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Óliver Torres, para além de ser o segundo futebolista mais caro de sempre em Portugal, é também um dos mais geniais jogadores da história recente do FC Porto. O pequeno espanhol parece ter sido parado na sua evolução pelo “kick and rush” imposto por Fonte: Página do Facebook de Oliver Torres mas, com um treinador capaz de potenciar as suas qualidades este pode, no futuro, figurar entre os jogadores mais caros a transferir-se do futebol português.
Óliver é, atualmente, o potencial melhor médio da Liga NOS. A sua capacidade para ler o jogo, decidir em função do mesmo e executar com precisão, não tem par no campeonato português. O espanhol vê mais e mais rapidamente do que qualquer outro futebolista a atuar em Portugal e, com a sua capacidade de passe, consegue quebrar linhas com uma tremenda facilidade. É ele o motor do momento ofensivo do FC Porto, a “casa de máquinas” do meio campo azul e branco, o homem pelos pés de quem passa todo o jogo ofensivo da equipa. O que lhe falta em capacidade física, entenda-se, atlética, sobra-lhe em capacidade para perceber tudo o que se passa em seu redor e posicionar-se de forma a antever as mais diversas situações de jogo.

Porém, Óliver precisa de um modelo de jogo que privilegie o seu jogar, entenda-se, com foco na organização em posse e na tomada de decisão. Com Nuno Espírito Santo e o seu futebol demasiado direto e privilegiando os duelos individuais em todas as zonas do terreno de jogo, o pequeno génio espanhol foi perdendo a sua influência na equipa e no futebol praticado pelo FC Porto. Deixou de ser ele quem pautava o ritmo do jogo, deixou de ser ele a ligar o jogo ofensivo da equipa, em suma, desapareceu a “casa de máquinas” do meio campo do FC Porto. Muitos afirmam que Óliver esteve aquém do potencial que lhe é reconhecido quando, na verdade, o que se verificou foi uma significativa incompatibilidade entre as caraterísticas do jogador e o modelo de jogo (se é que pode dizer-se que o FC Porto de Nuno Espírito Santo tinha um modelo de jogo definido) preconizado pelo seu treinador.
Agora, e quando o FC Porto já trabalha para iniciar a época 2017/18, todos os olhos estão postos no espanhol. Pela atual composição do plantel fica a ideia que a equipa se irá dispor, estruturalmente, num 4x3x3, sendo que a única dúvida no presumível trio de meio campo deverá ser quem vai acompanhar Óliver como médio interior. Qualquer que seja a opção (Herrera, André André ou Otávio), certo é que o espanhol deverá ser o principal responsável por pautar os ritmos da equipa no momento ofensivo e, acima de tudo, importa que tal ocorra mais próximo da grande área contrária. Fazer com que um futebolista tão brilhante quanto Óliver baixe para pegar no jogo no meio campo defensivo, limitando a sua chegada a zonas nas quais pode efetivamente criar desequilíbrios, constitui um desaproveitamento das caraterísticas do jogador e da influência que o mesmo pode ter no jogar da equipa.

Já próximo do início da época futebolística 2017/18 o plantel do FC Porto parece apresentar algumas lacunas, não é ainda muito equilibrado, mas conta com alguns bons valores individuais. De entre alguns diamantes, o mais valioso e o único que parece poder afirmar-se como melhor jogador da Liga NOS dá pelo nome de Óliver Torres, e é nele que se focam as atenções dos olheiros dos clubes com maior capacidade financeira. Se todo o seu potencial se expressar dentro das quatro linhas, é quase certo que Óliver Torres poderá terminar o ano numa equipa europeia de topo e, quem sabe, disputar o Campeonato Mundial de Futebol FIFA de 2018 ao serviço da seleção espanhola. Haja modelo de jogo que o permita, porque tudo o resto o pequeno craque espanhol já tem.
Foto de Capa: Página do Facebook de Oliver Torres
artigo revisto por: Ana Ferreira








