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FC Porto 2-0 CD Feirense: líder sob a batuta de Óliver

Diogo Pires Gonçalves · 4 min

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Com o cenário perfeito pela frente, o FC Porto procurava aproveitar o deslize dos rivais da Luz e igualar pontualmente o SC Braga, líder à condição, que também escorregou nesta jornada. Os dragões procuravam prolongar o bom momento alcançado na Rússia, enquanto os fogaceiros, depois da vitória na Taça de Portugal, procuravam pelo menos o ponto.

Os primeiros minutos deixaram ver um FC Porto perfeitamente à vontade em casa; dominador, pressionante e muito rápido na variação do centro de jogo. Foi sem surpresas que aos oito minutos as redes dos visitantes balançaram pela primeira vez; depois de uma bola recusada num canto, Danilo recebeu e atirou certeiro para o golo. No entanto, o lance foi corretamente anulado um minuto depois por fora de jogo do internacional português.

Os 20 minutos iniciais foram marcados pelas recuperações de posse de Danilo e pela construção característica e vincada de Óliver Torres. Os médios português e espanhol dos azuis e brancos encheram o meio campo e o olho dos adeptos. Aos 22 minutos Felipe chega ao golo. Num lance de bola parada bem estudado e melhor aplicado, o central brasileiro saltou quase sem oposição e de cabeça atirou a contar. Apesar da sinalética de fora de jogo do árbitro auxiliar, três minutos depois, e após consulta do VAR, Rui Oliveira validou o golo dos dragões.

À passagem da meia hora, e pelos pés de Edson Farias, o CD Feirense esteve perto do golo. O médio brasileiro recuperou a posse e ainda fora da área rematou para defesa espetacular de Iker Casillas. Quatro minutos depois, Edinho voltou a testar a coordenação da defesa portista ao atirar ao lado, depois de aguentar a pressão adversária.

Aos 42 minutos, Danilo utilizou o passe longo para chamar Corona ao jogo. O mexicano trabalhou muito bem sobre Vitor Bruno, tirando-o do lance, e serviu Tiquinho Soares, que falhou a emenda de cabeça. Nas suas costas, oportuno, Brahimi disparou de primeira, à barra. Ainda antes do apito para o intervalo, Tiquinho isolou Marega, mas o maliano permitiu uma bela intervenção de Caio Secco, que evitou um mal maior para o seu conjunto.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

A entrada na segunda parte voltou a confirmar um FC Porto inconformado com a vantagem obtida até então. Aos 54 minutos de jogo, Corona solicita Tiquinho Soares na área e o brasileiro até marcou, mas o lance foi bem anulado por fora de jogo. Aos 60 minutos, novo lance duvidoso; na sequência de um canto curto, Sturgeon emenda de calcanhar o cruzamento e fez um belo golo, embora anulado por fora de jogo pelo árbitro auxiliar e confirmado pelo VAR.

À procura de segurar mais o meio campo e sair com certeza para o ataque, sem descompensar em demasia o setor mais recuado, Herrera foi chamado a jogo e foi já com o mexicano em campo que Tiquinho falhou escandalosamente o 2-0 aos 68’. Brahimi mastigou o lance na direita e combinou por duas vezes com o brasileiro, deixando-o na cara de Caio Secco; na definição, atirou a rasar o poste direito.

O jogo adormeceu e o CD Feirense foi conseguindo mais aproximações à área adversária, no entanto sem conseguir assustar os da casa. Foi já aos 80’ que os campeões nacionais sacudiram a monotonia e voltaram a pôr ordem no jogo. Óliver recuperou a posse ainda no meio campo fogaceiro, conduziu o lance pela direita e entregou a Brahimi. O argelino tocou de calcanhar para Tiquinho e o brasileiro serviu Marega para o golo. À primeira Caio ainda defendeu, mas nada conseguiu fazer para parar a recarga.

O perigo voltou à baliza do CD Feirense cinco minutos depois; Tiquinho cruzou atrasado para a emenda de calcanhar de Brahimi. Desta vez, e de forma espetacular, Caio negou o golo. No primeiro minuto de compensação, Herrera desmarcou o recém-entrado Adrian López que rematou ao lado. Antes do final da partida, aos 90’+4’, destaque ainda para a intervenção dupla de Casillas; João Silva viu o guardião espanhol negar-lhe o golo por duas vezes no mesmo lance.

Onzes iniciais:

FC Porto: Casillas; Alex Telles, Militão, Felipe e Maxi; Danilo, Óliver Torres, Brahimi (Adrian López, 86’) e Corona (Herrera, 63’); Tiquinho Soares e Marega (André Pereira, 81’).

CD Feirense: Caio Secco; Vitor Bruno, Bruno Nascimento, Briseño e Tiago Mesquita; Luis Machado, Alphonse (João Tavares, 80’), Tiago Silva e Edson Farias (Brian Gómez, 88’); Edinho e Fábio Sturgeon (João Silva, 80’).


A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Óliver Torres – alinhou no terceiro jogo a titular consecutivo na equipa de Sérgio Conceição. É cedo para dizer que tenha garantido o lugar, mas é inegável o toque pessoal que veio dar ao jogo dos azuis e brancos. Tem juntado à singular visão de jogo um elevado número de recuperações da posse e é dos primeiros a saltar na pressão ao adversário. Ainda um pouco longe de outras camisolas ‘10’ que brilharam no Dragão, parece estar a aproveitar o tempo que lhe tem sido dado esta época e quando joga, o meio campo da sua equipa tem outra verticalidade e qualidade no último passe.

O FORA-DE JOGO

Fonte: CD Feirense

Edinho – É certo que o Dragão é um dos terrenos mais difíceis para jogar. No entanto, nada justifica que o único remate de Edinho tenha sido aos 34 minutos e ao lado, sem qualquer perigo para Casillas. A sua equipa precisa sempre de pontos e conta com o avançado português para transformar a sua experiência em golos. Lutou muito entre os centrais, mas não mais que isso.

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Diogo Pires Gonçalves

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