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FC Porto 1-0 CS Marítimo: Safam-se os três pontos

Nuno Ribeiro Margarido · 3 min

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fc porto cabeçalho

Foi com grande expetativa que um Dragão bastante “esburacado” recebeu José Peseiro no primeiro jogo oficial do português como treinador do FC Porto. Uma expetativa por saber até que ponto é que o famoso treinador do “quase” iria começar o seu trajeto azul-e-branco. Com uma vitória, foi a resposta do novo comandante que não reservou surpresas no onze inicial que fez alinhar frente ao Marítimo. Casillas manteve-se na baliza, o eixo da defesa também se manteve e o ferrari continuou na garagem em detrimento de Herrera e André André. Mas até que ponto é que as ideias que marcaram o futebol da era Lopetegui iriam influenciar a equipa neste encontro?

Aos dois minutos, um corte deficiente de Layún deixou a bola à vontade de Marega mas o avançado maliano atirou torto para a bancada. Não demorou muito até que o FC Porto de Peseiro se apresentasse aos adeptos azuis-e-brancos. Layún ávido pelo corredor central, muita mobilidade posicional de Brahimi e Corona e privilégio pela circulação de bola e pelo desequilíbrio pelo corredor central. Contudo, a relutância em esquecer as ideias antigas era notória e o FC Porto continuava a cometer vários erros desnecessários.

Aos vinte e dois minutos, Salin carregou o FC Porto às costas. Depois de encostar o Marítimo às cordas, os azuis-e-brancos chegaram ao golo após uma jogada de insistência. Salin ainda aliviou o primeiro cruzamento mas a bola sobrou para Layún, que se encontrava à entrada da área maritimista e ultrapassou um primeiro adversário antes de assistir André André. O internacional português rematou de primeira, pleno de intenção, atirou à barra e viu a bola bater, caprichosamente, nas costas de Salin antes de entrar na baliza.

A resposta do Marítimo não se fez esperar e, no minuto seguinte, muita sorte para o FC Porto, que quando via a bola aproximar-se da área de Casillas via Peseiro a gritar “Ai meu Deus…”. Aos vinte e cinco minutos, uma desatenção imperdoável da defensiva portista permitiu que Marega surgisse solto na área mas o maliano acabou por cabecear ao poste.

André André foi titular na equipa de José Peseiro Fonte: FC Porto
André André foi titular na equipa de José Peseiro
Fonte: FC Porto

A falta de inspiração das duas equipas era notória e acabou por culminar num vazio de ideias até ao intervalo. Tal como a falta de qualidade do árbitro da partida, que já tinha penalizado o FC Porto ao não assinalar grande penalidade sobre Maxi e ao conseguir ver foras-de-jogo inexistentes. Referência também para o facto de no golo do FC Porto a bola ir ao braço de Aboubakar, podendo-se aceitar reclamações pela passividade do senhor do apito também neste caso.

A dificuldade em chegar ao último terço era notória no futebol praticado pelos dragões, fruto da enorme incapacidade em criar no último terço. Contudo, quando o FC Porto conseguia finalmente alguma inspiração coletiva, o árbitro da partida tratava de voltar a negar a possibilidade de golo. Sim, fala-se de mais uma grande penalidade não assinalada sobre Maxi e de mais um fora-de-jogo mal tirado a Corona quando este surgia isolado frente a Salin.

Depois da estreia de Suk no estádio do Dragão, houve uma enorme possibilidade para o FC Porto de aumentar a vantagem. Grande passe de Danilo para as costas da defensiva, onde acabou por surgir Corona com a bola controlada. Pressionado, o mexicano só tinha de passar para o lado onde aparecia Suk completamente sozinho. Preferiu rematar, em arco e cheio de intenção. A defesa de Salin é bastante boa mas pedia-se mais ao Tecatito.

A baliza do Marítimo foi ameaçada apenas por uma vez na segunda parte, o que acaba por refletir a avidez e a exigência dos adeptos portistas de que a equipa produza algo mais. Sabia-se que seria complicado ver algum trabalho de José Peseiro nesta partida e que o mais importante era a aquisição dos três pontos para não perder a corrida para o título. Eles acabaram por ficar no Dragão e por premiar a equipa que mais fez por vencer a partida. A continuar assim, o Marítimo de Nelo Vingada irá passar por muitos apertos…

A Figura:

95% dos adeptos portistas – sofreram mas viram o FC Porto vencer. Quando as coisas corriam mal, aos primeiros assobios dos 5% de adeptos pipoqueiros, os 95% dos adeptos portistas batiam palmas. Foram estes que carregaram a equipa às costas.

O Fora-de-Jogo:

João Ferreira – não costumo criticar arbitragens porque não gosto de que sejam desculpa para a inoperância da equipa. Neste jogo, porém, o FC Porto não jogou bem e o árbitro João Ferreira ainda procurou (deliberadamente ou não) limitar o jogo dos portistas.

Foto de Capa: FC Porto

Nuno Ribeiro Margarido

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João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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