CD Feirense 0-4 FC Porto: confirmação do bom momento

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fc porto cabeçalhoEra necessário vencer este jogo para confirmar a melhoria desta equipa dos dragões, motivados por duas vitórias importantíssimas contra o SC Braga e o Leicester City, resultados que poderão ser decisivos nas aspirações portistas para o restante da época.

Era também importantíssimo vencer porque é dia de Clássico e, em caso de vitória, a equipa do FC Porto iria encurtar distâncias para o top 2 do campeonato e, quem sabe, lá chegar e confirmar que o FC Porto está a melhorar e o treinador a estabilizar as suas ideias.

Algo de que tenho acusado o FC Porto e o seu treinador é a dupla identidade da equipa. Quando joga no Estádio do Dragão, assume o jogo como tem de ser, enquanto que fora de portas atira essa responsabilidade e pratica um futebol mais pragmático, mas, dentro da realidade portuguesa, uma equipa grande tem de ir a todos os campos com uma ideia de jogo definida e uma identidade.

O FC Porto repetiu o onze que defrontou o Leicester City e, na minha opinião, é o melhor onze dos portistas. Entrou praticamente a ganhar contra este aflito Feirense, que começou bem o campeonato mas não ganha desde a 5.ª jornada da Liga NOS. Penálti de Ícaro (que foi expulso na sequência do lance) convertido por André Silva, repetindo o que fez contra o Leicester. Uma primeira parte que mostra um FC Porto mais calmo e sereno, com Oliver Torres a dirigir todos os momentos dos azuis e brancos e a confirmar a subida de forma e as boas exibições.

Outro nome a destacar é Brahimi, que também marcou, repetindo a façanha de quarta-feira passada, onde marcou de calcanhar, marcando agora após um lançamento lateral e alguma confusão na área do Feirense. É de sublinhar também, ao longo da primeira parte, a excelente atitude da equipa de Santa Maria da Feira, que, mesmo com um homem a menos (segundo as novas leis, não pode haver penalização dupla, mas isso dará para outro artigo no futuro), não joga a bola longa na esperança de um ressalto, tenta fazer construção de trás para a frente sempre com critério e organização ofensiva (claro que acarreta maior exposição defensiva) e já causou calafrios na defesa portista com uma bola à trave quando o resultado se encontrava no 0-1.

Uma primeira parte q.b. dos dragões mas um resultado justo para os comandados de Nuno Espírito Santo, a fazerem valer a maior qualidade individual e de jogo.

Nuno Espírito Santo teve uma tarde tranquila em Santa Maria da Feira Fonte: FC Porto
Nuno Espírito Santo teve uma tarde tranquila em Santa Maria da Feira
Fonte: FC Porto

O FC Porto a entrar na segunda parte a marcar, como aconteceu no início do jogo, por intermédio de Marcano, à passagem do minuto 51, após canto de Diogo Jota e desvio ao primeiro poste de Felipe. Um bom lance a colocar uma pedra no resultado e nas aspirações da equipa de Santa Maria da Feira. Este golo acabou com as aspirações do Feirense e levou a que o jogo acalmasse e a que o treinador do FC Porto pudesse retirar Corona e colocar Herrera (57’), e aos 65’ André André para colocar Oliver Torres.

Aos 66’ André Silva correspondeu de cabeça a um cruzamento bem medido de Alex Telles. A partir dos 70’, o jogo acalmou e os dois treinadores geriam o resultado e o jogo, visto que este se encontrava decidido. Aos 70 minutos, saía André Silva para dar lugar a Rui Pedro e aos aplausos da claque portista, que se fez ouvir durante 90 minutos.

O FC Porto sempre que acelerava criava perigo e reflexo disso foi o remate de Diogo Jota a passe de André Silva, com o guarda-redes Vaná a corresponder e o remate ao lado de Danilo após trabalho na área de Rui Pedro. São de destacar as duas bolas à trave do Feirense, uma em cada parte da partida, a demonstrar que o resultado poderia ter tido mais golos mas premeia a boa forma defensiva desta equipa, com uma dupla de centrais perfeitamente equilibrada e a entender-se muito bem, e isso reflete-se no desempenho defensivo da equipa portista.

Foi uma boa vitória, a confirmar um bom momento, mas não nos esqueçamos de que o Feirense jogou com menos um durante 86 minutos de jogo.

Telmo Martins
Telmo Martinshttp://www.bolanarede.pt
Eterno apaixonado por futebol, tem no Porto a sua eterna paixão. A atualidade desportiva faz parte da sua génese, lendo desde muito novo os jornais desportivos cuja leitura o avô lhe incutia. Vê jogos de futebol com o seu pai desde os três meses de idade (de pequenino é que se torce o pepino). Joga futebol e futsal com os amigos sempre que pode. Tem também pelo ciclismo um apreço especial. Fora de Portugal é adepto incondicional do Tottenham Hotspur e do Real Madrid.                                                                                                                                                 O Telmo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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