A Máquina do Tempo: Semana de Clássico

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fc porto cabeçalhoEm semana de Clássico decisivo para as contas finais da Liga NOS 2016/2017, inauguramos a nova rubrica: Máquina do Tempo. Como o próprio nome indica, este será um espaço para viagens temporais ao passado glorioso do nosso FC Porto.

A primeira viagem será curta. Vamos recuar à época 2011/2012: Clássico entre Benfica e FC Porto, no Estádio da Luz.

Em duas épocas de vida, este terá sido, talvez, o Clássico que mais me marcou enquanto portista e aquele cujas características mais se assemelham ao jogo grande do próximo dia 1 de Abril. Há cinco anos atrás, o FC Porto teve, tal como na época atual, um arranque de época em falso e cedo deixou os encarnados assumirem a liderança do campeonato e abrirem um fosso de cinco pontos de vantagem. O Porto pós André Villas Boas demorou a encarreirar e os comandados de Vítor Pereira pareciam incapazes de contrariar um Benfica ferido no orgulho por tudo o que se passara no ano anterior. No entanto, já no início de 2012, o FC Porto foi capaz de recuperar os tais cinco pontos ao seu eterno rival e chegar à jornada 21 (a nove do fim do campeonato) em igualdade pontual, no topo da tabela classificativa.

Fonte: http://www.porta19.com/
Fonte: http://www.porta19.com/

E que grande jogo de futebol a que assistimos! O Porto abriu o marcador cedo e à lei da bomba, com Hulk a disparar sobre a meia direita, fora do alcance de Artur (guarda-redes do Benfica), fazendo, dessa forma, um grande golo. Depois, e após um início de jogo fulgurante da equipa nortenha, o Benfica subiu no terreno e deu a volta ao jogo. Oscar Cardozo, por duas vezes (aos 42 e 47 minutos), virou o resultado a favor das águias. O FC Porto via-se, então, com mais uma montanha para escalar. Aos 58 minutos, Vítor Pereira lança o colombiano James Rodriguez na partida e tudo muda. O colombiano, que viajara para a sua seleção e que chegara a Portugal na manhã do jogo, foi a chave do jogo. Os dragões passaram para o comando das operações e James fez o empate seis minutos depois de ter entrado, numa lição de bem contra-atacar.

O jogo ainda voltou a equilibrar, mas a expulsão de Emerson, defesa do Benfica, aos 77 minutos, desequilibrou por completo e de vez os pratos da balança a favor dos azuis e brancos que se lançaram em busca da vitória, nos minutos finais. O golo acabaria mesmo por surgir (já depois de o árbitro ter feito vista grossa a um penalty claro de Óscar Cardozo por mão na bola), pelo defesa central, Maicon, a corresponder de cabeça (ainda que em posição irregular que passou despercebida ao fiscal de linha de Pedro Proença) a um livre cobrado por James do lado direito do ataque portista. O FC Porto conseguia, assim, materializar e reviravolta e abria caminho para mais um título de campeão, o 26º da sua história.

Hoje, como há cinco anos, cabe ao FC Porto entrar personalizado no Estádio da Luz, demonstrando toda a sua força e superioridade. Os comandados de Nuno Espírito Santo protagonizaram, até agora, uma recuperação bastante meritória (lembro que a distância pontual chegou a ser de sete pontos), encontrando-se a apenas um ponto de desvantagem do SL Benfica mas, todo esse trabalho e esforço terá sido em vão se, no sábado, o FC Porto não levar de vencida a partida. É o jogo da época.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Bernardo Lobo Xavier
Bernardo Lobo Xavierhttp://www.bolanarede.pt
Fervoroso adepto do futebol que é, desde o berço, a sua grande paixão. Seja no ecrã de um computador a jogar Football Manager, num sintético a jogar com amigos ou, outrora, como praticante federado ou nos fins-de-semana passados no sofá a ver a Sporttv, anda sempre de braço dado com o desporto rei. Adepto e sócio do FC Porto e presença assídua no Estádio do Dragão. Lá fora sofre, desde tenra idade, pelo FC Barcelona. Guarda, ainda, um carinho muito especial pela Académica de Coimbra, clube do seu pai e da sua terra natal. De entre outros gostos destacam-se o fantástico campeonato norte-americano de basquetebol (NBA) e o circuito mundial de ténis, desporto do qual chegou, também, a ser praticante.

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