A regularidade possível num contexto difícil | A temporada do FC Porto B

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O FC Porto B finalizou este sábado a primeira fase, pré-mundial, com uma goleada sofrida frente ao CD Nacional por 4-0.  Um mau resultado, que sucede a uma derrota e um empate, mas por incrível que pareça, não pinta a história da época da equipa B dos azuis e brancos.

A verdade é que não tem sido uma campanha negativa, muito pelo contrário. À boleia da experiência do eterno Silvestre Varela, o Porto B tem-se demonstrado uma equipa muito difícil de bater, com uma identidade bem vincada e com muita solidez, sobretudo defensiva.

É uma equipa que entra sempre para ganhar e faz da defesa a sua principal arma. Se não fosse um último jogo completamente ao lado, seriam mesmo a melhor defesa com apenas oito golos sofridos. Felizmente, a história não se faz de só um jogo e os comandados de António Folha apresentam um dado curioso, mas que reforça o que foi escrito acima: dos 13 jogos feitos, em apenas seis sofreram golos. Num contexto tão particular e intermitente como o de uma equipa B, acaba por ser sempre um destaque assinalável.

Até à paragem, o FC Porto B apresenta-se acima do meio da tabela, no oitavo posto. Os dragões irão jogar três vezes para a Premier League International Cup até ao regresso do campeonato, marcado para o fim de dezembro. Ao contrário de outras equipas, o facto de ser B, logicamente, implica que não competirá na Taça da Liga, mas é certamente uma competição que ajuda a manter o ritmo e a pôr os jogadores em contextos competitivos diferentes.

Enquanto isso, já há nomes que se vão destacando e que vão dando continuidade ao trabalho que fizeram na formação. Nomes como Francisco Meixedo, Vasco Sousa, Bernardo Folha, Wendel ou até Sidnei Tavares começam-se a destacar ainda mais e a dar motivos a Sérgio Conceição para olhar para eles com mais atenção. O técnico da ‘A’ tem aproveitado Gonçalo Borges, que ainda fez alguns jogos esta época pelo FC Porto B, e irá aproveitar a Taça da Liga para dar ainda mais oportunidades a alguns dos nomes referidos.

António Folha não terá uma tarefa simples, mas por bons motivos. É também graças ao seu trabalho que estes jogadores vão pedindo competição um nível acima e mais poderão seguir-lhes as pisadas. A equipa B do Futebol Clube do Porto continuará a ser um osso duro de roer, uma equipa muito bem organizada e um adversário difícil para qualquer equipa da Liga 2. Não lutará por títulos – não é o objetivo – mas é uma equipa a seguir com atenção.

Fernando Coelho
Fernando Coelho
Jogador de futsal amador, treinador de bancada profissional. A aprender diariamente, acredita que o desporto pode ser diferente. Escreve com acordo ortográfico.

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