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Em busca da reputação europeia

Tiago Serrano · 2 min

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Há uns dias, assistiu-se a mais um feito histórico no futebol feminino em Portugal. A equipa feminina do SC Braga passou a fase de grupos da Liga dos Campeões feminina, tornando-se na segunda equipa a conseguir chegar aos 16 avos de final da competição, repetindo o feito do Clube Atlético Ouriense em 2014/2015.

Depois de uma época em que conquistaram o campeonato e a Supertaça, os primeiros títulos conquistados pela equipa feminina arsenalista, o clube fez um forte investimento na secção de modo a conseguir uma boa campanha europeia e para já, esse investimento está a dar frutos.

Não se adivinhava uma tarefa fácil na Fase de Grupos disputada em Riga, com a presença das austríacas do SK Sturm Graz e as cipriotas do Apollon Ladies, equipas de países que estão à frente de Portugal no ranking da UEFA (Chipre em 17º, Áustria em 18º e Portugal em 24º), mas a equipa orientada por Miguel Santos mostrou que estava pronta para estes desafios.

No jogo inaugural contra o Sturm Graz, a equipa deu logo uma amostra do seu valor ao ganhar por 2-0, resultado que apenas pecou por escasso tal foi o domínio da equipa arsenalista. Seguiu-se o confronto contra o Apollon Ladies, que teoricamente, era o jogo mais difícil para as bracarenses, não só pela vitória por 10-0 das cipriotas sobre o Rigas FS na jornada inaugural, mas também porque é uma equipa que costuma investir fortemente para a competição. No final, a equipa venceria por 1-0, conseguindo o tão desejado apuramento para os 16 avos de final.

Shade Pratt causou impacto imediato na equipa arsenalista
Fonte: SC Braga

A vitória por 8-0 sobre as anfitriãs do Rigas FS serviu apenas para cumprir calendário. No entanto, esta equipa mostrou que tem armas para andar nestes patamares, mostrando também que não será nada fácil para Benfica e Sporting conseguirem destroná-las na luta pelo título.

O SC Braga investiu forte no plantel para esta temporada, contratando a guarda-redes irlandesa Marie Hourihan, a lateral-direita Rayane Machado e ainda fez regressar a internacional portuguesa Dolores Silva, após um ano no Atlético de Madrid. Mas o principal destaque nesta Fase de Grupos foi a norte-americana Shade Pratt. A avançada marcou nos três jogos da Fase de Grupos, mostrando ser uma jogadora bastante agressiva sem bola e exímia a explorar o espaço nas costas da defesa.

Resumindo, temos aqui uma equipa bastante competitiva e que mostrou ser capaz de fazer frente a qualquer adversário. Como tal, creio que esta vai ser uma época muito interessante para as arsenalistas e para o futebol feminino nacional.

Foto de Capa: SC Braga

artigo revisto por: Ana Ferreira

Tiago Serrano

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