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As pontas a limar para 2019/2020

Pedro Pinto Diniz · 2 min

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Decorrida a primeira quinzena de pré-época do FC Porto e chegados já cinco reforços, o plantel parece estar praticamente fechado, com apenas algumas posições para limar até ao final do mês de julho. Agosto traz já uma avalanche de desafios importantes para o conjunto azul e branco.

Depois de verem Casillas a defender as suas redes, os adeptos portistas, ainda que não esteja confirmada a retirada do lendário guarda-redes espanhol, esperam ver alguém de nível semelhante a Iker a segurar a baliza azul e branca na época que se avizinha. Vaná não parece ter esse estatuto e Diogo Costa, ainda que tenha grande talento, tem de adquirir algum “estofo” para ser o homem entre os postes do Dragão.

O barato sai caro e a saída de Hector Herrera, consumada a custo zero para o Atlético de Madrid, deixou um grande espaço no meio-campo portista. Óliver, que tem vindo a ser moldado por Sérgio Conceição nas últimas temporadas, seria o favorito a assumir a posição, mas tudo indica que está de partida para Espanha. Resta Sérgio Oliveira. Apesar destes dois nomes, é aconselhável a Sérgio Conceição que procure um médio box-to-box, à imagem do mexicano, de forma a dar continuidade ao modelo de jogo insistentemente utilizado pelo treinador português.

Herrera foi uma das saídas do plantel
Fonte: Atlético de Madrid

Apesar de ser o setor com mais reforços, este é também o setor com mais debilidades, na minha opinião. As contratações de Luis Diaz e Nakajima vieram, juntamente com Galeno, preencher o lado esquerdo do ataque portista. No entanto, o lado direito deste último terço é apenas entregue a Corona, sendo então aconselhável a contratação de um extremo para fazer concorrência ao mexicano, de preferência com o pé esquerdo como seu pé dominante, de forma a inviabilizar novas soluções na ofensiva azul e branca.

Ainda no ataque, a contratação de Zé Luís é insuficiente, principalmente quando se tem em conta a qualidade dos jogadores que no passado passaram por aquela posição, casos de Lisandro López, Falcão ou Jackson Martinez. Todos estes três que mencionei tinham algo em comum: o facto de serem referências ofensivas, de serem o jogador para o qual a equipa condiciona o seu jogo porque este será determinante na concretização do processo ofensivo. O FC Porto tem avançados móveis e fisicamente potentosos, mas com pouca eficácia na finalização. É necessário um ponta de lança que seja uma referência para a equipa.

Colmatando estas lacunas, considero que os dragões estarão aptos para competirem, como Sérgio Conceição e toda a estrutura portista pretendem, em todas as provas em que estão inseridos, começando já em agosto com o campeonato nacional e as pré-eliminatórias da UEFA Champions League.

Foto de Capa: FC Porto

Pedro Pinto Diniz

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