FC Porto 2-0 Estoril: Eficácia de um FC Porto irreconhecível

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E à terceira jornada… Herrera no banco e Indi a lateral esquerdo. Enquanto o primeiro parece ser fruto natural da exigência por uma maior criatividade no meio-campo portista, a adaptação do central Indi a lateral esquerdo (papel que, apesar de tudo, não é novidade para o holandês) e a não convocação de Cissokho podem ser assumidas por muitos como um recado para a SAD azul e branca de que é necessária mais uma solução para o lado esquerdo da defesa. A grande surpresa, porém, acabou mesmo por ser a inclusão de Brahimi no centro do terreno, à frente de Imbula e Danilo.

À entrada para este encontro, o Estoril possuía cinco baixas: Bruno Miguel, Alex Kakuba, Diogo Amado, Mattheus Oliveira e Frédéric Mendy. A equipa anfitriã, pelo contrário, apresentou-se em campo na máxima força. Depois de no ano transato a equipa de Lopetegui ter vencido por 5-0, tudo parecia correr bem ao FC Porto para que um resultado semelhante voltasse a aparecer.

E cedo se começou a desenhar mais uma vitória. Decorria o sétimo minuto da partida quando Maxi aproveitou o distanciamento entre as linhas do Estoril e colocou em Brahimi, que apareceu solto frente à linha defensiva estorilista. O mago do Maghreb, a calcorrear terrenos mais centrais, passou facilmente pelo opositor direto, ganhou a linha de fundo e cruzou atrasado para Aboubakar inaugurar o marcador. Estava feito o primeiro golo da partida.

O Estoril não acusou o golo sofrido e começou a ameaçar, timidamente, a baliza de Iker Casillas. Uma, duas, três oportunidades, e, finalmente, aos 23 minutos de jogo, após a marcação de um pontapé de canto, Diego Carlos surge no coração da grande área e atira ao lado da baliza. A equipa estorilista continuou a carregar sobre a baliza anfitriã e, aos 32 minutos, Bonatini voltou a ameaçar o golo do empate, obrigando o guardião espanhol a aplicar-se.

Apesar do golo conseguido por zonas mais interiores do terreno, aos 39 minutos Lopetegui desfez-se da surpresa, fazendo entrar André André para o lugar de Varela e voltando a reposicionar Brahimi em terrenos mais exteriores. O jogo, contudo, acabou por ir para intervalo sem que se visse algo mais das duas equipas e com o FC Porto a vencer por 1-0 no único remate que fez à baliza, na primeira parte.

Na segunda parte, continuou a ser o Estoril a criar as melhores oportunidades de golo. Aos 52 minutos da partida, mais uma oportunidade para a equipa orientada por Fabiano Soares. Bonatini, já dentro de área, obriga a defensiva portista a criar um muro de jogadores para parar o remate e, na recarga, Bruno César obriga Casillas a boa defesa. O FC Porto não se conseguia impor na partida e a equipa estorilista dominava os acontecimentos.

Maicon voltou a fazer o gosto ao pé… de livre Fonte: Facebook do FC Porto
Maicon voltou a fazer o gosto ao pé… de livre
Fonte: Facebook do FC Porto

Ninguém parecia satisfeito no Estádio do Dragão, nem mesmo o treinador espanhol Julen Lopetegui. Mas o FC Porto foi conseguindo finalmente soltar-se da pressão e subir no terreno com alguma qualidade. E aos 62 minutos da partida, num livre quase frontal à baliza de Kieszek, Maicon fez o segundo golo da partida contra a corrente do jogo e… no segundo remate do FC Porto à baliza da armada estorilista.

O ritmo de jogo acalmou bastante e ambas as equipas começaram a jogar mais no centro do terreno sem grande capacidade de fazer a bola chegar às duas balizas. Já perto do final da partida, uma lesão de Anderson Luís obrigou a uma paragem no jogo, que arrefeceu, e de que maneira, as hostes estorilistas. O FC Porto aproveitou, tal como Osvaldo, que já tinha entrado para o lugar de Aboubakar e foi carregando a área adversária sem grande sucesso. Com um golo de Aboubakar e Maicon, o FC Porto selou a 12ª vitória seguida em casa e atingiu os 1115 minutos sem sofrer golos no Estádio do Dragão, para a liga, fixando um novo recorde.

 

A Figura:

Estoril – A equipa orientada por Fabiano Soares demonstra-se atrevida e bastante arrojada. Neste jogo, a armada estorilista não teve medo de encarar o FC Porto olhos nos olhos e criou diversas oportunidades de empatar a partida. Não o conseguiu por alguma falta de clarividência e eficácia defensiva do adversário mas deixou uma boa réplica no relvado do Estádio do Dragão.

 

O Fora-de-jogo:

FC Porto – O desnorte da equipa portista em vários momentos do jogo foi bastante notório. Apesar de bem condicionada pela equipa estorilista, a formação portista nunca demonstrou aquela “arrogância” perentória que deve sempre acompanhar uma equipa “grande”. Pouca clarividência no ataque e imensos passes falhados.

Foto de capa: Facebook do FC Porto

Nuno Ribeiro Margarido
Nuno Ribeiro Margaridohttp://www.bolanarede.pt
O Nuno sabe que o futebol se assume muitas vezes como a perfeita metáfora da vida. Entre muitas frases do mundo do futebol que o marcam há uma que guarda e que o inspira em tudo o que faz: "Ganhar, ganhar, ganhar... e voltar a ganhar, ganhar e ganhar... é isto o futebol".                                                                                                                                                 O Nuno não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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