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Os reis do Minho

Inês Marques Santos · 2 min

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E uma semana se passou desde a disputa do dérbi minhoto. SC Braga e Vitória SC defrontaram-se na passada sexta-feira e, como não podia deixar de ser, o ambiente que se fez sentir na cidade de berço foi efervescente.

Este jogo é capaz de ser o segundo duelo mais efusivo entre dois clubes vizinhos do campeonato português. E desengane-se quem acha que esta rivalidade ocorre apenas dentro das quatro linhas. Este jogo significa muito mais do que uns meros três pontos. A verdade é que vai muito para além disto. São dois clubes da ‘terra’ que sentem este jogo como uma forma de impor a sua superioridade no distrito minhoto e os adeptos encaram este duelo como se fosse uma questão de tudo ou nada. Aliás, como tem de ser num verdadeiro dérbi!

É mesmo incrível. Quando o fanatismo não transpõe os limites do razoável, este sentimento dos adeptos pelos clubes da sua terra é de louvar. Sim, porque nem sequer pretendo perder tempo a falar sobre alguns incidentes que aconteceram. Simplesmente acho que não vale a pena…

O Vitória SC jogou em casa e o D. Afonso Henriques contou com um ambiente magnifico
Fonte: Vitória SC

Se o fanatismo não ultrapassasse, muitas vezes, o razoável, o nosso campeonato seria muito mais competitivo e este seria o cenário perfeito para a disputa do mesmo. Eu sei, eu sei… estou sempre a dizer o mesmo. A questão é que é mesmo verdade. Por muito que digamos que o problema está no sistema que envolve o futebol português irremediavelmente direcionado para os três grandes, se houvesse mais exemplos como este, alguma coisa teria de mudar. Aliás, iria, com certeza, mudar!

Para além disto, não queria deixar de analisar o jogo no relvado. Foi um dérbi em que o Braga teve mais posse de bola e, por sua vez, o Vitória esteve mais recuado. A equipa da casa esteve irrepreensível a nível defensivo e criou o seu jogo basicamente em contra-ataque. Ainda assim, é inegável o facto de que só uma equipa é que quis e fez por ganhar o jogo durante os 90 minutos e essa equipa foi o Braga. O equilíbrio no resultado não espelha, de todo, o equilíbrio que, neste caso, não houve em termos de jogo jogado.

Dentro e fora de campo, o dérbi minhoto foi, como era de esperar, vivido com a máxima intensidade. A mística de facto faz milagres e um dérbi vai ser sempre um dérbi. Mesmo que não seja entre dois grandes.

 

Foto de Capa: Vitória SC

Inês Marques Santos

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