“A maldição Herrera”

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Nunca fui supersticioso! Nunca acreditei em qualquer tipo de “forças do oculto” e custa-me aceitar quem acredite em tal coisa. No entanto, existe uma espécie de maldição no Dragão que eu levo muito a sério e que assombra o FC Porto desde a época de 2013/2014. Muitas são as teorias aceitáveis para explicar esta recente seca de títulos dos azuis e brancos e esta é só mais uma teoria, neste caso a minha, em que o protagonista é o médio-centro portista, Héctor Herrera. Herrera chega ao FC Porto há 4 épocas, o FC Porto não é campeão há 4 épocas. Coincidência? Talvez. Mas vamos começar pelo princípio para tentar descobrir mais sobre o feitiço.

Na época de 2013/2014, chega ao dragão um médio-centro mexicano, já com estatuto de craque no seu país, com a árdua tarefa de fazer os adeptos portistas esquecerem-se do seu principal maestro do meio-campo, João Moutinho. Considerada uma das maiores transferências do futebol mexicano, Héctor Herrera chega ao Dragão por uns consideráveis 8 milhões vindo do Pachuca e tal investimento refletia uma aposta clara no jogador mexicano. No entanto, tudo correu mal desde o início ao médio, inclusive a sua adaptação ao futebol português. O suposto sucessor de João Moutinho teve que rodar e ambientar-se na equipa B, fazendo aí 8 jogos, e, por momentos, o nome e a transferência mediática de Herrera tinham quase caído no esquecimento.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

O que se seguiu nas próximas épocas de Herrera de dragão ao peito foi uma série de jogos inconsistentes, em que alguns jogos brilhava e outros apagava, outros jogava e outros sentava, outros a braçadeira envergava e outros nem na bancada sentava. A única coisa consistente no meio de tudo isto era a falta de títulos.

Mas qual o porquê de Herrera nunca se ter conseguido afirmar no FC Porto? Mais ainda, porque é que Herrera é craque no México e no FC Porto não passa de um jogador banal e às vezes até está abaixo disso? Não será, de certeza, por a seleção mexicana ter um plantel com mais qualidade do que o plantel portista, nem por ter um meio-campo mais forte do que o dos dragões. Ao longo destas 4 longas épocas, Herrera já pôde alinhar no famoso triângulo do meio campo portista com alguns dos melhores trincos do passado mais recente do FC Porto, tais como Fernando, Casemiro e Danilo e pôde ainda fazer dupla com Óliver (tecnicista), André André (mais agressivo) e Lucho González (lenda do clube). Muita variedade, muita qualidade, mas nada resultou!

Numa altura em que o mercado está aberto e é sabido que o FC Porto tem de vender, levanta-se uma questão em relação ao futuro de Héctor Herrera, deve-se vender ou deve-se manter? Porém, a esta questão responde-se com outra pergunta, Herrera tem mercado? Neste mercado de transferências fala-se pouco do nome do médio, mas ainda na época passada o nome de Herrera fazia correr muita tinta e era capa de jornais devido ao interesse assumido do Nápoles. O clube italiano chegou a uma proposta concreta de 20 milhões de euros que o FC Porto rejeitou, proposta essa que neste mercado de transferências fazia muito jeito aos cofres do dragão e que, com a constante desvalorização do nome Herrera, dificilmente irá receber uma proposta tão boa pelo jogador.

Tem-se falado muito ultimamente de bruxos para os lados do SL Benfica, será que um dos feitiços lançados pelo bruxo encarnado assumiu a forma do centro campista mexicano Hector Herrera, amaldiçoando o FC Porto com a falta de títulos?

Atenção, eu não digo que a culpa do insucesso dos dragões seja inteiramente de Herrera, mas a verdade é que ele não é o mesmo jogador que brilha na sua seleção. Pode ser que, com o estágio de pré-época que o FC Porto vai realizar agora no México, se encontre o verdadeiro Herrera que deve ter ficado refém durante estas 4 épocas e que, juntando-se os dois “Herreras”, o do Porto e o do México, se dê um fenómeno qualquer que acabe de vez com a maldição.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Nélson Mota
Nélson Motahttp://www.bolanarede.pt
O Nélson é estudante de Ciências da Comunicação. Jogou futebol de formação e chegou até a ter uma breve passagem pelos quadros do Futebol Clube do Porto. Foi através das longas palestras do seu pai sobre como posicionar-se dentro de campo que se interessou pela parte técnica e tática do desporto rei. Numa fase da sua vida, sonhou ser treinador de futebol e, apesar de ainda ter esse bichinho presente, a verdade é que não arriscou e preferiu focar-se no seu curso. Partilhando o gosto pelo futebol com o da escrita, tem agora a oportunidade de conciliar ambas as paixões e tentar alcançar o seu sonho de trabalhar profissionalmente como Jornalista Desportivo.

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