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Acaso, o pior inimigo

Rui Sousa · 2 min

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2014/2015 foi uma época que ficou marcada por vários acontecimentos, mas houve um que ficou gravado na memória de todos: a eliminação das Champions contra o poderoso Bayern de Munique. A vitória na primeira mão ainda fez o universo portista sonhar, mas o jogo na Alemanha transformou esse sonho num pesadelo.

Trouxe esta eliminatória à memória de todos porque, na minha opinião, a derrota da segunda mão começou a ser desenhada ainda em Novembro, em plena fase de grupos. Recorde-se que à quarta jornada dessa fase já os Dragões se encontravam apurados, mas nem isso demoveu Lopetegui de insistir nos jogos que restavam. O resultado foi levar para os oitavos-de-final dois jogadores fundamentais, que nem alternativas tinham no plantel, em risco de falharem o segundo jogo caso vissem o cartão amarelo no primeiro: Danilo e Alex Sandro. Acabaram ambos por ter essa infelicidade e, apesar da vitória em casa por 3-1, o FC Porto levava para Munique a enorme desvantagem de ter de jogar com uma defesa completamente remendada, o que, como é sabido, acabou por se revelar fundamental na derrota portista.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

O desprezo de Lopetegui por estes detalhes custou muito caro ao FC Porto, mas não foi com o espanhol que este desinteresse começou. Paulo Fonseca, o antecessor, foi outro que não mostrava preocupação em controlar essa vertente do trabalho de casa. Curiosamente, ou até não, ambos passaram ao lado dos títulos, com excepção feita para a Supertaça conquistada pelo português.

Olhando a isto, é com natural satisfação que vejo Nuno Espírito Santo (NES) assumir a gestão dos cartões. Obviamente que Maxi e André André não são ingénuos ao ponto de levarem ambos, quase em simultâneo, quinto cartão amarelo que os retirava automaticamente do embate frente ao Vitória de Setúbal. Menos provável se torna o cenário quando o adversário já não apresenta qualquer hipótese de discutir o resultado.

Foto de Capa: FC Porto

NES chamou a si a responsabilidade de retirar o lateral e o médio da recepção aos Sadinos – adversário que aguentou o 0-0 na primeira mão no jogo da primeira metade do campeonato -, permitindo que ambos estejam disponíveis, pelo menos do ponto de vista disciplinar, para o embate com o Benfica.

Não é segredo para ninguém que o jogo a realizar em Lisboa contra o eterno rival será fundamental, para não dizer decisivo, para definir o campeão. Assim sendo, o treinador do FC Porto mostra que não está disposto a deixar que esse tipo de detalhes lhe custem o campeonato.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Fundamental é também o apoio de todos, como o que se assistiu ontem, em Itália, onde o jogo acabou com os milhares de portistas presentes a agradecerem o esforço inglório da equipa enquanto pediam o Porto campeão.  Compete a todos nós garantir que o Dragão estará bem vivo, Domingo, em mais um difícil jogo rumo ao título. Já tem o seu bilhete?

 

 Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Diana Martins

Rui Sousa

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Cristiano Ronaldo: Obviamente, Finish

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