São Miguel, a ilha da equipa feliz

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Na Região Autónoma dos Açores reside uma equipa feliz. Sendo assim, bem se pode dizer que o seu atual estado de vitalidade espelha a cor pela qual a sua casa – a ilha de São Miguel – é reconhecida devido às suas paisagens idílicas, o verde.

Na verdade, e se considerarmos o seu percurso no decorrer das 13 primeiras jornadas daquela que tem vindo a ser a edição mais competitiva da Primeira Liga dos últimos anos (apenas quatro pontos separam os quatro primeiros classificados), torna-se inevitável apontar o CD Santa Clara, de João Henriques, como uma das formações que mais tem sobressaído. São, aliás, vários os argumentos que podem ser invocados para o justificar.

Porém, e porque no desporto-rei o fundamental são os golos que se marca, comecemos por aí: o conjunto micaelense regista, até ao momento, um total de 21 golos. Ora, ainda relativo a este aspeto, atente-se ao facto de a formação do Santa Clara ser aquela que mais golos obtém na sequência de lances de bola parada a seguir ao FC Porto, totalizando sete tentos nessas circunstâncias – só menos um que os Dragões.

Em seguida, a predisposição ofensiva é mais um dos traços diferenciadores do conjunto orientado pelo português de 46 anos. A turma micaelense pode, mesmo, orgulhar-se de se equiparar aos “grandes” em termos de ocupação do último terço adversário.

Posto isto, e indissociável deste bom desempenho coletivo, está o rendimento de algumas das suas unidades mais influentes como são os casos do médio Osama Rashid ou do extremo Fernando Andrade. O primeiro, capitão de equipa dos Açorianos, assume-se, acima de tudo, como uma referência aquando da marcação de bolas paradas, levando já seis assistências e, ainda, quatro remates certeiros. Já o brasileiro Fernando, que atua preferencialmente na faixa esquerda, destaca-se pela sua capacidade de aceleração e pujança física, caraterísticas às quais alia uma razoável qualidade técnica; soma, até ao momento, três golos e outras tantas assistências.

Como joga

Perfilando-se, geralmente, em 4-3-3 (embora, por vezes, alterne para o 4-4-2), a formação de Ponta Delgada regista uma média de (44,3 %) no que respeita à percentagem de posse de bola por encontro. Posteriormente, realce-se o envolvimento dos laterais no processo ofensivo, em particular, o de Patrick Vieira, que atua pelo flanco direito, lado por onde os Açorianos executam a maioria dos seus ataques – cerca de (40 %).

O Heatmap ilustra o espaço percorrido pelo lateral Patrick no jogo diante do Rio Ave FC e sugere a sua grande vocação ofensiva
Fonte: Whoscored

Ainda referente ao plano ofensivo, é de destacar o alto nível de materialização das oportunidades criadas pois, apesar de ser a sexta equipa que menos remates realiza por jogo – com uma média de (11, 5), possui um dos melhores registos da prova no que respeita a golos obtidos.

Estará o Santa Clara próximo de atingir o seu objetivo – a manutenção? Ainda é cedo para o dizer, mas como escreveu José Ferreira num dos versos da canção “Ilhas de Bruma” «(…) tenho verde, tanto verde a indicar-me a esperança».

 

Foto de Capa: CD Santa Clara

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

João Pedro Ferreira
João Pedro Ferreirahttp://www.bolanarede.pt
O João tem 20 anos e é, desde que se lembra, um apaixonado pela escrita e pelo futebol, sendo adepto fervoroso do CD Santa Clara, o clube da sua cidade. Neste momento, frequenta o primeiro ano da licenciatura em Gestão, na Universidade dos Açores.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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