Publicidade

E quando aquele golo não for suficiente?

José Mário Fernandes · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Honestamente, não sou uma pessoa que acompanha religiosamente qualquer programa desportivo de fim de semana (embora já o tenha feito no passado). Contudo, no último domingo a história foi diferente: enquanto fazia um autêntico zapping, deparei-me com um canal generalista a discutir o facto de o FC Porto, ultimamente, vencer os seus jogos por margens mínimas. E, confesso, foi algo que me despertou, instantaneamente, um certo interesse. Não que fosse uma novidade para mim as recentes vitórias magras do FC Porto; novidade foram os possíveis cenários e teorias que foram traçados pelos intervenientes em relação a este tópico. Destacarei dois deles.

Primeiramente e, inequivocamente, o mais óbvio prendia-se com o motivo para estes resultados: o cansaço. O desgaste acumulado pelos jogadores que jogo após jogo “sofrem” com os efeitos colaterais da pouca rotatividade de Sérgio Conceição no onze inicial estaria por trás desta onda de triunfos pobres dos dragões. Quer seja pelo plantel curto, quer seja pelo excesso de jogos, facto é que os onze que entram em campo exalam um cansaço quase que depressivo. Certo é que com cansaço ou sem cansaço as vitórias “insistem” em cair para o nosso lado (e já lá vão 18); contudo, não criem ilusões: o FC Porto não é imbatível e não pratica um futebol do outro mundo. E essas duas noções básicas que todos nós deveríamos ter em mente levam-me para o tópico seguinte: como responderá o FC Porto a uma quebra? E não existe um “se” nesta pergunta pelo simples motivo de ela não depender de uma condição, isto é, fatalmente acontecerá, resta saber quando.

O FC Porto conseguiu alcançar a marca de 18 vitórias consecutivas, apesar de algumas exibições sem “brilho”
Fonte: FC Porto

E para além de “quando?”, há que ter em consideração o “como?”: como reagiremos a esta situação? Da mesma forma que respondemos à derrota na Luz? Sinceramente, não aposto nessa teoria. Aposto, por outro lado, num cenário um pouco menos interessante. Numa equipa, por muito que as pernas dos jogadores não respondam a 100%, a vitória acaba por aparecer muitas vezes pelo fator mental/emocional, ou seja, o sentimento criado por uma sequência de vitórias tão significativa como a que o FC Porto atravessa neste momento faz com que, apesar do cansaço patente nos seus corpos, a certeza de que o golo surgirá mantenha-se bem viva nos subconscientes dos atletas.

Onde quero chegar? Quando o primeiro empate ou derrota surgir, até que ponto é que a frescura mental manter-se-á intacta? É aí que eu quero chegar. Sem frescura física, sem frescura mental, sem vitória. É possível reduzir ou até anular os efeitos de tudo isto que referi? Anular acredito que não, mas reduzi-los é possível. Um treinador inteligente e de pulso firme, não só já antecipou tudo isto que referi, como também certamente saberá lidar com este cenário.

Foto de capa: FC Porto

José Mário Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.