada por 5-0 frente ao FC Porto na primeira jornada, o Chaves até teve um começo de época positivo, somando duas vitórias, um empate e três derrotas. Mas, após conseguir um ponto contra Benfica, os flavienses entraram numa espiral de derrotas que culminou no despedimento de Daniel Ramos em dezembro, após seis derrotas consecutivas e um desconfortável lugar abaixo da linha de água.

O regresso a Chaves não correu bem a Daniel Ramos, sendo despedido após seis derrotas consecutivas
Fonte: GD Chaves

Terminada abruptamente a aventura em Trás-os-Montes, o treinador assinou pelo Rio Ave, clube da terra onde nasceu, na tentativa de fazer melhor que José Gomes.

Agarrando os vilacondenses com 19 pontos em 15 jornadas – fruto de cinco vitórias, quatro empates e seis derrotas -, Daniel Ramos apenas conseguiu duas vitórias e quatro empates em 10 jogos ao serviço dos rioavistas, ainda não conseguindo triunfar em jogos no Estádio dos Arcos e com os adeptos vilacondenses a mostrarem lenços brancos após a última derrota em casa, frente ao Braga.

A terceira temporada a treinar na Primeira Liga está a ser um desastre para Daniel Ramos, que tem apenas quatro vitórias esta época, números paupérrimos quando comparados com as 12 vitórias na temporada de estreia e as 13 na época passada.

Longe vão os tempos em que brilhou nas ilhas – ao serviço de Santa Clara e Marítimo – e parece que treinar em Portugal continental não é a praia de Daniel Ramos, sendo uma incógnita que futuro espera o técnico, mas dificilmente passará por continuar no Rio Ave.

 

Foto de Capa: Rio Ave FC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

João Reis

Redação Bola na Rede · ver artigos

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