Publicidade

A Final do Prestígio

José Luís Montero · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

 

Teremos um jogo de futebol que disputa uma taça: a Supertaça Cândido de Oliveira. É o primeiro título em jogo e um jogo que não sendo marcante para a época que começa, pode revolucionar as hormonas e acelerar a autoconfiança das equipas. No entanto, esta taça honra um nome do futebol. Honra o primeiro capitão da seleção portuguesa. Honra um jogador e um treinador ganhador e honra o fundador do Casa Pia Futebol Clube. Mais que isso, honra um lutador antifascista que sentiu nas carnes o campo de concentração do Tarrafal. Honra – e nunca estará demais esta repetição –  um dos fundadores do jornal A Bola.

Jogarão dois históricos do futebol português; dois clubes, ainda que tenham diferentes dimensões, com carisma e charme: o Benfica e o Vitória de Guimarães. Aveiro será a sede desta festa futebolística. Os favoritos numa final ou a jogo único não existem; só existem palpites e desejos. Gritam por aí que as finais são para ganhar… falso! As finais são para desfrutar; não é em vão que os melhores e piores treinadores, perante um jogo destas características, após as táticas e estratégias, dizem aos seus jogadores: “desfrutem…”

Rui Vitória sabe o que é vencer o Benfica em finais Fonte: SL Benfica
Rui Vitória sabe o que é vencer o Benfica em finais
Fonte: SL Benfica

O Vitória de Guimarães sabe o que é vencer a Supertaça Cândido de Oliveira. Sabe o que é ganhar a Taça de Portugal e sabe o que é derrotar o gigante Benfica a jogo único. É um clube que albergou sempre grandes talentos. Teve jogadores com grandeza desde o tempo do Mendes e teve treinadores como o venerado José Maria Pedroto. E na parte de planeamento e comportamento das estruturas assemelha-se bastante ao Benfica do presente. Não força a cilindrada do seu motor e teve no seu banco o atual treinador do Benfica Rui Vitória que para além do seu talento, tem o saber e a atuação cristalina como demonstram, presentemente, estes dois históricos do Futebol português. Pedro Martins não é menos que qualquer outro e demonstra-o sem atiçar fogos de artifícios levando, mais uma vez, o Vitória de Guimarães a posições cimeiras e a finais que qualquer dos outros clubes grandes, Porto e Sporting, ambicionariam, desejariam e necessitariam. O Vitória é sinónimo de saber e conhecer-se a si próprio.

Teoricamente o Benfica tem o favoritismo, a pressão e a obrigação de ganhar. Mas, este dizer é teoria e opinião da chamada Comunicação Social e também desejo dos simpatizantes. No entanto, nesta vida que nos tocou viver, todos temos desejos e opiniões. O Rui Vitória sabe bem porque já experimentou a sensação de vencer um grande orientado, naquela altura, por um treinador considerado grande e fundamentalmente muito caro para um futebol como o português. Apesar de jovem, ninguém pode considerar o Rui Vitória um treinador com pouca experiência. Vencer o Benfica no Jamor treinado pelo milionário Jorge Jesus só se consegue se se tem um compêndio onde esteja o saber, o arrojo, a astúcia e a experiência necessária para permanecer lúcido nos momentos em que as emoções cegam.

Chega o momento do pontapé de saída de uma nova época. Resta desejar que o jogo tenha beleza e esteja à altura da figura histórica do Cândido de Oliveira. Espera-se que os espectadores, na sua totalidade, apreciem e festejem um belo espetáculo e que os tristes e vergonhosos procedimentos de algumas claques durante a época passada não se repitam. O futebol gera paixões, no entanto, é um jogo e como tal devemos apreciar e desfrutar ganhe ou perca a nossa equipa favorita.

Foto de Capa: Vitória SC

José Luís Montero

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.