Publicidade

CD Feirense 0-4 FC Porto: confirmação do bom momento

Telmo Martins · 4 min

CD Feirense 0-4 FC Porto: confirmação do bom momento

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

fc porto cabeçalhoEra necessário vencer este jogo para confirmar a melhoria desta equipa dos dragões, motivados por duas vitórias importantíssimas contra o SC Braga e o Leicester City, resultados que poderão ser decisivos nas aspirações portistas para o restante da época.

Era também importantíssimo vencer porque é dia de Clássico e, em caso de vitória, a equipa do FC Porto iria encurtar distâncias para o top 2 do campeonato e, quem sabe, lá chegar e confirmar que o FC Porto está a melhorar e o treinador a estabilizar as suas ideias.

Algo de que tenho acusado o FC Porto e o seu treinador é a dupla identidade da equipa. Quando joga no Estádio do Dragão, assume o jogo como tem de ser, enquanto que fora de portas atira essa responsabilidade e pratica um futebol mais pragmático, mas, dentro da realidade portuguesa, uma equipa grande tem de ir a todos os campos com uma ideia de jogo definida e uma identidade.

O FC Porto repetiu o onze que defrontou o Leicester City e, na minha opinião, é o melhor onze dos portistas. Entrou praticamente a ganhar contra este aflito Feirense, que começou bem o campeonato mas não ganha desde a 5.ª jornada da Liga NOS. Penálti de Ícaro (que foi expulso na sequência do lance) convertido por André Silva, repetindo o que fez contra o Leicester. Uma primeira parte que mostra um FC Porto mais calmo e sereno, com Oliver Torres a dirigir todos os momentos dos azuis e brancos e a confirmar a subida de forma e as boas exibições.

Outro nome a destacar é Brahimi, que também marcou, repetindo a façanha de quarta-feira passada, onde marcou de calcanhar, marcando agora após um lançamento lateral e alguma confusão na área do Feirense. É de sublinhar também, ao longo da primeira parte, a excelente atitude da equipa de Santa Maria da Feira, que, mesmo com um homem a menos (segundo as novas leis, não pode haver penalização dupla, mas isso dará para outro artigo no futuro), não joga a bola longa na esperança de um ressalto, tenta fazer construção de trás para a frente sempre com critério e organização ofensiva (claro que acarreta maior exposição defensiva) e já causou calafrios na defesa portista com uma bola à trave quando o resultado se encontrava no 0-1.

Uma primeira parte q.b. dos dragões mas um resultado justo para os comandados de Nuno Espírito Santo, a fazerem valer a maior qualidade individual e de jogo.

Nuno Espírito Santo teve uma tarde tranquila em Santa Maria da Feira Fonte: FC Porto
Nuno Espírito Santo teve uma tarde tranquila em Santa Maria da Feira
Fonte: FC Porto

O FC Porto a entrar na segunda parte a marcar, como aconteceu no início do jogo, por intermédio de Marcano, à passagem do minuto 51, após canto de Diogo Jota e desvio ao primeiro poste de Felipe. Um bom lance a colocar uma pedra no resultado e nas aspirações da equipa de Santa Maria da Feira. Este golo acabou com as aspirações do Feirense e levou a que o jogo acalmasse e a que o treinador do FC Porto pudesse retirar Corona e colocar Herrera (57’), e aos 65’ André André para colocar Oliver Torres.

Aos 66’ André Silva correspondeu de cabeça a um cruzamento bem medido de Alex Telles. A partir dos 70’, o jogo acalmou e os dois treinadores geriam o resultado e o jogo, visto que este se encontrava decidido. Aos 70 minutos, saía André Silva para dar lugar a Rui Pedro e aos aplausos da claque portista, que se fez ouvir durante 90 minutos.

O FC Porto sempre que acelerava criava perigo e reflexo disso foi o remate de Diogo Jota a passe de André Silva, com o guarda-redes Vaná a corresponder e o remate ao lado de Danilo após trabalho na área de Rui Pedro. São de destacar as duas bolas à trave do Feirense, uma em cada parte da partida, a demonstrar que o resultado poderia ter tido mais golos mas premeia a boa forma defensiva desta equipa, com uma dupla de centrais perfeitamente equilibrada e a entender-se muito bem, e isso reflete-se no desempenho defensivo da equipa portista.

Foi uma boa vitória, a confirmar um bom momento, mas não nos esqueçamos de que o Feirense jogou com menos um durante 86 minutos de jogo.

A FIGURA:

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

André Silva – Voltou aos golos o jovem ponta-de-lança portista com mais dois golos (segundo jogo consecutivo a bisar) mas sempre muito batalhador e com enorme disponibilidade para ajudar a equipa em processo defensivo e ofensivo. Sabemos que a forma de jogar dos portistas exige muito de André Silva e isso poderá tirar discernimento na hora de finalizar, mas a qualidade, o talento e a capacidade de trabalho estão lá. Excelente exibição, a juntar a tantas outras.

Menção honrosa para Karamanos, que foi um batalhador no meio dos defesas centrais dos azuis e brancos, sempre a ir à luta e a oferecer linhas de passes, demonstrando bons momentos individuais. Jogo ingrato mas com boas movimentações e pormenores do n.º9 da equipa comandada por José Mota.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Diogo Jota – Com a equipa toda em bom momento e com um bom jogo, colocar alguém aqui torna-se uma tarefa difícil, mas Diogo Jota está numa fase de menor fulgor e isso sente-se, visto que tem tido menos protagonismo e a sua tomada de decisões neste jogo não foi, por vezes, a melhor. O menos bom.

Foto de Capa: FC Porto

 

Telmo Martins

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.