CS Marítimo 0-2 FC Porto: Otávio desbloqueou o jogo no Caldeirão

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À entrada para a jornada 9, os dragões deslocaram-se à Madeira repetindo o onze do jogo frente ao CD Feirense na jornada anterior. O Estádio dos Barreiros ou o “Caldeirão” foi o palco para esta partida, estádio este tradicionalmente complicado para a equipa da Invicta, que só venceu uma partida nas últimas seis disputadas, precisamente na época passada.

Desde o apito inicial que os adeptos assistiram a um jogo intenso e fechado, mais por parte do Marítimo que procurou defender o resultado desde cedo. Os homens da casa entraram agressivos no jogo e antes da meia hora de jogo já tinham dois jogadores amarelados, primeiro Jean Cleber, logo aos dois minutos de jogo e mais tarde foi a vez de Lucas Áfrico ser sancionado.

Apesar do FC Porto estar por cima da partida, foi o CS Marítimo a criar a melhor oportunidade de golo no primeiro tempo. Em cima do minuto 30′ e contra a corrente do jogo, depois de uma boa combinação entre Jean Cleber e Joel Tagueu, o camaronês rematou desenquadrado permitindo a defesa apertada de Casillas.

Até ao final da primeira parte, o FC Porto teve dificuldades em penetrar a barreira defensiva adversária e tinha em Corona o elemento mais desequilibrador dentro de campo. Por seu lado, a equipa de Cláudio Braga continuou fiel à sua ideia de jogo, alinhando com as linhas muito juntas condicionando as investidas ofensivas dos dragões.

Corona foi o homem que mais desequilibrou a equipa insular no primeiro tempo
Fonte: FC Porto

O intervalo chegava aos Barreiros e ficava a sensação de que os dragões teriam de vir com outra mentalidade dos balneários para alcançar a vitória no Caldeirão e conseguir aproveitar o deslize do SL Benfica.

As equipas voltaram ao relvado sem alterações e foram os dragões logo aos 48′ a estar perto do golo depois de Soares rodar bem sobre o adversário e a rematar colocado para a defesa de Amir.

No minuto 64′, ocorreu um dos momentos da partida! Depois do central do Marítimo carregar Soares dentro de área, Carlos Xistra assinalou grande penalidade. A cobrança da bola parada ficou entregue a Marega que bateu fraco para o lado direito de Amir que defendeu e manteve o nulo na partida.

Pouco depois, ao minuto 67′ entrou Otávio para o lugar de Maxi Pereira e bastaram três minutos em campo para o brasileiro desfazer o empate. Uma jogada fantástica construída por Brahimi, Soares e Marega a assistir de calcanhar para Otávio que rematou colocado sem hipótese para Amir.

Três minutos depois e surgiu o segundo dos dragões. Depois de um livre ofensivo do Marítimo, Óliver recuperou e correu vários metros do campo deixado os dragões com quatro homens para um dos insulares. Óliver toca para Otávio que devolveu a Marega e o maliano só teve de encostar. Tudo fácil para os dragões!

Aos 80′, dois momentos de destaque para os dragões. Primeiro perda incrível de Felipe, que depois de um cruzamento teleguiado de Óliver, cabeceou por cima. Depois, Sérgio Conceição promoveu a estreia do congolês Mbemba.

Até ao final do encontro, o Marítimo ainda iria ficar reduzido a dez unidades depois de Danny ter visto o vermelho direto com uma cotovelada a Otávio.

Os dragões geriram o resultado, com mais uma unidade em campo, até ao final do encontro e o CS Marítimo foi incapaz de importunar o FC Porto no que restava da partida. A equipa de Sérgio Conceição isolou-se assim na liderança com mais quatro pontos do que os encarnados e mais três do que o SC Braga, com um jogo a menos.

Onzes iniciais:

CS Marítimo: Amir; Bebeto, Marcão, Zainadine, Lucas Áfrico (J. Correa, 78′) e Fábio China; Vukovic, Jean Cléber e Fabrício (Ricardo Valente, 80′); Danny e Tagueu (Rodrigo Pinho, 90′).

FC Porto: Casillas; Maxi (Otávio, 67′), Felipe, Éder Militão e Alex Telles; Danilo, Óliver, Jesus Corona, Brahimi (Mbemba, 80′); Marega e Soares (Herrera, 75′).

Nélson Mota
Nélson Motahttp://www.bolanarede.pt
O Nélson é estudante de Ciências da Comunicação. Jogou futebol de formação e chegou até a ter uma breve passagem pelos quadros do Futebol Clube do Porto. Foi através das longas palestras do seu pai sobre como posicionar-se dentro de campo que se interessou pela parte técnica e tática do desporto rei. Numa fase da sua vida, sonhou ser treinador de futebol e, apesar de ainda ter esse bichinho presente, a verdade é que não arriscou e preferiu focar-se no seu curso. Partilhando o gosto pelo futebol com o da escrita, tem agora a oportunidade de conciliar ambas as paixões e tentar alcançar o seu sonho de trabalhar profissionalmente como Jornalista Desportivo.

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