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SC Braga 4-2 CD Nacional: Arsenalistas encontraram-se no segundo tempo

José Baptista · 5 min

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Depois de uma época extremamente bem sucedida em 2017/2018, o SC Braga parte para a nova temporada com estatuto reforçado e, provavelmente pela primeira vez na sua história, entra no Campeonato como real candidato ao título. Na Pedreira, o primeiro onze foi com várias mudanças para o habitual da época passada, fruto das entradas e saídas no mercado, mas também de lesões e opções técnicas.

No entanto, essas alterações não se fizeram sentir, com os arsenalistas a entrarem dominadores e donos de um jogo fluido que rapidamente pôs em dificuldades os insulares. De regresso ao escalão superior do futebol nacional, o CD Nacional não podia pedir adversário pior e entrou no jogo logo a sofrer.

No segundo minuto, sofreu o calafrio do perigo, mas isso pouco se compararia com o sofrer o primeiro golo do jogo, logo aos três minutos do encontro. Dyego Sousa apareceu sozinho na cara do guardião e não perdoou, abrindo a contagem para os minhotos. O Nacional demorou a responder à entrada forte dos da casa, mas foi começando a aproximar-se da área adversária e seria compensado por volta dos 20 minutos.

Matheus e um dos defesas bracaranses chocaram, a bola sobrou para os visitantes e, ao tentar salvar a situação, o guarda-redes acaba por fazer penalti. Da marca dos onze metros, Rochez não vacilou e atirou bem colocado, de nada valendo ao brasileiro ter adivinhar o lado para onde a bola ia.

Os braguistas não se deixaram abater pelo revés e rapidamente procuraram regressar à liderança do marcado. Dyego não acertou à primeira, com um pontapé de bicicleta desajeitado, mas pouco depois redimiu-se, aproveitando uma recuperação de bola no centro do campo para bisar ao voltar a levar a melhor no cara-a-cara com Daniel.

As duas figuras maiores da estreia dos Guerreiros na Liga 2018/2019
Fonte: SC Braga

Se isto já parecia emoção suficiente para a primeira parte, os atletas ainda tinham mais reservado para os 12.387 adeptos nas bancadas. Aos 37 minutos, após canto, Matheus aliviou mal a bola e esta sobrou para Rochez que, à meia-volta, igualou Dyego e fez também o seu bis.

No recomeço, continuou a intensidade e, fazendo do desenrolar do marcador uma rotina, o SC Braga voltou a assumir a dianteira. Desta vez, Dyego Sousa trabalhou para assistir Ricardo Horta que, com espaço, girou sobre si mesmo dentro da grande área e atirou a contar.

Desta feita, os madeirenses já não conseguiram responder de pronto e o jogo entrou na sua fase mais parada, o que favoreceu os arsenalistas, mais tranquilos com a vantagem e menos ameaçados pelo opositor. Daniel ainda teve uma grande defesa aos 64 minutos, mas, aos 71, uma excelente jogada coletiva viu Ricardo Horta aparecer isolado para também ele bisar no encontro.

Até ao fim, os arsenalistas ainda voltariam a estar perto do golo por mais que uma vez, mas o resultado já não sofreria mais alterações. Assim, o SC Braga entra a ganhar no campeonato e, apesar das dificuldades no primeiro tempo, começa a época em igualdade com os outros candidatos ao título. Já ao Nacional, dificilmente se poderia pedir mais que causar problemas aos da casa e conseguiram-no fazer. Apesar da derrota e de alguns erros defensivos, têm razões para ficar satisfeitos com a exibição.

 

A FIGURA

Fonte: SC Braga

Dyego Sousa – Marcou e deu a marcar. O brasileiro não se conseguiu afirmar na primeira época no Minho, mas este ano entrou da melhor forma, sendo decisivo no jogo e deixando um sério aviso a Paulinho de que vai ter concorrência.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: SC Braga

Organização defensiva – Ambos os conjuntos demonstraram que ainda têm muito a afinar defensivamente. Tanto de um lado como do outro, sucederam-se erros que não deviam acontecer a este nível competitivo.

CONFERÊNCIA BnR

CD Nacional

BnR: Tem-se falado muito da possibilidade de o Braga lutar pelo título de campeão. Como treinador, daquilo que viu hoje acha esse objetivo exequível?

Costinha: Penso que essa é uma pergunta para o Abel, não é uma pergunta para mim. Deixe-me dizer, em todo o caso, que eu aprecio o estilo de jogo do Braga e do Abel, que é um treinador extremamente competente e que tem feito um belíssimo trabalho aqui no Braga. Como eu costumo dizer aos meus jogadores, os adversários têm dois braços, duas pernas, uma cabeça, portanto, são iguais a nós, depois o que muda é a mentalidade, a ambição, o compromisso que se tem para com esta profissão. Se vamos buscar esse tipo de comparações, havia muitos clubes no mundo que não podiam ser campeões europeus, outros que não podiam ser campeões em ligas tão competitivas como a inglesa, como a espanhola,… e o que é certo é que se os jogadores acreditarem nesse tipo de comportamentos e crescerem mentalmente para o jogo, não vou dizer que é fácil, mas torna-se mais fácil de poder chegar a esse objetivo.

Outras respostas:

«Penso que a minha equipa teve um bom comportamento.»

«A equipa do Braga foi um justo vencedor.»

«Fico satisfeito com a postura dos meus atletas, sobretudo, pela coragem também de vir jogar a Braga e não ficar apenas à espera que o Braga fizesse os golos.»

«O Bryan [Rochez] sentiu ali um problemazinho no gémeo e achamos melhor retirá-lo.»

SC Braga

BnR: Um jogo mais difícil na primeira parte mais, depois na segunda mais fácil.  O que mudou da primeira parte para a segunda para desbloquear o resultado neste primeiro jogo do Campeonato?

Abel Ferreira: Primeiro dizer-vos que nós somos uma equipa com alma, com sentimentos e não somos máquinas. E jogamos contra adversários e existem 34 jornadas, portanto, o que é preciso perceber é aquilo que temos que fazer, que foi exatamente a correção que foi feita ao intervalo. Porque entramos muito fortes no jogo, os primeiros dez minutos foram seguramente dos mais intensos que fizemos esta época aqui em casa. Só é possível, já disse isto várias vezes, uma boa dança quando há um bom par. E daí, uma das minhas palavras vão para o Nacional, para o seu treinador pela forma audaz como veio discutir aqui e só assim é que, na minha opinião, é possível um espetáculo destes. Referir também os 12 mil espetadores. O desafio é 15, está quase, mês de agosto, obrigado pelo apoio deles. Tenho a certeza que nos ajuda e de que maneira, sobretudo nos momentos mais difíceis e, se de facto nós queremos ser maiores, queremos ser diferentes, é exatamente nos momentos de maior dificuldade que precisamos do 13.º jogador e ele hoje, mais uma vez, esteve presente e mais uma vez nos ajudou a levar até ao fim e levar de vencido este adversário. E voltar a referir, que este também é um dos nossos lemas: Todos juntos somos mais fortes.

Outras respostas:

«O Nacional bloqueou-nos muito bem os nossos dois médios.» 

«Temos que ter a calma, a coragem e a confiança de perceber que o jogo só se fecha quando o árbitro apita no final, saber que isto é quase como uma luta de boxe e o importante é chegar ao final com a vitória.»

«A nossa força nota-se quando a nossa equipa tem coragem e confiança para ter bola.»

«A parte mental também é determinante para a recuperação dos jogadores.»

Foto de Capa: SC Braga

José Baptista

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Manuel Nascimento · 5 min de leitura
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