FC Porto 2–0 CF Belenenses: Dragões levam a melhor no Clássico Azul

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Menos de 72 horas depois da vitória europeia frente ao Leipzig, facto que desagradou a Sérgio Conceição, o FC Porto recebeu e venceu o CF Belenenses por 2-0. Os dragões apresentaram três alterações face ao último encontro, com o suspenso Danilo, o lesionado Marega e o poupado Corona a darem lugar a Reyes, André André e Hernâni, respetivamente, obrigando Sérgio Conceição a alterar o sistema tático para um 4x3x3 já bem conhecido pelos adeptos portistas.

O encontro foi marcado por um grande equilíbrio com indecisão no resultado até ao fim da partida, mas a turma de Sérgio Conceição viria a vencer o “duelo de amigos” sobre Domingos Paciência com os dois golos a serem marcados ao cair do pano do primeiro e segundo tempo.

O jogo no Dragão inicia-se com o FC Porto a entrar forte como já tem vindo a ser característico da equipa de Sérgio Conceição, com os dragões a instalarem-se desde cedo no meio campo ofensivo do Belenenses.

Herrera e Hernâni foram os primeiros a criar perigo para a baliza adversária com o mexicano a cabecear ligeiramente por cima da baliza e pouco depois o extremo português a rematar fora da área para a defesa incompleta de Muriel.

A equipa do Belenenses liderada pelo “amigo” Domingos Paciência de volta a casa, aprsentou uma estratégia bem montada e a fechou-se muito bem limitando e muito as iniciativas de ataque dos dragões. O FC Porto a apresentar mais dificuldades do que o habitual para furar a defesa adversária, apesar do domínio visível dos azuis e brancos.

Em cima do minuto 25, Hernâni protagoniza um dos lances de maior perigo do primeiro tempo. O extremo ultrapassa Nuno Tomás e permite nova defesa de Muriel. Hernâni a mostrar-se em bom plano nesta primeira parte e a querer aproveitar da melhor forma a titularidade.

O FC Porto criava oportunidades constantemente mas nunca as conseguia materializar em lances de real perigo e tanto Brahimi como André André perto da meia hora de jogo desperdiçaram uma vez mais oportunidades claras de golo.

O momento alto da primeira parte viria a ter lugar ao minuto 42. Alex Telles com uma “bomba” do meio da rua obriga Muriel a defesa apertada e a ceder o pontapé de canto. O mesmo Telles, na cobrança do canto, encontra Herrera ao segundo poste e o mexicano a rematar de pé esquerdo para o fundo da baliza inaugurando o marcador no Dragão. Segundo golo consecutivo de Herrera a marcar ambos os golos na sequência de pontapés de canto.

Herrera inaugurou o marcador no Dragão Fonte: FC Porto
Herrera inaugurou o marcador no Dragão
Fonte: FC Porto

O Belenenses que ainda ameaçou na compensação do intervalo na sequência de um lançamento lateral, com o ex-benfiquista Yebda a rematar de forma acrobática para defesa fácil de José Sá.
O primeiro tempo a chegar ao fim e o FC Porto vencia pela margem mínima com Herrera a marcar na melhor altura em cima do intervalo. Um jogo até então complicado com o FC Porto a não conseguir concretizar da melhor forma as inúmeras oportunidades criadas.

A segunda parte iniciou-se e os primeiros quinze minutos foram marcados por um ritmo calmo com o FC Porto a tentar construir e a controlar nos momentos chaves do jogo enquanto que o Belenenses foi crescendo pouco a pouco na partida.
O jogo desenrolava-se e cada vez mais se adivinhava perigoso para os dragões com os homens de Domingos sempre à espreita do contra ataque beneficiando da falta de eficácia dos dragões.

A defesa do FC Porto mostrava algumas fragilidades e por pouco podiam ver o Belenenses a empatar o encontro pelos pés de Maurides, mas o avançado brasileiro a rematar muito mal no coração da área.
Setenta minutos de jogo sem oportunidades flagrantes de parte a parte num jogo bem disputado marcado pelo equilíbrio. O plantel do Restelo esteve durante toda a segunda parte atrevido e sempre na disputa do jogo com o FC Porto a entrar adormecido e devagar na segunda parte.

Sérgio Conceição visivelmente insatisfeito com o pobre desempenho do plantel neste segundo tempo promoveu uma dupla substituição com Sérgio Oliveira e Galeno a entrar para o lugar de Brahimi e André André. O recém-entrado Sérgio Oliveira a criar logo na primeira vez que toca na bola grande perigo para a baliza adversária. Por duas vezes seguidas, Muriel a negar o golo de Sérgio Oliveira depois de um passe fantástico de Aboubakar.

Corona e Sérgio Oliveira a entrarem muito bem no jogo e a agitaram a equipa portista nos dez minutos finais do encontro. Galeno, que também entrou na partida, tentou dar “o ar da sua graça” e ameaçou ampliar a vantagem com um remate fora da área a cinco minutos do fim mas Muriel a defender uma vez mais.

Em cima do minuto 90 as redes do Belenenses abanavam uma vez mais. Herrera a cavalgar muitos metros com a bola no pé e desta vez a assistir Aboubakar que finaliza com grande classe a “picar” a bola sobre Muriel. Estava resolvido o jogo no Dragão.

O jogo terminava pouco depois do golo do camaronês, numa partida marcada por um Belenenses obstinado e atrevido que nunca permitiu aos dragões adormecer no encontro. Dez vitórias no campeonato colocam uma vez o FC Porto como líder isolado colocando pressão sobre os rivais.

Nélson Mota
Nélson Motahttp://www.bolanarede.pt
O Nélson é estudante de Ciências da Comunicação. Jogou futebol de formação e chegou até a ter uma breve passagem pelos quadros do Futebol Clube do Porto. Foi através das longas palestras do seu pai sobre como posicionar-se dentro de campo que se interessou pela parte técnica e tática do desporto rei. Numa fase da sua vida, sonhou ser treinador de futebol e, apesar de ainda ter esse bichinho presente, a verdade é que não arriscou e preferiu focar-se no seu curso. Partilhando o gosto pelo futebol com o da escrita, tem agora a oportunidade de conciliar ambas as paixões e tentar alcançar o seu sonho de trabalhar profissionalmente como Jornalista Desportivo.

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