Vídeo-árbitro ou vídeo-polémica?

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Cabeçalho Futebol NacionalArrancou a Primeira Liga e com ela uma nova era do nosso futebol. A era do vídeo-árbitro. A nossa liga foi uma das “contempladas” pelo International Board como liga experimental para o vídeo-árbitro, altura, por isso, de fazer uma análise daquilo que tem sido a utilização do mesmo até agora, e a maneira como o público em Portugal tem reagido a esta nova ferramenta que pretende remover o erro grosseiro do futebol.

O vídeo-árbitro tem tido um início tudo menos pacífico no futebol português até aqui. Depois de uma estreia calma na final da Taça de Portugal, sem que houvessem muitas dúvidas em que o vídeo-árbitro pudesse intervir, neste início de época o mesmo já tem sido alvo de muitas críticas, polémicas, páginas e páginas nos jornais desportivos.

Árbitros portugueses num treino com vídeo-arbitro Fonte: Federação Portuguesa de Futebol (FPF)
Árbitros portugueses num treino com vídeo-arbitro
Fonte: Federação Portuguesa de Futebol (FPF)

Nos jogos entre Aves-Sporting, Rio Ave-Belenenses, Feirense-Tondela, Marítimo-Paços de Ferreira e Vitória SC-Chaves não se vislumbraram quaisquer lances que tivessem requerido o vídeo-árbitro, pelo que não há muito a acrescentar sobre este tema tendo por base estes jogos.  Esta análise foca-se apenas nos jogos onde o vídeo-árbitro foi definitivamente usado e a maneira como o foi (se correta ou incorrectamente).

Começando pela Supertaça entre Benfica e Vitória de Guimarães, existiram queixas por parte dos vitorianos sobre um alegado penalty por mão de Salvio que o árbitro não sancionou assim como o vídeo-árbitro. Começava aqui uma longa semana em que este instrumento iria ser alvo de grande crítica e conversa por parte dos adeptos portugueses. Com o arranque da Liga, e o vídeo-árbitro a ser usado em todos os jogos, foi possível vê-lo em acção em diferentes contextos, tipos de jogos, competitividades etc…  E começando pelo primeiro caso polémico, houve imensas queixas do treinador José Couceiro, treinador do Vitória de Setúbal, no empate 1-1 frente ao Moreirense. José Couceiro visou o árbitro e o vídeo-árbitro com as suas criticas devido a um vermelho directo mostrado, aos 71 minutos, a Vasco Fernandes, uma decisão tomada pelo árbitro sem que o mesmo mudasse a sua decisão. Começava-se a perceber, com estas criticas de José Couceiro, que o vídeo-árbitro em Portugal talvez não fosse a melhor combinação neste momento. A culpabilização das arbitragens que em Portugal são tão facilmente alvos de critícas não acabaram nem irão acabar com o vídeo-árbitro, e isso ficou bem visível nesta primeira jornada, e talvez tenha até aumentado a discussão no nosso futebol em volta da arbitragem graças à introdução do vídeo-árbitro pois agora há mais um elemento para se criticar.

Rui Pedro Cipriano
Rui Pedro Ciprianohttp://www.bolanarede.pt
Nascido e criado no interior, na Covilhã, é estudante de Ciências da Comunicação, na Universidade da Beira Interior. É apaixonado pelo futebol, principalmente pelas ligas mais desconhecidas, onde ainda perdura a sua essência e paixão.                                                                                                                                                 O Rui escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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