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SC Braga 3-1 Brondby IF: Inquestionável superioridade bracarense

José Baptista · 3 min

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Depois de uma vitória tardia por dois golos na primeira mão, os arsenalistas podiam encarar com maior tranquilidade o caseiro jogo decisivo para passar à próxima eliminatória da Liga Europa. Ainda assim, era preciso não descartar um adversário perigoso, ainda para mais lembrando o fiasco da época transata em que se deixou surpreender em casa e ficou pelo caminho na Europa logo à primeira batalha.

Num quarto de hora inicial com um par de situações de perigo para cada lado destacaram-se mais os visitantes. Num estilo de jogo estruturado e agradável de ver, o seu foco era a troca de bola de pé para pé e conseguiram assim criar mais espaços na defensiva bracarense, mas o trio ofensivo mostrava algum desacerto no último momento das jogadas.

No entanto, de pouco valeria esta entrada mais forte. Aos 19’, Palhinha aproveitou uma sobra de defesa dinamarquesa para rematar colocado e não só inaugurar o marcador, como colocar o adversário numa missão praticamente impossível se ainda quisesse dar a volta à eliminatória.

Apesar de se continuar a aproximar da baliza à guarda de Matheus, o Brondby acusou um pouco o golo e o Braga aproveitou para começar a pressionar mais alto, forçando erros no adversário. E, com este encostar às cordas dos visitantes, os arsenalistas chegariam mesmo ao segundo antes do intervalo, com um belo pontapé de André Horta à entrada da área.

A segunda metade manteve essa tónica do Braga por cima na partida e o terceiro golo esteve muito perto, logo a abrir, tanto por um cabeceamento de Paulinho a centímetros da baliza como com um estouro à barra de Wilson.

Wilson falhou dos 11 metros, mas Paulinho aproveitou a sobra
Fonte: José Baptista/Bola na Rede

O perigo criado pelos Guerreiros do Minho daria finalmente frutos ao minuto 66’. Esgaio sofreu falta dentro da área adversária, Wilson ainda permitiu a defesa da grande penalidade, mas Paulinho não perdoou na recarga.

Até final, o encontro disputou-se a ritmo mais baixo e com ambas as equipas a permitirem mais espaços e a terem possibilidades para dilatar ainda mais o marcador. Acabou por ser o Brondby que a aproveitar, com um tento de honra da autoria de Bjur.

A superioridade bracarense nunca esteve em dúvida e os comandados de Ricardo Sá Pinto terão agora o Spartak como obstáculo final para chegar à fase de grupos.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SC Braga: Matheus; Esgaio, Pablo (Tormena 70’), Bruno Viana, Caju; Palhinha, Novais, André Horta (Xadas 58’); Wilson Eduardo (Trincão 66’), Murilo, Paulinho

Brondby IF: Schwabe; Gammelby, Hermannsson, Arajuuri, Jung; Borkeeiet, Kaiser (Fisker 45’), Radosevic; Hedlund (Bjur 72’), Lindstrom, Wilczek (Erceg 45’)

A FIGURA

Fonte: José Baptista/Bola na Rede

João Palhinha – Imponente no centro do terreno, deu equilíbrio à equipa minhota e com o seu golo sentenciou a discussão sobre a passagem à próxima fase.

O FORA DE JOGO

Fonte: José Baptista/Bola na Rede

Hedlund – Tivesse ele dado outro seguimento a algumas das boas jogadas iniciais do Brondby e a história deste jogo podia ser bem diferente.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

BnR: Já se sabe que o Spartak será o adversário na próxima ronda. Que pensamentos lhe merece esse adversário?

Ricardo Sá Pinto: Acho que devemos falar primeiro no jogo de hoje. Até esse adversário ainda teremos outros para a Liga Portuguesa e falarei desse adversário na altura certa.

Outras declarações:

«O adversário, apesar do que alguns disseram, não era fraco».

«Não deixamos esta equipa [Brondby] acreditar».

«Para nós, o mais importante é sempre ganhar. Em relação ao jogo com o Sporting, irei fazer a antevisão no dia marcado.».

Brondby IF

BnR: Com as eliminações de hoje, já só resta à Dinamarca um representante nas cometições europeias e mesmo esse já foi relegado da Liga dos Campeões para a Liga Europa. O que falta ao futebol dinamarquês para ser mais competitivo na Europa?

Niels Frederiksen: Ainda não vi os outros jogos. Penso que, acima de tudo, é sobre o nível, a qualidade. Eu posso falar pela minha equipa e nós, nestes dois jogos com o Braga, cometemos erros que não nos é permitido fazer se queremos discutir a passagem. Portanto, é essa é pelo menos uma razão.

Outras declarações:

«O nosso plano era estar na frente ao intervalo e aí já estavamos a perder por dois. Aí, sabiamos que era muito difícil».

«O Braga foi mais forte que nós e um justo vencedor. Mas, o Spartka também é muito forte».

Foto de Capa: José Baptista/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

José Baptista

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