E quando aquele golo não for suficiente?

- Advertisement -

Honestamente, não sou uma pessoa que acompanha religiosamente qualquer programa desportivo de fim de semana (embora já o tenha feito no passado). Contudo, no último domingo a história foi diferente: enquanto fazia um autêntico zapping, deparei-me com um canal generalista a discutir o facto de o FC Porto, ultimamente, vencer os seus jogos por margens mínimas. E, confesso, foi algo que me despertou, instantaneamente, um certo interesse. Não que fosse uma novidade para mim as recentes vitórias magras do FC Porto; novidade foram os possíveis cenários e teorias que foram traçados pelos intervenientes em relação a este tópico. Destacarei dois deles.

Primeiramente e, inequivocamente, o mais óbvio prendia-se com o motivo para estes resultados: o cansaço. O desgaste acumulado pelos jogadores que jogo após jogo “sofrem” com os efeitos colaterais da pouca rotatividade de Sérgio Conceição no onze inicial estaria por trás desta onda de triunfos pobres dos dragões. Quer seja pelo plantel curto, quer seja pelo excesso de jogos, facto é que os onze que entram em campo exalam um cansaço quase que depressivo. Certo é que com cansaço ou sem cansaço as vitórias “insistem” em cair para o nosso lado (e já lá vão 18); contudo, não criem ilusões: o FC Porto não é imbatível e não pratica um futebol do outro mundo. E essas duas noções básicas que todos nós deveríamos ter em mente levam-me para o tópico seguinte: como responderá o FC Porto a uma quebra? E não existe um “se” nesta pergunta pelo simples motivo de ela não depender de uma condição, isto é, fatalmente acontecerá, resta saber quando.

O FC Porto conseguiu alcançar a marca de 18 vitórias consecutivas, apesar de algumas exibições sem “brilho”
Fonte: FC Porto

E para além de “quando?”, há que ter em consideração o “como?”: como reagiremos a esta situação? Da mesma forma que respondemos à derrota na Luz? Sinceramente, não aposto nessa teoria. Aposto, por outro lado, num cenário um pouco menos interessante. Numa equipa, por muito que as pernas dos jogadores não respondam a 100%, a vitória acaba por aparecer muitas vezes pelo fator mental/emocional, ou seja, o sentimento criado por uma sequência de vitórias tão significativa como a que o FC Porto atravessa neste momento faz com que, apesar do cansaço patente nos seus corpos, a certeza de que o golo surgirá mantenha-se bem viva nos subconscientes dos atletas.

Onde quero chegar? Quando o primeiro empate ou derrota surgir, até que ponto é que a frescura mental manter-se-á intacta? É aí que eu quero chegar. Sem frescura física, sem frescura mental, sem vitória. É possível reduzir ou até anular os efeitos de tudo isto que referi? Anular acredito que não, mas reduzi-los é possível. Um treinador inteligente e de pulso firme, não só já antecipou tudo isto que referi, como também certamente saberá lidar com este cenário.

Foto de capa: FC Porto

José Mário Fernandes
José Mário Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
Um jovem com o sonho de jogar futebol profissionalmente. Porém, como até não tinha jeito para a coisa, limita-se a gritar para uma televisão quando o FC Porto joga.                                                                                                                                                 O José escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Imprensa epanhola rendida Pau Víctor: «O segundo ano não podia ter começado melhor a nível individual»

O jornal espanhol Sport elogiou Pau Víctor, destacando que o avançado bracarense está a brilhar no segundo ano após sair do Barcelona.

Estreia de sonho para Andreas Samaris: Sub-16 do Benfica goleiam AD Oeiras por 7-2 sob olhar muito especial nas bancadas

Os sub-16 do Benfica golearam a AD Oeiras por sete a dois na estreia de Andreas Samaris como treinador. Pizzi assistiu ao encontro na bancada.

De regresso a Inglaterra: Burnley garante contratação surpresa de Jamie Vardy

O Burnley garantiu a contratação de Jamie Vardy por uma época, marcando o regresso do inglês após uma temporada na Cremonese.

Champions League: Árbitro da final do Mundial 2022 apita FC Porto x Manchester City

O árbitro polaco Szymon Marciniak foi nomeado para dirigir o jogo entre FC Porto e Manchester City na 1.ª jornada da fase de liga da Liga dos Campeões.

PUB

Mais Artigos Populares

Sérgio Ferreira responde ao Bola na Rede: «Faltou-nos a capacidade de quebrar linhas»

Sérgio Ferreira respondeu a uma questão do Bola na Rede após a derrota do Alverca sobre o Braga por 3-1.

Carlos Vicens responde ao Bola na Rede: «Na segunda parte insistimos, mas sem atacar apenas por um lado»

Carlos Vicens respondeu a uma questão do Bola na Rede após a vitória do Braga sobre o Alverca por 3-1.

Alexander Bah pode desfalcar Benfica: Marco Silva com uma alternativa direta e de olho em possíveis adaptações

Alexander Bah saiu lesionado do encontro entre o Benfica e o Marítimo e pode ser obrigado a falhar algumas partidas.