FC Porto 0-1 Borussia Dortmund: Não quisemos e não soubemos mais

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O Futebol Clube do Porto recebeu em casa o Borussia de Dortmund para jogar a 2.ª mão da eliminatória da Liga Europa e foi sem esforço ou luta que se deixou perder como se fosse algo natural.

A tarefa não se avizinhava nada fácil mas o público esperava algo mais do que este marasmo e aborrecimento a que assistiu. O 11 inicial de Peseiro já deixava antever um jogo bastante desnivelado e a confirmação chegou cedo. Casillas, Maxi, Layún, Marcano, Jose Ángel, Danilo, Rúben Neves, Evandro, Marega, Varela, e Aboubakar nunca conseguiram fazer um bom jogo colectivo e talvez nem estivessem preparados para tal. Tacticamente o Porto foi uma equipa disposta num 4-3-3 em que o meio-campo comunicou mal com o ataque e em que os alas estiveram sempre muito sozinhos. Esta “solidão” só veio expor a fraca capacidade técnica que Varela e Marega apresentam; não dá para muito mais do que isto contra uma equipa como o BVB.

Por estratégia ou não, o certo é que o Porto, que precisava de ganhar, foi uma equipa pragmática à espera do adversário. Os três da frente por vezes pressionavam, por vezes não. Assim também se demonstrava a falta de crer já que quando a equipa começava a pressionar em bloco logo que os alemães iam para o ataque os portistas ganhavam várias disputas de bola. O problema vinha depois: o que fazer com a bola ganha?

Dortmund foi um justo vencedor da eliminatória Fonte: BVB
Dortmund foi um justo vencedor da eliminatória
Fonte: BVB

O Borussia foi sempre mais perigoso, tendo tido várias jogadas de perigo, surgindo o golo aos 23’ num fora-de-jogo nítido que Mark Clattenburg não viu. Do Porto ficam na retina os últimos cinco minutos da primeira parte, em que soltou um pouco do medo que trazia, mas Burki esteve sempre à altura.

Na segunda parte viram-se os azuis e brancos com mais atrevimento, e prova disso foi o lance aos 55’, em que Aboubakar (muito longe do que era no início da época) ia marcando de calcanhar. Seguiram-se várias tentativas de penetração na área alemã, mas falta magia a este Porto. Danilo esteve muito bem mais uma vez, um verdadeiro comandante em campo, e Rúben Neves melhorou em relação ao primeiro jogo (não o suficiente), mas o que fazer quando o resto da equipa trata mal a bola?!

A partir dos 70 minutos os de Dortmund passaram a controlar a posse de bola e nem a entrada do enérgico Suk e do talentoso Brahimi (muito acima dos seus companheiros de ataque) conseguiu mudar a toada do jogo. Aos 87’ assinala-se ainda uma bola à trave de Brahimi, um oásis no deserto de ideias portista… Mas saímos da Liga Europa sem um golo marcado na eliminatória.

Não houve muita vontade; ninguém acreditava. José Peseiro mostrou isso mesmo no 11 inicial mas o sentimento já estava lá desde o dia do sorteio. Uma equipa com falta de talento, magia e rotinas; longe dos grandes palcos europeus está uma sombra de si. Não adianta mudar de treinador se não houver uma limpeza no plantel.

A Figura:

Danilo – O comandante do meio-campo defendeu, atacou, passou… Merece o Euro’2016!

O Fora-de-Jogo:

Marega – Simplesmente não tem qualidade suficiente para jogar no Porto.

Foto de Capa: FC Porto

Pedro Nuno Silva
Pedro Nuno Silva
Portista de corpo e alma desde que se conhece e amante de futebol, quando o assunto é FC Porto luta para que no meio do coração lhe sobre a razão.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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