Portugal, a maior fábrica de talentos do futebol mundial

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Vivemos num país apelidado de pequeno por muitos, mas que sabe sempre suplantar-se aos seus pares e ser gigante, não só no futebol, mas em todas as áreas especializadas onde existe sempre um português presente, a dominar ou muito perto disso. De facto, é interessante analisar esta tendência de evolução do futebol em Portugal, que passou de uma política maioritariamente importadora para uma abordagem fundamentalmente exportadora de talento. No entanto, isto não espanta ninguém, porque quando olhamos para os nomes que têm sido formados recentemente pelos clubes portugueses, percebemos o porquê de Portugal ser um dos principais, senão o principal, fornecedor de talento para os tubarões do velho continente.

No nosso país, existem profissionais extremamente qualificados que identificam, trabalham e retêm o talento, para que depois este evolua nas primeiras equipas do seu clube e obtenha rendimento não só desportivo, mas essencialmente financeiro. Este trabalho é sustentado com resultados extremamente positivos, que provam claramente que o nosso país trabalha com excelência esta área, mas prova também que o investimento que é realizado insistentemente nas melhorias das condições de trabalho dentro de um clube de futebol traz frutos muito relevantes para o presente e para o futuro das nossas equipas e da nossa seleção.

Portugal tem realmente uma qualidade enorme nas suas fileiras, quer na seleção principal, mas também nos escalões secundários, onde estão presentes linhagens de jogadores que vão dar nas vistas muito rapidamente. Também a emancipação do próprio jogador é maior, com os clubes a não terem medo de apostar nos jovens talentos: vejam-se os casos de António Silva, Gonçalo Inácio ou Diogo Costa, três jovens que pegaram de estaca nos três grandes, muito por culpa desta aposta que é feita pelos clubes, aliada à própria “coragem” dos seus treinadores, que reconhecem o potencial e que estão perfeitamente à vontade em lançar estes jovens, com uma base sustentada, porque estamos a falar de três casos que têm todos um ponto em comum: todos estão inseridos num contexto de experiência, de jogadores com muitos jogos nas pernas: António joga com Otamendi, Inácio com Coates e Diogo Costa tem Pepe e Marcano à sua frente, o que faz com que os próprios miúdos percam os nervos na hora de abordar lances mais difíceis ou jogos decisivos.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Portugal é um país de excelência do futebol mundial porque produziu vários Bolas de Ouro, como Eusébio e Figo, e produziu aquele que é, para mim, o melhor jogador de futebol de todos os tempos, Cristiano Ronaldo, também ele vencedor do maior prémio individual do mundo do futebol.

Mas Portugal não é só Bolas de Ouro, é também a irreverência de Rafael Leão, a autoridade de Ricardo Carvalho, a qualidade de Bernardo Silva, a raça de Petit e Maniche, a magia do “Harry Potter” Ricardo Quaresma, a classe de Rui Costa e João Félix e as “mãos de ouro” de Ricardo, jogadores estes que nos fazem amar o futebol, que nos fazem ter orgulho enquanto nação e enquanto país “pequeno” que dizem que somos, mas que provamos sempre que é tudo mentira. Portugal também é a mestria de José Mourinho, a tática de Jorge Jesus e a paixão de Sérgio Conceição, nomes estes que ajudam ao crescimento dos nossos craques, com a sua passagem de conhecimento.

De facto, temos produzido gerações de ouro que fazem levantar todos os estádios por este mundo fora, com jogadas de outro mundo, com exibições consistentes e de fazer brilhar os olhos de qualquer um, e com todos os valores que caracterizam desde sempre o povo português: uma ambição desmedida, um carácter imenso, uma raça como não existe e uma confiança enorme, que faz da nossa nação a maior fábrica de talento do futebol mundial. E esta produção nunca vai acabar, porque o trabalho é bem feito, porque existe esforço e dedicação de quem por cá anda e existem pezinhos, muitos pezinhos com a nossa “ginga”.

Um país ”pequeno” a dominar meio mundo: sempre assim foi e sempre assim será!

Bernardo Santos
Bernardo Santoshttp://www.bolanarede.pt
O Bernardo é Licenciado em Relações Públicas e quase mestre em Jornalismo. É um comunicador nato, que transporta para o futebol a mesma simpatia e alegria que tem em viver.

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