Publicidade

Académico de Viseu FC 0-1 FC Porto: Cada vez mais perto do Jamor

Miguel Costa · 3 min

Académico de Viseu FC x FC Porto
Foto: FC Porto

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: FRANCO DESATA O NÓ E O FC PORTO APURA-SE PARA AS MEIAS-FINAIS DA PROVA RAINHA

Após um confronto a contar para a Taça da Liga, onde os dragões foram claramente superiores à equipa de Jorge Costa (3-0) foi a vez de se defrontarem na Taça de Portugal, desta feita, nos quatros de final da prova, num jogo que o próprio treinador do FC Porto avisou que seria “das saídas mais complicadas da época” e isso refletiu-se em campo.

Os azuis e brancos entraram com um onze “alternativo” mantendo em campo apenas cinco jogadores face ao último confronto a contar para a Liga, sendo eles, Marcano, Pepe, João Mário, Matheus Uribe e Pepê. No lado do Académico de Viseu saiu a campo a equipa tradicional de Jorge Costa, com apenas duas alterações com as entradas de Tiago Mesquita e Arthur.

Ainda com memórias do último duelo com o FC Porto, os visitados entraram a impor o seu jogo, sem medos e com muita disposição de mostrar o porquê de terem chegado tão longe na prova rainha. E foram mesmo os viseenses a ter a primeira jogada de perigo com um contra-ataque puxado por Ott, obrigando Cláudio Ramos a sair aos pés de Quizera.

Esta superioridade ofensiva dos viriatos fazia-se sentir, mas o FC Porto viria a conseguir controlar um pouco as hostilidades apesar da notória dificuldade em criar lances de perigo, tendo zero remates à baliza de Domen Gril à passagem do minuto 20.

Sendo o equilíbrio a palavra que descreveu a primeira parte entre ambos os conjuntos, foi mesmo o empate que se levou para os balneários.

Na segunda parte, e depois de um jogo muito amarrado, era necessário um rasgo individual, tanto para o Académico de Viseu como, principalmente, para os azuis e brancos, tendo tido apenas o Pepê como principal inconformado com o resultado.

Com o placar empatado, o FC Porto foi obrigado a correr atrás do prejuízo e esse cenário foi visível na forma como os dragões entraram para os segundos 45 minutos, praticando um futebol muito mais dinâmico, sendo recompensado aos 50´, após um grande cruzamento de Uribe e uma cabeçada, inesperada, de André Franco que colocou a equipa de Sérgio Conceição na frente do marcador.

O golo sofrido deu tranquilidade para que os campeões nacionais controlassem o jogo, em contrapartida os militantes da II Liga perderam o ritmo que até então estava a criar grandes problemas ao conjunto visitante.

Até ao final do confronto os viriatos ainda tentaram chegar ao empate, principalmente nos últimos minutos, mas o FC Porto, diferente da primeira parte, estavam muito fortes defensivamente e não deram qualquer chance a equipa do Académico de Viseu.

Com este resultado os dragões iram defrontar, nas meias-finais, o FC Famalicão com o objetivo de chegar à sua segunda final consecutiva e sagrar-se, novamente, campeão da Taça de Portugal.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

André Franco – O médio do FC Porto mostrou várias caras nesta partida. Numa primeira parte pouco interventiva, graças à boa exibição dos viriatos, foi na segunda metade que o “20” dos dragões conseguiu mostrar o que há tanto tempo Sérgio Conceição quer ver. Além do golo, Franco mostrou que consegue ser um criativo e, ao mesmo tempo, um jogador que utiliza a sua inteligência em prol da equipa.

Dinamismo ofensivo e defensivo, preenchimento de espaços e critério no passe, características que já tinham sido observadas no Estoril Praia, mas que até então, não tinham aparecido nos azuis e brancos.

O FORA DE JOGO

Famana Quizera – O número 10 dos viriatos não esteve nos seus dias. Apesar da sua técnica avulutada, houve vários momentos do encontro que o extremo guineense exagerou nas suas ações individuais, podendo em alguns lances fazer a diferença caso combinasse com os seus colegas.

Não foi um grande jogo de Famana Quizera, mas há que destacar a grande época que está a fazer no Académico de Viseu.

Miguel Costa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.