As grandes decisões de Pinto da Costa: “O resgate do mestre”

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fc porto cabeçalhoEstreamos hoje no Bola na Rede uma rúbrica que visa eleger algumas das melhores decisões de Jorge Nuno Pinto da Costa enquanto presidente do FC Porto. Claro está que falar do FC Porto é, em grande parte, falar do seu dirigente máximo, o mais titulado em todo o mundo (mais de 200 títulos conquistados em todas as modalidades).

O FC Porto que hoje conhecemos tem a mão daquele que, como outrora referiu Dom Januário Torgal Ferreira, “personificou uma escola, traduziu uma lógica profissional, criou uma honra, mandatou uma ordem pedagógica, cujos critérios se patenteiam no pluralismo valorativo das suas modalidades e no reconhecimento internacional da sua equipa de futebol.”

Permitam-me que me contrarie um pouco, mas o episódio que hoje trago à baila acontece num período no qual Jorge Nuno ainda não estava na presidência, ocupando, ainda assim, um cargo de inquestionável importância no seio do clube: chefe do departamento de futebol. Foi nesse posto que viria a sustentar o seu grande objetivo de “reestruturar o clube e fortalecer o futebol, contribuindo para um FC Porto a lutar sempre pelo título”, assinalado mais tarde aquando da tomada de posse como presidente.

É, então, nesse papel que Pinto da Costa inicia uma ‘operação de resgate’ que visa trazer de volta às Antas o mestre José Maria Pedroto, um dos responsáveis pelo lançamento das bases para um FC Porto dominador a nível nacional e com um impacto forte por esse mundo fora.

Fonte: Aventar
Fonte: Aventar

Depois de algumas desavenças com o presidente Pinto de Magalhães, Pedroto seria banido do FC Porto em 1969 e impedido de entrar no Estádio das Antas como funcionário do clube, numa proposta aceite em assembleia geral pelos adeptos portistas. Anos mais tarde, em 1975, nova assembleia geral, desta feita com o objetivo de aprovar por unanimidade uma proposta que visava perdoar Pedroto, subscrita por alguns dirigentes e sócios ilustres do FC Porto, como Pôncio Monteiro, Artur Santos Silva e, claro está, Pinto da Costa.

Depois de o convencer a regressar, na época de 1976/1977, o FC Porto conquistou logo nesse ano a Taça de Portugal, quebrando no ano seguinte o longo jejum de 19 anos sem conquistar o campeonato nacional. Estava dado o mote para o crescimento, estabilização e constante renovação de um projeto forte, dinâmico e vencedor. Jorge Nuno Pinto da Costa e José Maria Pedroto serão, para sempre, lembrados como os grandes impulsionadores do grande FC Porto.

Foto de Capa: Terra

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Ricardo Anselmo
Ricardo Anselmohttp://www.bolanarede.pt
O azul e o branco é parte fundamental da vida do Ricardo. O amor pelo FC Porto faz dele um adepto ferrenho dos 'dragões'. Tem na escrita um amor quase tão grande como o que tem pelo clube, sendo sobre futebol que incide a maior parte das suas escrituras. No futuro, espera encontrar no jornalismo a sua ocupação profissional.                                                                                                                                                 O Ricardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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