Será preciso uma dança de treinadores para chegar à Vitória?

- Advertisement -

Com a notícia do despedimento de João Henriques do comando técnico do Vitória SC, no início da semana, o clube minhoto já teve oito treinadores desde a saída de Rui Vitória em 2015, ou seja, em apenas seis épocas. Um número preocupante, dadas as aspirações do clube de lutar pela Europa.

Mas, longe do risco de descida de divisão, por que razão o clube não segurou treinadores como Sérgio Conceição ou Ivo Vieira? Por que razão contratou treinadores com pouca experiência para os despedir cerca de uma dezena de jogos depois? Pela mesma razão que quase todos os clubes extra “três grandes” não conseguem ter estabilidade com um treinador: falta de tempo e orientação desportiva.

Desde a saída de Rui Vitória de Guimarães para a Luz (esteve quatro épocas ao serviço dos “Conquistadores”) que o clube não conseguiu suster nenhum treinador por mais que época, tendo por lá passado nomes como Sérgio Conceição, Ivo Vieira e Luís Castro. Às vezes por decisão do treinador, outras vezes por rescisão mútua, as razões para as saídas foram quase sempre falta de resultados imediatos. E o que causou esta crise de resultados e de conquista de objetivos desde 2015? Na minha opinião, uma ausência de projeto.

Nos últimos anos, temos visto o Vitória a mudar radicalmente os seus plantéis de época para época, o que reduz a estabilidade desportiva e ameaça a capacidade dos treinadores de poderem ter sucesso a curto prazo. Quando se contrata um treinador tem de haver crença na sua capacidade de colocar o clube noutro patamar em longo prazo, nunca em curto. Colocar pressão e ‘deadlines’ no trabalho de um treinador é inconcebível, mas é a infeliz imagem dos clubes portugueses, que batem recordes anuais de números de treinadores por época.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Que prestígio trazem estes números à nossa Liga? É assim que queremos atrair os treinadores para Portugal em vez de os vermos a brilhar no estrangeiro? Temos grandes referências de treinadores portugueses que passaram por muitas dificuldades por cá e lá fora são reconhecidos mundialmente pelas suas competências, como por exemplo Luís Castro, Paulo Fonseca, Abel Ferreira ou Nuno Espírito Santo.

O Vitória SC é só mais um pequeno sintoma de um grande problema que se vive no futebol português: falta de projeto e ideal desportivo. No fim? No fim, os treinadores são sempre os culpados. É urgente mudar e proteger o nosso talento.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Jaime Silva
Jaime Silvahttp://www.bolanarede.pt
O Jamie é apaixonado por desporto, principalmente por futebol (bem praticado). Tem uma paixão pela escrita, acima de tudo nesta vertente.                                                                                                                                                 O Jaime escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Mercado já mexe no FC Porto depois da vitória contra o Académico de Viseu: reunião em andamento e avançado pronto a viajar

O FC Porto está a selar a contratação de Santiago Giménez. Há reuniões entre os dragões e o AC Milan neste momento e o avançado está pronto.

AS Roma prepara revolução no meio-campo e tem Richard Ríos como solução por empréstimo do Benfica e concorrência nova da Turquia

Richard Ríos é alvo da AS Roma. Emblema italiano quer o médio do Benfica e águias estão abertas a um empréstimo.

Bruno Pinheiro responde ao Bola na Rede: «Invertemos a linha de cinco para trás para defender melhor a largura do campo»

Bruno Pinheiro fez a análise ao desaire do FC Porto frente ao Académico Viseu. O técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.

Francesco Farioli responde ao Bola na Rede: «Foi, com certeza, uma grande mudança na abordagem do Académico Viseu»

Francesco Farioli fez a análise ao triunfo do FC Porto frente ao Académico Viseu. O técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.

PUB

Mais Artigos Populares

Bruno Pinheiro questiona critérios de arbitragem e destaca: «É a primeira vez que me sinto a jogar em casa contra os grandes»

Bruno Pinheiro analisou o desfecho do encontro entre Académico Viseu e FC Porto, referente à 4.ª jornada da Primeira Liga.

Francesco Farioli dá novidades sobre as lesões de Zaidu e Bednarek e analisa goleada do FC Porto: «Fomos clínicos, cirúrgicos»

Francesco Farioli analisou o desfecho do encontro entre Académico Viseu e FC Porto, referente à 4.ª jornada da Primeira Liga.

Luís Silva destaca exemplo do Académico de Viseu para o futebol português e recorda: «Hoje, o Académico tinha de ter 5 pontos»

Luís Silva fez a análise ao desfecho do encontro entre Académico de Viseu e FC Porto, referente à 4.ª jornada da Primeira Liga.