4-3-3 ou 4-4-2, em que é que ficamos? | FC Porto

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No entanto, também não era o jogo para Marega procurar a profundidade em centrais que passam mais de metade do jogo encostados à sua grande área. Aliás, isso é o que se passa em 90% dos jogos que o FC Porto disputa no campeonato português, e por alguma razão eu sou crítico de muitas vezes Marega atuar de início. Mas isso são temas para outros artigos.

Gruijic chave troca 4-3-3
Marko Grujic é um dos elementos diferenciadores na passagem do 4-4-2 para o 4-3-3. Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Estes dois jogos que referi acima são assim exemplos claros de que já não há certezas sobre o esquema tático que vamos ver nos dragões. É interessante pelo facto de servir como um dado surpresa na preparação das equipas adversárias. Já não se sabe se Marega vai fazer companhia a Taremi, se Marega vai jogar sozinho, se Taremi vai jogar sozinho ou se Taremi vai fazer companhia a Toni Martínez.

Esta última dupla que referi também é um conceito novo na era de Sérgio Conceição. Recentemente, já vimos dois jogos em que se manteve um 4-4-2, mas sem Marega no onze. Na visita a Tondela, vimos uma dupla Toni Martínez e Evanilson. A vitória foi clara dos portistas.

Na receção ao FC Famalicão, vimos Taremi e Toni Martínez a surgir no onze inicial. A vitória foi sofrida, mas viu-se um bom futebol e um bom entrosamento entre os dois avançados. Mais uma prova de que com defesas posicionais, os avançados posicionais são os únicos capazes de criar dificuldades.

Nestes jogos em que o o sistema de dois avançados é escolhido como modelo inicial, não é de descartar uma mutação tática ao longo dos 90 minutos. O 4-4-2 já deu lugar ao 4-3-3 sempre que o FC Porto se sentia mais “apertado” pelo adversário nos instantes finais do encontro. O jogo frente ao Vitória SC foi apenas um exemplo. Tínhamos uma dupla constituída por Marega e Taremi que deu lugar a um 4-3-3 com Toni Martínez sozinho na frente de ataque. Grujic é sempre o elemento a mais que entra para reforçar o meio-campo.

E depois deste monólogo de sistemas táticos, surge a principal questão deste artigo. 4-4-2 ou 4-3-3, em que é que ficamos? Ou estou muito enganado ou o 4-4-2 vai continuar a ser o pilar base, e o 4-3-3 para jogos complicados. Mas reitero que não me surpreende que continuemos a ver algumas surpresas no onze inicial portista. Talvez tenha chegado a hora de romper com o modelo de jogo tradicional.

João Castro
João Castrohttp://www.bolanarede.pt
O João estuda jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. A sua grande paixão é sem dúvida o jornalismo desportivo, sendo que para ele tudo o que seja um bom jogo de futebol é bem-vindo. Pode-se dizer que esta sua paixão surgiu desde que começou a perceber que o mundo do futebol é muito mais que uma bola a passear na relva.

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