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FC Porto 1-0 CD Santa Clara: Um temporal que não causou estragos!

Filipa Mesquita · 4 min

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Num dos jogos dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, o FC Porto recebeu o CD Santa Clara, no estádio Dragão, naquele que foi o terceiro encontro entre as duas formações esta temporada, com os portistas a levarem a melhor nas duas ocasiões anteriores (para o campeonato e Taça da Liga). O FC Porto chega a esta fase com vontade de voltar a vencer a prova rainha, depois de ter perdido a última final na temporada passada, já o CD Santa Clara queria alcançar os quartos-de-final pela primeira vez na história. Até chegarem a esta fase, o FC Porto eliminou o SC Coimbrões e o Vitória FC, já o CD Santa Clara deixou para trás a Oliveirense e o Leixões.

No que toca às escolhas dos treinadores, houve mudanças nas duas equipas em relação ao último jogo. Do lado dos portistas, o treinador Sérgio Conceição fez algumas alterações, com a entrada de Diogo Costa para o lugar de Marchesín, e ainda com Manafá e Diogo Leite no setor defensivo. No ataque, Zé Luís foi opção em detrimento da dupla Soares e Marega. Situação idêntica na equipa açoriana, com o técnico João Henrique a efetuar ainda mais mudanças e a apresentar um onze completamente renovado.

Fábio Veríssimo foi o árbitro escolhido para arbitrar um jogo em que o maior destaque foi a chuva, que impediu os adeptos de irem ao estádio e os jogadores de terem um relvado em condições.

A jogar em casa, foram mesmo os portistas a assumir as rédeas da partida e a começar a todo o gás, com uma grande oportunidade aos seis minutos, num cabeceamento de Zé Luís a ser defendido – e bem – por André Ferreira. Dois minutos depois, nova situação de perigo e novamente na sequência de um pontapé de canto, mas desta vez com Pepe a ser o protagonista, mas a cabecear a bola à figura do guarda-redes açoriano.

O jogo estava morno, com o CD Santa Clara a tentar controlar a avalanche ofensiva portista, mas a sentir muita dificuldade, muito por culpa das más condições meteorológicas.

E foi já perto dos 20 minutos, que os portistas protagonizaram um dos melhores lances da primeira parte: assistido por Nakajima, Zé Luís invadiu a área adversária e atirou cruzado para uma grande defesa de André Ferreira. O sinal mais estava dado, com o FC Porto a superiorizar-se e a criar as melhores situações de perigo. Já o CD Santa Clara apresentou-se muito apático e sem reação e ainda teve como contrapartida a lesão de Nené num lance disputado com Zé Luís.

Os avisos estavam dados e foi Nakajima, que se estreou a marcar, a abrir o marcador ao 29′, assistido por Corona. Apesar dos protestos da equipa forasteira, Fábio Veríssimo validou o golo do japonês, que foi o autor do golo 300 da era Sérgio Conceição.

Três minutos depois, mais uma grande defesa de André Ferreira, desta vez a um remate potente de Corona. O guarda-redes açoriano era a grande figura do CD Santa Clara.

E só perto do intervalo, é que a equipa de João Henrique deu ar da sua grande num lance individual de Francisco Ramos, jogador que passou pela formação portista. O médio, do meio da rua, testou os reflexos de Diogo Costa, que respondeu com uma grande defesa.

A partida chegou ao intervalo, com vantagem portista que materializou a superioridade evidenciada.

As condições meteorológicas condicionaram o jogo na segunda parte
Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

No tempo complementar, o jogo começou a meio gás, com o relvado em muito mau estado, a impedir que a bola circulasse convenientemente. A intensidade da partida baixou consideravelmente e foi uma segunda parte com pouca ou nenhuma história.

Com desvantagem de apenas um golo, os açorianos acreditaram que era possível reverter o resultado e aos 50′, Bruno Lamas, na marcação de um livre, esteve perto de marcar, mas o central Diogo Leite afastou o perigo.

Na resposta, o FC Porto, também num lance de bola parada, teve novamente em Pepe o protagonista, com o central perto de marcar, mas com Fábio Cardoso a desviar a bola da baliza de André Ferreira. Dois minutos depois, Alex Telles teve nos pés uma excelente oportunidade, na marcação de um livre, mas a bola passou perto do poste da baliza adversária.

Até ao final do encontro, os dois treinadores mexeram nas equipas, mas nem por isso o jogo e o resultados sofreram alterações.
Com uma segunda parte muito mal jogada, os portistas passam aos quartos-de-final justificando a vitória com uma primeira parte de boa qualidade.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Porto: Diogo Costa; Manafá, Pepe, Diogo Leite e Alex Telles; Nakajima (Sérgio Oliveira, 85′), Uribe e Otávio; Corona, Zé Luís (Soares, 90+2′), Luis Díaz (Danilo, 66′)

CD Santa Clara: André Ferreira; Rafael Ramos, Fábio Cardoso, César e Mamadu Candé; Francisco Ramos, Rashid e Nené (Bruno Lamas, 26′); Pineda (Carlos Júnior, 58′), Schettine (Thiago Santana, 66′), Zé Manuel

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

Shoya Nakajima – O japonês acusado de falta de adaptação tem calado todos os críticos com duas exibições consecutivas de alto nível. A titularidade assenta-lhe muito bem e o entrosamento com os colegas faz o resto. O número dez do FC Porto espalha magia por onde passa, com uma qualidade inegável. Foi o autor do golo da vitória, e marcou o golo 300 da era Conceição. Uma estreia a marcar em grande, que garantiu a passagem aos quartos-de-final da Taça de Portugal.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: FC Porto

Estado do relvado – A hora do jogo não foi muito apelativa tendo em conta ser dia da semana, mas a meteorologia foi a principal responsável pelas bancadas vazias do Estádio do Dragão. Para além de interferi exteriormente, a chuva prejudicou – e muito – a qualidade do jogo. O estado do relvado estava deplorável e os jogadores tiveram muita dificuldade durante toda a partida, sobretudo na segunda parte, influenciando o jogo.

Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Filipa Mesquita

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